A onda- 2

A pesquisa CNT-MDA mostrando Jair Bolsonaro em perigosa ascensão, de 28,2% para  36,7%  sem alteração significativa entre os demais candidatos – Haddad,  25,2 x 24,0; Ciro Gomes 9,4 x ,9,9 – exceto com Geraldo Alckmin, que cai de 7,3% para 5,8% é a confirmação da “onda” de que aqui falamos ontem.

Bolsonaro, segundo as pesquisas, estaria “chupando” todos os votos que saem de brancos nulos (queda de 11,7% para 7,8%, redução de 3,9% do total de votos) e dos indecisos ( que baixa de 8,3% para  6,0%), o que somaria 6,2%, a somarem-se aos 1,5% que perdeu Alckmin.

Mesmo sendo duro de crer que Bolsonaro capturou todos os votos mutantes, não será, ao que tudo indica, suficiente para o plano de decidirem a eleição imediatamente.

Mas nos levará a uma luta histórica no 2° turno.

O primeiro impacto, claro, será o de apresentar o candidato fascista como favorito no 2° turno, certos de que “cavalo vencedor” é o que atrai apostas.

A Folha de São Paulo já registrou pesquisa, para divulgar na quarta-feira e apressar a  ideia de que o ex-capitão é imbatível, um fato consumado.

Não é e não será pela incapacidade do candidato, pela incrível disputa de estupidez de seu círculo e, finalmente, pela selvageria dos grupos fascistas  que arregimentou como sua “rua”.

Multiplicam-se os relatos de que “bolsonaristas” espalham ameaças e já depois da noite de amanhã já veremos como passarão à prática.

Há, também, o cabedal de monstruosidades que Bolsonaro acumulou, tema do próximo post, que terá de enfrentar pessoalmente, na  tevê e nos debates, dos quais não poderá fugir com um atestado médico.

Por outro lado, não é segredo, veremos uma grande ofensiva do “Partido do Judiciário” e do “Partido do Mercado” para ajudá-lo. O que era outsider virará o homem do sistema.

No campo  democrata, terminará o “fogo amigo” representado pelo “Haddad não vence Bolsonaro no 2° turno”, que continuou a ser repetido mesmo quando os índices de Haddad superavam os do ex-capitão. O”crescimento” de Ciro Gomes ou até  a afirmação de Geraldo Alckmin como sendo o candidato da direita para a segunda volta eleitoral nunca foram mais que desejo,  wishful thinking, e jamais estiveram perto de se realizar, mas serviram para despertar resistências a Haddad por não aceitá-lo como melhor ferramenta para enfrentar o fascismo.

Agora, será a única.

 

 

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