As desculpas se estilhaçam no caso “rachadinha”

Duas notícias hoje colocam mais pimenta no caso das rachadinhas e tornam mais absurda a decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça de conceder prisão domiciliar à então foragida mulher de Fabrício Queiroz, para “cuidar do marido”.

O depósito de R$ 25 mil na conta de Fernanda, mulher do senador (e filho presidencial) Flávio Bolsonaro, para uitar a entrada da compra de um apartamento é algo que soa tão estranho quanto o cheque de 24 mil depositado na conta de MIchele Bolsonaro, algo que ainda vai dar muito pano para mangas.

E o “rascunho” de um futuro depoimento de Márcia, a “cuidadora” de Queiroz, que O Globo descreve com requintes de sadismo:

Márcia escreveu as anotações de modo a enumerar alguns pontos, como se fosse uma ordem de argumentos. Anotado como item número um, está “fazer ponte entre a população e o político” e, em seguida, ela escreveu “nosso deputado nem sempre podia estar com seus eleitores por diversos compromissos. E aí que nós acessores (sic) fazemos essa parte entre eletor (sic) e deputado”. Logo em cima desse trecho, a mulher de Queiroz anotou “Legislar” e fez uma flecha para “fazer lei do estado”. Junto também escreveu que o “acesor (sic) é responsável por diversas atividades”.
Já no número dois, ela escreveu que “éramos escolhido (sic) para representar o deputado em eventos importantes as quais (sic) ele não podia comparecer, anotando as demandas da população e dando feedback aos cidadãos (por exemplo)”.

Agora, ao que parece, ela terá tempo de decorar quais eram as suas fictícias funções no gabinete e combinar, até decorar, todas as desculpas que o marido puder inventar para explicar a sua inacreditável movimentação financeira.

Jair e Flávio permanecem em silêncio, mas é curioso que outro silêncio deixe de ser apontado: o de Sérgio Moro, que continua sem dizer o que o presidente queria da Polícia Federal, durante o mais de ano em que tentou, diz Moro, manipulá-la.

 

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

20 respostas

  1. TRFs , TJs , STJ , STF . . A primeira instância não dá tanta grana , quanto essa sopa de letras , mas , também dá . Quando se fala de corrupção no executivo e legislativo , a maioria acha que lá esta o foco . Ledo engano . Se esse ” caixão ” fosse aberto veria se que as cifras seriam algumas vezes maiores .
    Porque é ali que se mata no peito , sem exumação .

    1. E viva o Noronha!
      E que venha “o coleguinha de toga” Félix Fischer do STJ da [infame e sórdida] “panela de Curitiba”!
      Lá isto é Justiça, sô?

    2. E viva o Noronha!
      E que venha “o coleguinha de toga” Félix Fischer do STJ da [infame e sórdida] “panela de Curitiba”!
      Lá isto é Justiça, sô?

  2. Até onde eu sei, são processos (rachadinha) que tramitam no MP carioca.
    E o MP carioca parece bastante contaminado pelo bolsonarismo, o que talvez explique os passos de tartaruga do processo das rachadinhas.

  3. Roubo. Se quiserem aliviar podem chamar de rachadinha ou negócios de milícias.
    Agora ele escolhe, aponta e analisa o desempenho de ministros de estado.
    E os generais de palácio… com ele.
    Destruíram o país!

  4. Estão acelerando a destruição, porque sentem que o projeto inteiro deles pode acabar a qualquer momento. Buscam agora destruir o S.I.F., por exemplo. Serviço de Inspeção Federal de produtos de alimentação. Supostamente, querem privatizar esse serviço. Mas eles sabem que essa fiscalização não pode ser privatizada, porque configura um poder de polícia que é exclusividade do estado. O que eles querem é que cada estado da Federação cuide de sua fiscalização e busque credibilidade, inclusive internacional, por conta própria, isoladamente, o que será muito mais difícil, e uma cunha na unidade federativa. Assim eles estarão dando mais um golpe certeiro na Federação e na coesão da unidade nacional.

  5. Uma grande coisa boa poderia acontecer no país hoje: o exército reconhecer que errou com o bolsonaro, errou a ponto de ser acusado de genocida por um feliz Gilmar Mendes, e não ter resposta, e tomar a única atitude racional que se impõe: Reconhecer o tremendo erro, pedir desculpa ao país e se recolher aos quartéis.
    É inevitável. Seria fácil e eficaz.
    O país e o povo agradeceriam.

    1. Seria perfeito , mas não vão abrir mão de cargos com gordos salários neste Desgoverno .
      Eles tem certeza que novamente receberão o perdão dos civis .

    2. Este exército vem errando desde que formado e nunca deixou de atuar politicamente. Não vai ser agora, apesar de toda a desgraceira.

  6. O que tornou nosso judiciário esse antro de corrupção? Seria o ingresso apenas prestando concurso público, ou a hereditariedade do homens bons?

  7. Roubo. Se quiserem aliviar podem chamar de rachadinha ou negócios de milícias.
    Agora ele escolhe, aponta e analisa o desempenho de ministros de estado.
    E os generais de palácio… com ele.
    Destruíram o país!

  8. Os burros chegaram ao poder. Sentem-se confortáveis com a proteção e os privilégios. Chegaram e amarraram seus rabos com outros grandes rabos. Uma grande rede de rabos presos garante a imunidade de todos. Não importa se não sabem escrever. Não importa se cometem crimes. Não importa se falam asneiras. O poder tudo esconde, tudo perdoa, tudo resolve…

  9. Estão acelerando a destruição, porque sentem que o projeto inteiro deles pode acabar a qualquer momento. Atacam no grosso e no varejo. Buscam agora destruir o S.I.F., por exemplo. Serviço de Inspeção Federal de produtos de alimentação. Supostamente, querem privatizar esse serviço. Mas eles sabem que essa fiscalização não pode ser privatizada, porque configura um poder de polícia que é exclusividade de estado. O que eles querem é que cada estado da Federação cuide separadamente dessa fiscalização e busque construir credibilidade, inclusive internacional, por conta própria, isoladamente, o que será muito mais difícil, além de ser mais uma cunha enfiada na unidade federativa. Assim eles estarão dando mais um golpe certeiro na Federação, diminuindo o poder central e a coesão da unidade nacional.

  10. A sigla MS sempre foi reconhecida como Ministério da Saúde. Mas parece que agora significa “MUSEU DO SOLDADO”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.