As filas do auxílio-matadouro

Desde que se começou a cogitar do pagamento do auxílio de emergência à população era previsto que, não optando por uma decisão de pagar a todos e, depois, ir acertando o cadastro, o resultado seria terrível.

E está sendo.

Por todo o país, onde há uma agência da Caixa, há uma fila e, em geral, uma fila monstruosa.

A que mostro abaixo, em imagens enviadas por meu irmão, é a de Cabo Frio, no litoral norte do Rio de Janeiro. Dá a volta num quarteirão de cerca de 600 metros e ainda envolve, segundo ele, uma aglomeração de centenas de pessoas na entrada da agência.

Um Maracanã para o novo coronavírus, bem quando nos aproximamos do período de maior disseminação.

Não é possível que o senhor Paulo Guedes, tão cuidadoso com seu isolamento e sua máscara, não esteja vendo o que as decisões de seu Ministério e as do da (falta de) Cidadania, com Ônyx Lorenzoni, não estejam vendo os focos de contaminação que estão criando, com centenas ou milhares de pessoas sendo forçadas a aglomerarem-se por horas a fio.

Não é possível que o sujeito posto no Ministério da Saúde não articule sua boca mole para dizer aos colegas de ministério que aquilo é colocar as pessoas no matadouro.

Ou aderiram ao “e daí, lamento” presidencial?

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