As travessuras do “meu garoto”: prender 100 mil sem-terra

Não se pode falar, agora, como na história de fechar o Supremo com “um cabo e um soldado”, em nova “travessura” do deputado Eduardo Bolsonaro,  filho do presidente eleito, quando declara ao Estadão que, com a caracterização como “terrorismo” dos movimentos sociais, não haveria problema algum em “prender 100 mil pessoas”.

Seu irmão, Flávio Bolsonaro, não desgruda do mentecapto eleito para o governo do Rio de Janeiro, inclusive nas tratativas com Israel para a aquisição de drones armados, para promover execuções aéreas de criminosos (ou supostos criminosos), como num videogame de adolescentes.

Ambos, é claro, operam com autorização do pai a quem, aliás, devem os votos que tiveram.

E sabem – os três – que não há a menor viabilidade política no que estão dizendo.

Cumprem o papel de manter “acesa a chama” da propaganda fascista da qual Jair tem, agora, conveniência em manter-se afastado, ao menos por enquanto.

Logo teremos mais disso, quando a bancada eleita pelo arranjo obtido com o aluguel do PSL começar a atuar na Câmara.

É bom que o Dr. Moro se prepare: terá de “entregar” muitos corruptos no campo da política se quiser sobreviver num governo que precisa, acima de tudo, ter uma “pauta moral” para sustentar o entreguismo desvairado e o corte de direitos sociais que praticará, certo que ao mesmo tempo que se proclama nacionalista e “popular”.

Vão construir o discurso de que “os políticos” e “a Justiça” não deixam o “homem trabalhar” e, com isso, não é preciso muito para ver o que deve ser tirado do caminho.

Nada disso, tal como a suposta “espontaneidade” de Bolsonaro em seus tuítes e “lives” é, de fato, espontâneo ou improvisado.

O tamanho do circo deve ser inversamente proporcional à quantidade de pão.

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24 respostas

  1. O lavajatismo já atingiu a saturação e o torquemada da araucárias, assim que deixar o cargo de “juiz da 13ª VJF curitibana” e antes de ser blindado com uma vitalícia cadeira no STF, ficará sujeito a críticas e questionamentos, mesmo com os poderes ditatoriais, senhoriais e xerifais que lhe forem dados pelo Bozo. Não me parece viável que um “ministro da justiça” possa em menos de 20 anos, encarcerar mais de 140 deputados federais senadores, de oposição ao governo a que ele servirá, ou conseguir a proscrição e o aniquilamento da Esquerda Política Brasileira sem que para isso o governo do Bozo não tenha de se assumir como ditadura aberta, escancarada.

    Esse discurso belicoso, agressivo e diversionista dos bolsomínions, usado na campanha, mas ainda persistente pela total incompetência, despreparo e vazio de propostas que caracteriza essas maltas e matilhas de imbecilóides, não resiste a seis meses de exercício formal do poder, à frente do governo federal; se ao fim desse prazo não surgirem resultados econômico-materiais, grande parte do apoio parlamentar será perdido e o destino do Bozo poderá repetir o de Collor. E aí não adianta apelar para a repressão e ditadura aberta, pois nem mesmo elas podem perdurar num país miserável, estagnação ou retração econômica continuada.

    1. Lembrando que a ditadura anterior se manteve enquanto houve crescimento econômico (ainda que sem mitigar a desigualdade social). O começo do fim daquele regime foi quando a Economia começou a decair. Com este será a mesma coisa.

    2. Não se trata necessariamente de pessoas mas de direção política. E, nos tempos atuais, pode-se ser ditadura com constituição e tudo.

  2. De tempo em tempo, e isso é quase sempre, dependem dessas bravatas de menino maluquinho, para aticar os KKK, os militares de 64, os ustras, de plantão, nas cabeças dos zumbis.
    O pai falou em 30 mil, o filho em 100 mil, o neto deverá falar em 300 mil.

    1. Tem que esterelizar esses doentes. Não sai nada que presta dessa família de mau caráteres farsantes.

    2. O neto que chamara o Bozo de ” Vô Mito “, isto se estes frouxos fizerem algum.

  3. Não consigo pelo Twitter compartilhar suas mensagens, são classificadas como “perigosos” e em nome de proteger os leitores e não serão repassadas. Eles estão te censurando? Ou a mim?

  4. Como você mesmo escreveu, é muito circo e pouco pão. Prender 100 mil? Não me admira isto, o pai fala em guerra que tem matar pelo menos uns 30 mil. Os cara são medievais.

  5. Moro vai ter muito trabalho no Ministério da Corrupção, nova pasta que surgiu com o falso moralismo bolsonariano.

  6. É bom lembrar que muitos municípios do interior do país, com suas câmaras municipais puxadas por vereadores fanatizados por evangelismo radical pseudo-cristão, já fizeram suas leis de escola sem partido. É só os jornalistas investigativos procurarem, que vão encontrar.

  7. depois de 1 de janeiro vai se espalhar pelo país grupos de extermino de esquerdista…a militância tem que se armar e responder agressão com agressão e não se deixar matar/morrer sem nenhum tipo de luta ou resistência!!! tem que ter uma campanha de distribuiçõa de armas para militantes de esquerda partidos de esquerda e movimentos sociais devem ter dinheiro para armar seus seguidores e assim se defender das milicias fascistas de extermino, que sugiram ano que vem!!!

  8. A família ventríloqua de si mesma que fala pelos quatro cantos. Vamos ver quanto tempo vai levar para essa palhaça começar a cansar… Mas eu do mesmo sinistro personagem prefiro outra frase, algo enigmática (ou não, como diria Caê): ‘a gente fez um pacto, nunca seremos presos’.

  9. Em qualquer país civilizado este energúmeno já estaria cumprindo prisão perpétua ou internado compulsoriamente num hospício.

    #LulaLivre

  10. O problema é, face à crise econômica que mais cedo ou mais tarde suas atitudes impensadas vão criar, quem duvida que eles não vão recorrer a esse tipo de perseguição a bodes expiatórios para iludir a opinião pública? Quem por acaso iria impedi-los? O STF? Villas-boas? FHC? Ciro? Estão brincando com fogo.

  11. Será que vão recriar os campos de concentração que existiram no Ceará, na década de 1930 e que os livros de história fizeram questão de não mencioná-los?

  12. A imbecilidade e idiotice presentes no DNA dessa família é caso para estudos de especialistas…

  13. O problema é que quando chegar na casa de 10 mil,muitas cabeças ja terão sido tiradas do lugar.

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