Bolsonaro, abaixo de tudo

Jair Bolsonaro consegue sempre bater recordes sobre recordes.

De comportamento grosseiro e sujo, é claro. O Palácio do Planalto vira, com ele, uma porta de botequim desclassificado.

Sua última gracinha foi agora cedo, sugerindo que “come de tudo” num sentido, digamos, não alimentar, para concluir que, numa represália de Michele, sua mulher, hoje iria “dormir na casinha do cachorro”.

E, então, se joga sobre o púlpito presidencial numa risada descontrolada.

O vídeo está abaixo, como abaixo de qualquer padrão de comportamento público está o de Bolsonaro.

Ninguém está sugerindo que um presidente da República deva falar como um lorde ou um intelectual.

Apenas que deva falar numa linguagem que cada um de nós admita em sua casa porque, afinal, é – ou deveria ser – a sede do governo brasileiro a casa de cada um de nós.

Admiram e chocam as risadas e as palmas das pessoas presentes: ministros, deputados e oficiais das Forças Armadas, já que o evento era, pasme, relativo as “escolas civico-militares”, com as quais ele diz que vai retomar o “bom comportamento e o respeito” nos colégios de adolescentes.

Com o quê, com estas tiradas de adolescente mal-educado, daqueles que, por muito menos, tomavam uma advertência ou uma suspensão?

Mais curioso e terrível é que evangélicos, tão severos com os hábitos alheios, possam dizer que este homem é um exemplo.

Jair Bolsonaro é um destes caras que, em qualquer ambiente que seja, acaba convidado a se retirar.

Neste caso, o será pelas urnas.

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