Bolsonaro dá cabeça de líder ao Centrão por paz na Economia

Ricardo Barros, do PP e do Centrão, leva a liderança do Governo na Câmara, no lugar do Major Vitor Hugo, cuja presença é tão notável quando a de um hamster num Zoológico.

Daqui a pouco, Bolsonaro fará uma entrevista-monólogo, jurando amor ao teto de gastos e fidelidade à austeridade fiscal.

É um bilu-bilu em Paulo Guedes, para dar a impressão de que o Centrão trabalhará pelas propostas de mudanças tributárias e para que não se alarguem os cordões da bolsa da Viúva.

Rodrigo Maia, hoje, vai cansar as sobrancelhas de tanto arqueá-las ao ouvir a repetição das promessas de que não haverá proposta de criação de novos impostos.

Bolsonaro não chamou Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, e Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional – os dois “fura-teto”, sem pedir que esperem um pouco com seus planos de gastar.

E todos farão cara de que os problemas estão superados tudo seguirá em paz e serenidade.

Não é assim.

Paulo Guedes só tem hoje – e nem mais de forma incondicional – da Globo e do mercado financeiro, mas não se vai desperdiçar com ele o pacote inteiro de velas.

 

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7 respostas

  1. Nessa eu discordo. Acho que essa briga continua e Bolsonaro vai ter que ceder. A turma que o elegeu não vai deixar ele rezar fora da cartilha neoliberal. E eu assim espero, porque não quero ver ele comprar os votos dos pobres com mixaria.

  2. Os leitores deste Tijolaço são pessoas esclarecidas e não se conformam com absurdos como o tópico frasal com que o editor abriu esta postagem “Ricardo Barros, do PP e do Centrão, leva a liderança do Governo na Câmara, no lugar do Major Vitor Hugo, cuja presença é tão notável quando a de um hamster num Zoológico.”

    Vítor Hugo, colocado por Augusto Heleno como “consultor legislativo”, num concurso arranjado para ele – já que no edital foram colocadas exigências de formação que apenas ele possuía – é simplesmente o arquiteto do Patriot Act Tabajara, cujo resumo mostro a seguir.

    PL2418/2019 => legaliza o monitoramento de aplicativos de troca instantânea de mensagens (como o Whatsapp). Tal projeto também prevê que tal controle será dado aos militares!;

    PL 3389/2019 => visa a acabar com o anonimato na internet, obrigando cada perfil de rede social a estar associado a um CPF. Trata-se de algo extremamente preocupante em um momento em que a internet passará — assumidamente (ver aqui) — a ser controlada pelos mesmos Generais do GSI — e não mais pelo Comitê Gestor da Internet, órgão civil de caráter misto.

    PL1595/2019 => estabelece forças “antiterroristas”, com doutrina de ataque preventivo: atirar primeiro, checar se era ou não “terrorista” depois;

    PLs 443/2019 (substitutivo do relator) e 5327/2019 => transformam crimes comuns, militância política e coisas como ato público/ ocupação em “terrorismo”, alterando a denominada “Lei Antiterrorismo”, aprovada às pressas sob direção do Governo Dilma Rousseff em 2016. Tal lei já podia ser considerada um instrumento bastante perigoso (criminalizando p.e. “atos preparatórios”); mas piora, muito, com esses PLs. A necessidade de uma legislação específica sobre terrorismo é bastante questionável. Ora, os próprios Estados Unidos, um dos alvos prioritários deste tipo de ação (ataques terroristas), não possuem uma legislação específica dessa natureza. Ou tampouco países como a Alemanha e outros tantos da Europa.

    Pelo exposto acima fica claro que esse comandante das “Forças Especiais do Exército” (nome pomposo que dão para chefes de esquadrões da morte, como os que matavam e desapareciam com adversários da ditadura militar pós 1964) é operigosíssimo. Ele apenas está sendo tirado da vitrine, mas continua operando nos bastidores e nas sombras, como de resto estão os generais e alta cúpula militar golpista, vira-latas e entreguista.

  3. Os problemas não são apenas os homens, mas principalmente (vou exagerar) as ideias que eles carregam ou, pior ainda, as práticas que são realizadas em nome dessas ideias. A política “não” econômica dos dois desgovernos golpistas é uma sequência de erros, de improvisações, um descalabro, a única coisa que “salva” ela é a Pandemia, ou seja, um desastre ainda maior, que a coloca na sombra e providencia uma desculpa para os seus erros. Nem o mais honesto dos economistas seria capaz de produzir outro resultado econômico diferente baseados nessas mesmas ideias e práticas, nada nem ninguém é capaz de salvar essa despolítica não econômica. Ela está totalmente incorreta tanto em seus diagnósticos quanto em suas terapias. Ela é na hipótese mais generosa fruto da ignorancia e do preconceito, ela é contra racional e disruptiva, e pior ela é movida ideológica e conscientemente (talvez o pior defeito de uma política econômica depois do charlatanismo)

  4. Nessa eu discordo. Acho que essa briga continua e Bolsonaro vai ter que ceder. A turma que o elegeu não vai deixar ele rezar fora da cartilha neoliberal. E eu assim espero, porque não quero ver ele comprar os votos dos pobres com mixaria.

  5. Acerto de ratos, sem dúvida.
    Mas não desses aí na ilustração, do ótimo Ratatouille.
    No filme, agiam biologicamente como ratos, ratos que são.
    Mas eram bem mais simpáticos e a metáfora oferecida sugere que seriam os excluídos, em nada parecidos com o lixo citado no texto.
    Foi mal, Remy.

  6. Os leitores deste Tijolaço são pessoas esclarecidas e não se conformam com absurdos como o tópico frasal com que o editor abriu esta postagem “Ricardo Barros, do PP e do Centrão, leva a liderança do Governo na Câmara, no lugar do Major Vitor Hugo, cuja presença é tão notável quando a de um hamster num Zoológico.”

    Vítor Hugo, colocado por Augusto Heleno como “consultor legislativo”, num concurso arranjado para ele – já que no edital foram colocadas exigências de formação que apenas ele possuía – é simplesmente o arquiteto do Patriot Act Tabajara, cujo resumo mostro a seguir.

    PL2418/2019 => legaliza o monitoramento de aplicativos de troca instantânea de mensagens (como o Whatsapp). Tal projeto também prevê que tal controle será dado aos militares!;

    PL 3389/2019 => visa a acabar com o anonimato na internet, obrigando cada perfil de rede social a estar associado a um CPF. Trata-se de algo extremamente preocupante em um momento em que a internet passará — assumidamente (ver aqui) — a ser controlada pelos mesmos Generais do GSI — e não mais pelo Comitê Gestor da Internet, órgão civil de caráter misto.

    PL1595/2019 => estabelece forças “antiterroristas”, com doutrina de ataque preventivo: atirar primeiro, checar se era ou não “terrorista” depois;

    PLs 443/2019 (substitutivo do relator) e 5327/2019 => transformam crimes comuns, militância política e coisas como ato público/ ocupação em “terrorismo”, alterando a denominada “Lei Antiterrorismo”, aprovada às pressas sob direção do Governo Dilma Rousseff em 2016. Tal lei já podia ser considerada um instrumento bastante perigoso (criminalizando p.e. “atos preparatórios”); mas piora, muito, com esses PLs. A necessidade de uma legislação específica sobre terrorismo é bastante questionável. Ora, os próprios Estados Unidos, um dos alvos prioritários deste tipo de ação (ataques terroristas), não possuem uma legislação específica dessa natureza. Ou tampouco países como a Alemanha e outros tantos da Europa.

    Pelo exposto acima fica claro que esse comandante das “Forças Especiais do Exército” (nome pomposo que dão para chefes de esquadrões da morte, como os que matavam e desapareciam com adversários da ditadura militar pós 1964) é operigosíssimo. Ele apenas está sendo tirado da vitrine, mas continua operando nos bastidores e nas sombras, como de resto estão os generais e alta cúpula militar golpista, vira-latas e entreguista.

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