Bolsonaro, o adorador da morte

Questionado sobre os dois massacres ocorridos nos EUA, que mataram 29 pessoas e feriram 52 , Jair Bolsonaro negou que o desarmamento evite atentados como aqueles, no G1:

“Lamento, já aconteceu no Brasil também. Lamento. Agora, não é desarmando o povo que você vai evitar isso aí. O Brasil é, no papel, extremamente desarmado e já aconteceu coisa semelhante aqui no Brasil”, afirmou o presidente na porta do Palácio da Alvorada, em Brasília.

Verdade. Já aconteceu aqui, já aconteceu no civilizadíssimo Canadá. Uma vez em cada país este ano e, aqui, claro, não levando em conta os massacres policiais. Também aconteceu no México, três vezes. E, certamente, em outros países, basta procurar os dados.

Nos Estados Unidos da “Armérica” foram apenas 294!

Com mais de 300 mortos e cerca de mil feridos, como você vê no gráfico, bem documentado do Mass Shooting Tracker, que tem links para cada episódio de tiroteios, ocorridos este ano e envolvendo pelo menos quatro pessoas.

Nem sempre se pode evitar a ação de loucos ou de sociopatas, mas não ter armas circulando à vontade ajuda em muito a reduzir a ocorrência destas monstruosidades.

É algo tão simples que até Jair Bolsonaro seria capaz de entender, se não fosse um adorador da morte.

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