Bolsonaro oferece o suicídio ao general

Você acha que o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, ia mandar anunciar um reajuste de 19% na gasolina e um outro, de 25% no óleo diesel sem comunicar previamente ao Presidente da República ou, ao menos, ao Ministro das Minas e Energia e este ao Planalto?

Das duas uma: ou Bolsonaro sabia do reajuste – está mentindo quando se queixa – ou o dirigente da Petrobras deveria ter sido imediatamente demitido, por deslealdade.

E lealdade não faltou a Luna quando se tratou de cumprir a ordem presidencial e reter o aumento dos combustíveis por dois meses, já com o petróleo disparando mais de 20%, em lugar de fazer um ou dois reajustes menores o período.

Na verdade, o mega-reajuste cobriu a diferença de preços da véspera da guerra, elevando o preço ao nível da cotação de 95 dólares por barril de petróleo, aproximadamente, o que custava há 20 dias, antes da explosão de preços.

E isso aconteceu porque – dentro desta política insana de paridade internacional – Luna havia atendido a pedidos palacianos para ajudar a “aliviar” a taxa de inflação.

Agora, com a crise da Covid na China apontando para uma desaceleração na demanda e os sinais (frágeis, penso eu) de um possível cessar-fogo na Ucrânia, o petróleo voltou a pouco acimadaquele patamar e Bolsonaro diz que “espera” – leia-se, exige – que os preços voltem ao patamar anterior, aquele para os quais – sempre na lógica absurda da tal “paridade” – o sobe e desce dos últimos dias nem havia sido ajustado.

Possível, claro, sempre é, ainda que isso vá, definitivamente, judicializar reajustes de preço. E que, ainda que a Petrobras dê uma “última forma” no aumento, os preços na bomba não voltarão aos níveis anteriores.

Mas, sobretudo, Joaquim Silva e Luna será publicamente “enquadrado” e humilhado e, em consequência, defenestrado do comando da estatal.

Eu disse de manhã cedo que Jair Bolsonaro, como em outros tempos já se fez, está oferecendo uma Lugger para o suicídio do general Luna.

 

 

 

 

 

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