Brasil fecha fevereiro com a semana mais mortal da pandemia

A semana epidemiológica – calendário usado pela área de saúde para dimensionar surtos e epidemias – terminada hoje é a pior desde o início da pandemia.

Registraram-se nada menos que 8.244 mortes, 530 a mais que na pior semana já vista até agora, que aconteceu no final de julho de 2020, quando se anotaram 7.714 óbitos.

A média semanal, 1.178, segue subindo.

Só que, enquanto naquela semana da “primeira onda” se iniciou o declínio do número de mortes, que seguiria decrescendo até meados de novembro, desta vez a perspectiva é que os eventos fatais sigam crescendo e, ainda mais sombrio, que possa ser um crescimento ainda mais rápido do que aquele que estamos tendo, em razão da disseminação da variante amazônica do vírus.

O número de casos confirmados de infecção está mais de 20% acima do que no pico anterior de mortes, o que sustenta esta triste projeção.

Não dá para aceitar que nossas autoridades públicas, em nome da “economia” dos cemitérios, continuem sem tomar providências fortes para interromper este ciclo tenebroso.

Esperam o quê, que cheguemos a dois mil mortos em um único dia? Então talvez não tenham de esperar muito.

 

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