Campanha nos EUA ‘esquenta’ e Trump tenta evitar colapso

Os movimentos insólitos de Trump – que depois de desdenhar da “gripezinha” está alertando os cidadãos para o agravamento da pandemia – estão sendo tratados pela mídia norte-americana como sinais de desespero com sua situação eleitoral, sobretudo depois do afastamento de seu chefe de campanha, Brad Parscale, um especialista em redes sociais.

Embora Joe Biden seja um candidato tão longe de ter qualquer glamour quanto a galáxia de Andrômeda, sua diferença vai se consolidando tanto no total de votos quando, e mais ainda, no número de delegados – que, pelo sistema eleitoral norte-americano, decidem a disputa – e na rejeição à direção que o país está tomando, no que a reprovação já está nos 70%.

Biden, que não é certamente um Bernie Sanders, tem adotado uma linguagem mais próxima aos movimentos de contestação e hoje disse que, pela primeira vez, os EUA “têm um racista na presidência”.

“Nenhum presidente jamais fez isso. Nunca, nunca, nunca. Nenhum presidente republicano fez isso. Nenhum presidente democrata. Tivemos racistas e eles existiram, que tentaram ser eleitos presidente. Ele é o primeiro que conseguiu. E a maneira como ele coloca as pessoas umas contra as outras é projetada para dividir o país, dividir pessoas, não para reuni-las. Veja o que ele está fazendo agora. Ele está culpando tudo na China. … Ele está usando isso como uma cunha.

O mais forte sinal de que a vitória de Biden está se desenhando é a decisão de Barack Obama de entrar na campanha – da qual sempre esteve ausente – como no comercial de TV que reproduzo abaixo, onde “vende” Biden como um homem comum e solidário.

Biden, claro, não tem a mesma carga de Obama, mas Trump parece ter cada vez mais a carga de Bush, alguém que está no poder, mas parece que está derrotado.

E aqui, vai se acentuando a impressão de que Jair Bolsonaro vai perder seu irmão mais velho e forte.

 

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9 respostas

  1. Mais essa para os fascistas perderem o sono, acabaram as viagens para beijar a mão de Donald Trump, que não vai sair na foto, com os entreguistas brasileiros decadentes.

  2. Alexandre Brito tem um ditado em Brasília que diz que o mais bobo vira deputado federal. Acho que deveria mudar o foco e parar de tratar Joe Biden como um bobo.

  3. A ilusão de que Sanders seria uma candidatura “de esquerda” me remonta ao falecido e brilhante jornalista Paulo Francis, trotskista na juventude, direitista na velhice, mas sempre acreditando que iria presenciar de Nova York a debacle do império dos “irmãos do norte”. Assim com a preocupação extrema com as eleições norte-americanas são (eram?) a marca registrada da Globo. Resumindo: o capitão fake já foi “informado” (a ABIN existe pra quê, afinal, além de cabide de empregos para milicos e cuidado com o cãoseus familiares ignorantes e incompetentes?) da provável derrota do Papai Trump (tudo na política brasileira tem cheiro de nepotismo), Estamos vendo, em cores e ao vivo, já há algum tempo, uma guinada do capitão fake para um populismo de direita, à la Mussolini, porém mais sutil. Encontrou-se nas ruínas de Pompéia, soterrada pelas cinzas de uma erupção do Vesúvio, ainda no tempo do Império Romano, uma inscrição na porta de uma casa de família, de homens e mulheres de bam, que temos que considerar sempre: CAVE CANEM. CUIDADO COM O CÃO. Ou, relembrando meus tempos no glorioso Colégio Pedro II, CAVE CANES. Cuidado com os cachorros matriculados (CM).. Venceremos!

  4. Michael Moore, o homem que previu que Trump ganharia de Hillary em 2016, disse em entrevista recente à Vanity Fair, em 21/maio/2020:

    “There will be no November 3 election if things keep going the way they’re going right now,” Moore said. “I think he would have figured out a way, even without the coronavirus, but this is a gift to him because I think he never really intended on leaving in the first place. He admires dictators. He admires strongmen, wishes he was one.”

    “Não haverá eleição no dia 3 de novembro se as coisas continuarem como estão agora”, disse Moore. “Acho que ele teria descoberto uma maneira, mesmo sem o coronavírus, mas isso é um presente para ele, porque acho que ele nunca teve a intenção de sair em primeiro lugar. Ele admira ditadores. Ele admira homens fortes, deseja ser um “.

    https://www.vanityfair.com/news/2020/05/after-predicting-2016-michael-moore-fears-trump-will-mess-with-2020

  5. Depois do gigantesco engodo que foi Obama, não espero mais nada sequer razoável de um presidente americano. A coisa é tão bizarra que, em termos de guerras, Trump foi infinitamente melhor do que Obama. Mas Trump é tão abjeto como ser humano, que simplesmente NÃO pode ser reeleito. É uma questão simbólica, Humanista, civilizatória.

  6. Em relação a opressão ,golpes e roubo as riquezas de outros países , não muda nada o verme que ganhar as eleições nos EUA .

  7. Que pena, mais um mandato de Trump e ele desmonta os Estados Unidos. Que pena. Já fez um estrago enorme ao tirara a máscara de bonzinhos, aquele sorriso hipócrita do Obama por exemplo.

  8. Biden ou Trump não fará a menor diferença em como os EUA lidam com assuntos externos: nós estamos aqui para trazer democracia e liberdade para vocês*
    * Se seu regime não colaborar, teremos toda a alegria em fazer isso à força.

    Para o bozo, a diferença será ter um chefe menos imbecil e que cobre ainda mais do vira-lata sarnento.

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