Clamor público e só com os outros, Dra. Dodge?

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou recurso ao STF  para evitar que a derrubada do auxílio-moradia prive os integrantes do Ministério Público do “mimo” que recebiam há quatro anos, suspenso depois que se concedeu, “de carona”, aos procuradores o mesmo aumento nos vencimentos dados à magistratura.

A senhora procuradora, tão atenta ao clamor público quando se trata de denunciar pessoas com base apenas em alegações de delatores pegos com a boca na botija, não tem o menor pudor de, contra o clamor público contra o auxílio pago a procuradores que trabalham em suas próprias cidades e dispõem de suas próprias moradias.

Depois de receberem todo este tempo por uma ação originariamente destinada ao pagamento da benesse a juízes, sem piar, agora sustenta que “a decisão não poderia alcançar outras carreiras que não integram o polo ativo da ação, que foi proposta por oito juízes federais contra a União”. Ou seja, que não vale para o MP.

O problema é menos o dinheiro que recebem – embora os “penduricalhos” acabem tornando muitas das remunerações absurdas e escandalosas, e mais o apelo ao “xaveco” – que no MP também é feito com o pagamento de diárias a procuradores – 27.413 este ano, até outubro.

Pode e deve haver auxílio moradia, claro, quando o profissional for posto a servir, temporariamente, em outra cidade, distante de seu local funcional de origem. Mas nunca quando ele estiver “em casa”.

O  golpe do “João sem braço” da Dra. Raquel é vergonhoso e imoral, talvez para combinar com a condução que Luiz Fux deu a todo este escandaloso processo.

 

 

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8 respostas

  1. Mulherzinha venal a serviço dos seu segundo país, os EUA. Típica representante da elite classe média podre. Uma velhaca de primeira.

  2. Velhacaria, é só o que podemos dizer sobre a tunga promovida por membros do MP. Isso sim é uma vergonha. Um dia serão chamados a prestar contas dessas benesses imorais.

    1. Não, não serão. Da mesma maneira que os torturadores jamais foram indiciados, malgrado alguns testemunhos debochados como o do verdugo Paulo Malhães, morto em uma clara “queima de arquivo” travestida de assalto, ou o “arrependimento” religioso de Cláudio Guerra, autor de “Memórias de Uma Guerra Suja”. Não responderão ao povo brasileiro porque este não é capaz de buscar sequer o que lhe é de direito, quiçá lutar por uma prestação de contas improvável. Não custa lembrar que, por aqui na Bruzundanga, há décadas e décadas de doutrinação a ensinar que para ser “doutor” basta vestir um paletó, mesmo se for pra trabalhar de segurança. E até estes, devidamente encasacados, viram “autoridade”. E autoridade não se questiona, se obedece. Simples assim. Alguma dúvida?

  3. essa VAGABUNDA quer que PT devolva o $$$ usado na campanha de Lula – alegou que Lula sabia que seria impedido e assim mesmo teimou – vai vendo

    quero so ver se um dia o povo acordar e pegar essa corja pelos cabelos

  4. Comentando a passagem: “Pode e deve haver auxílio moradia, claro, quando o profissional for posto a servir, temporariamente, em outra cidade, distante de seu local funcional de origem. Mas nunca quando ele estiver “em casa”…quando o servidor é convocado para trabalhar fora da origem ele recebe diárias, que servem para atender despesas de alimentação e hospedagem. No executivo o valor da diária é algo em torno de R$ 350, no MPF uns R$ 1.000 (por dia).

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