CNT/MDA: Bolsonaro perde apoio mas mantém hegemonia na direita

A pesquisa CNT/MDA, publicada hoje, revela mais se comparada à última pesquisa Datafolha, realizada há um mês e meio, do que cotejada com sua própria edição anterior, no já distante fevereiro. As duas têm a mesma base amostral (2002 x 2086 entrevistados) e distribuição (137 e 130 municípios).

Reruni as duas e vamos aos que mostram os números:

1- O percentual dos que classificam o governo de Bolsonaro como ótimo e bom, nos 50 dias que separam as pesquisas, caiu de 33% para 29,4%.

2- Os que têm avaliação negativa (ruim + péssimo) passaram de 33% para 39,5%, enquanto os que o achavam regular mantiveram-se quase na mesma quantidade, praticamente ( 31% em julho e 29,1% em agosto).

São, como de vê, as maiores variações registradas até agora na curva de popularidade do presidente.

Se o “regular” for distribuído proporcionalmente, a reprovação seria de 57,3% contra 42,7%. É aproximadamente o que se revela na pergunta sobre o desempenho pessoal de Jair Bolsonaro: 53,7% o reprovam, enquanto 41% aprovam, segundo a CNT/MDA.

O resultado, penso eu, se alinha à avaliação que se tem feito aqui: Bolsonaro ganha mais rapidamente adversários do que perde apoiadores, embora, desta vez apareça uma redução mais significativa.

Nada, entretanto, que altere os planos do ex-capitão, que sabe que, com algo em torno de 20% de apoio incondicional, continua a interditar o campo da direita para qualquer outro candidato.

Mesmo com um possível rompimento com Sérgio Moro, não esperem uma mudança rápida no cenário.

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15 respostas

  1. Ja q a Policia Federal nao sabia do Fire Day talvez se eles colcarem alguns infiltrados nessa festa como fazem com qualquer social do PSOL eles descubram algo interessante.
    Segue o link (se nao aabrir no navegador avisem)

    https://2e7web.com/festaboinorolete/

    Em dependencias da Igreja Catolica no dia 8 de setembro vao discutir sobre a mudança dos limites da area de preservaçao ambiental e da area indigena.

    Espero q quem saiba usar essa informaçao possa agir em defesa do futuro do planeta

  2. Cada pesquisa só serve para demonstrar o quanto o brasileiro médio é alienado, inculto, desinformado e, no caso dos que avaliam esse miliciano fascista como ótimo, um completo imbecil.
    Infelizmente se a democracia depender da capacidade de análise, ou até da realidade, dos eleitores amestrados pela mídia corporativa e pelas igrejas, seres como esse que ocupa a presidência e diversos congressistas tão criminosos quanto ele se reelegerão sem nenhuma dificuldade.
    A ausência de consciência de classe do povo é assustadora. Haja formação política para que entre algum esclarecimento na cabeça desses kamikazes.

    1. E vendo a pesquisa CNT, impressiona que a maioria de seus apoiadores são pessoas de maior renda e escolaridade, ou seja, a tal classe média tradicional. Eu sempre digo que estudo convencional pode até melhorar o bolso do cidadão mas não necessariamente o ser humano e sua consciência política (política num sentido mais amplo)

      1. Perfeito.
        Enquanto a consciência do coletivo é abandonada pela ilusão da “meritocracia”, fruto dessa sociedade doente, o escravagismo latente se acentua com a formação escolar. O pior é que quando perdem o emprego e vão ser motoristas do Uber, continuam se achando protagonistas do processo político sempre a favor da elite, como todo pobre de direita.

        1. Meritocracia pode funcionar em alguns setores ou na progressao de carreira mas nunca como tem sido aplicada

          1. Falar em meritocracia no Brasil é um erro. Temos a pior desigualdade social do planeta, como o filho de um operário comum pode almejar competir com o filho de uma pessoa abastada ? este foi o motivo do impeachment e da prisão de Lula. Educar é empoderar.

          2. Se tomarmos o exemplo do funcionalismo público na figura de um dallagnol, ou de um moro da vida, com certeza não.
            A verdadeira meritocracia só poderia ser colocada em prática com um sistema colegiado para seu julgamento que fosse imparcial e imune às pressões corporativas. No Brasil que conhecemos isso é quase tão impossível como ir a Lua a pé.

      2. Perfeito.
        Enquanto a consciência do coletivo é abandonada pela ilusão da “meritocracia”, fruto dessa sociedade doente, o escravagismo latente se acentua com a formação escolar. O pior é que quando perdem o emprego e vão ser motoristas do Uber, continuam se achando protagonistas do processo político sempre a favor da elite, como todo pobre de direita.

    2. Pra mim isso indica menos a ignorância do que uma tendência ao fascismo. Não há como alegar ignorância diante de tanta má exposição.

  3. 60% da população ainda continua abobalhada, sem condições de firmar uma opinião. Mas em outubro isso vai mudar radicalmente, vai ficar claro para cada ser minimamente pensante toda a enorme extensão do desastre político, social, cultural e econômico que se abateu sobre o Brasil com Moro, Guedes e Bolsonaro.

  4. Tá dividido há muito tempo assim: 30% de esquerdistas, 30% de coxinhas, 30% de bozominions e 10% que não sabe que existe. O problema dos 30% de esquerda é que estão desarmados, senão já tinham dividido o território. Não dá para conviver com os outros 70%. São uma praga para este planeta. São individualistas e não sabem viver construindo o bem comum e os que sabem são alienados de pai, mãe e parteira e dominados pela mídia e por pastores, não tem conserto, se autoflagelam todos os dias.

  5. Parece haver uma raiva latente, resultado de decepção; a vida não melhorou pra imensa parcela da população. Essa raiva, ao invés de ser canalizada na política, na construção da cidadania, vai-se sublimando em rezas, novenas, rituais religiosos, citações bíblicas. O trabalho progressista não é fácil.

  6. SO UM DETALHE NESTE MOMENTO ELES ESTÃO APOIANDO MAIS E CONTRA O GOSTO, E QUANDO SURGIR UMA DORIA NA VIDA, OU QUALQUER OUTRO NOME DA DIREITA ELES VÃO DE LARGAR O BOLSONARO PODEM CRER

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