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Congresso reage ao “vem que depois eu te conto” tributário

Paulo Guedes levou duas caneladas hoje no Congresso.

A primeira foi o adiamento da reunião da Comissão Mista da Reforma Tributária que analisaria a proposta de reforma tributária.

Boa parte dos parlamentares querem que a discussão só comece quando o governo expuser todo o leque de mudanças que pretende fazer nos impostos.

O “vem comigo que depois eu te conto o que é” pretendido pelo ministro da Economia não vai, é claro, ser engolido pelos deputados e senadores.

Guedes terá de mostrar as cartas antes de pretender levar as fichas sobre a mesa e vai ser difícil de engolir o que ele de fato proporá: uma aumento de impostos, porque sem ele não há chance de montar o Bolsa-o-Naro que o presidente encomendou.

A segunda foi o “nem pensar” que lhe deu Rodrigo Maia dizendo que não votará e pedirá votos conta a nova CPMF, mesmo que o governo “arranje até um nome em inglês para disfarçá-la”.

Guedes deveria saber que é mais difícil tomar dinheiro do que direitos, como fez na reforma previdenciária.

Não creio que seja provável ter votações conclusivas neste segundo semestre complicado por pandemia e eleições municipais e como a Constituição diz que é proibido cobrar imposto ” no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou” – salvo em alguns casos – o tal Renda Brasil vai ficar na saudade.

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5 respostas

  1. Como eu tenho dito, o Guedes só não emplacou essa nova CPMF porque está testando nomes até achar um que cole.
    Não devia lhe ajudar, mas como bom sujeito, vou dar uma sugestão.
    Podia chamar de “Contribuição Universal” (“CU”)
    Que abastecerá uma conta chamada de “Fundo de Desenvolvimento da Pátria” (“FDP”).
    Aí sim, o pobre de direita e a classe média, que pôs esses vermes no poder, vai amar poder dar o CU para o FDP do Guedes.

  2. Como eu tenho dito, o Guedes só não emplacou essa nova CPMF porque está testando nomes até achar um que cole.
    Não devia lhe ajudar, mas como bom sujeito, vou dar uma sugestão.
    Podia chamar de “Contribuição Universal” (“CU”)
    Que abastecerá uma conta chamada de “Fundo de Desenvolvimento da Pátria” (“FDP”).
    Aí sim, o pobre de direita e a classe média, que pôs esses vermes no poder, vai amar poder dar o CU para o FDP do Guedes.

  3. Talvez haja aí um maquiavelismo pouco provável em Bolsonaro e sua trupe: deixar para aprovar mesmo no ano que vem, para iniciar a distribuição de dinheiro em 2022, o mais perto possível da eleição…

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