De novo, Robson e o pé de chinelo

Dia da Consciência Negra, dia das ideias às quais me filiei desde cedo, em dias em que havia mais preconceito e menos agressão explícita.

Coisas que fazem parte de minha vida e que, portando, talvez não sejam mais bem ditas do que recordadas, como fiz neste texto de dois anos atrás.

Repito-o, como repeti os mesmos sentimentos há mais de 40 anos:

O Robson e o pé de chinelo

Chamava-se Robson e eu não tenho a menor ideia do que se sucedeu a ele.

Era o único negro (único!) da minha turma do primário, na Escola Pública Isabel Mendes, entre o Lins de Vasconcellos e o Méier.

Tímido, algo envergonhado, com certeza porque passava boa parte do ano usando um pé de sapato e o outro de chinelo (que então não era moda) , porque “estava machucado”. Um dia, soube que era para economizar o par de sapatos que ganhava da “Caixa Escolar”- uma contribuição mínima (coisa de R$ 5) que se pedia a todos os alunos para pagar uniforme, material e calçado dos que nada tinham e  que o “politicamente correto” pôs fim – e entendi sua timidez.

Porque para mim, e acho que para os outros meninos, o que havia era inveja de não estar metido naquele Vulcabrás quente e desconfortável, nem que fosse só um dos pés alforriado da obrigação. A vaidade viria mais tarde, a classe média ainda não vestia as crianças como “príncipes e princesas”, a não ser no dia de ir ao retratista, fazer aqueles quadrinhos com seis, oito imagens numa só folha.

O Robson vivia por dentro, mais que por fora, a discriminação. Porque certamente seus pais sofriam duas, as por serem negros e a por serem pobres. E acho que era essa a maior, embora a outra existisse quase como naquelas advertência de “não pode ser vendido separadamente” que imprimem em algumas coisas.

Quanto mais entre os pobres, por mais iguais, menor a discriminação. Só rapazinho fui perceber que havia ainda algo não dito e até “engolido” nas relações familiares: na companheira de meu tio-avô, Maria Vitalina, filha de uma escrava, que plantava couve e carregava trouxas de roupa no vilarejo de  Conservatória;  a Biu (Severina), segunda mulher de meu tio. Ou no Sebastião, a quem só se chamava de Compadre, e em sua mulher, sempre muito elegante, a Comadre (acho que nunca soube seu nome de batismo). Todos negros, todos da família, com um “quase” que vinha do ranço europeu, dos filhos e netos e bisnetos de portugueses, embora já estivéssemos quase todos  algo encardidos de nossa história e das ruas de terra.

Todos eram pobres e, gostassem ou não, estávamos juntos e misturados, em parte, naquela pasta da pobreza, que não era a riqueza da elite nem era a miséria da favela, esta sim, quase toda negra, pois ainda eram poucos os nordestinos, os novos pretos da elite paulista e sulista.

Eu só percebia mesmo algo de estranho com a cor da pele com um casal de amigos do meu pai, a Dulce e o Nélson. Ela, professora universitária; ele, creio que engenheiro (morreu cedo) da Petrobras. Como assim, negros bem-sucedidos profissionalmente, ainda mais morando na Zona Sul?

Não, aí não, porque o negro era o Pai Tomás – Sérgio Cardoso, com o rosto pintado de negro, repetindo ao senhor o “Sim, Mister Legris” (por ironia, cinza, em francês) – e a Mamãe Dolores, que afinal serve para criar como mãe postiça uma criança havida de um “mau passo”.

Nélson e Dulce eram “exóticos”.

Assim, devagar, fui entendendo que a discriminação racial, pra valer, é aquela que não se conforma com a ascensão social dos negros, a que os trata até com piedosa condescendência, desde que fiquem “no seu lugar” e sejam bons, pacatos, que conservem para sempre a timidez assustada do garoto Robson.

Descobri também  os meus próprios preconceitos:  um dia, em Uruguaiana, na fronteira gaúcha, um bando de guris sujinhos e maltrapilhos deu de correr atrás do jipe que levava Leonel Brizola. Eram todos muito pobres e eram todos bem lourinhos.

E que aquela exceção confirmava a regra mental de que os pobres eram pretos, donde brota a ideia de que merecem  era um pouco de caridade e muita polícia, para que se conservem tímidos, assustados, bem pretos e e bem pobres.

Não é dizer que não há discriminação racial, mas social e nem falar que os negros são discriminados porque são pobres, ou são a maioria na pobreza. Não, o racismo existe é não há um dia em que a gente não o perceba e não o deva combater, porque é uma das maiores abjeções que o comportamento humano pode ter.

Mas a de entender que, por mais que se o combata, deve-se combater com mais vigor aquilo que o mantém no cativeiro da pobreza, para o qual – sirvo-me do Cartola, genial – “é necessária nova abolição”.

É aí que dói à ignorância racista: que o povo negro tenha acesso à educação, que tenha a capacidade de compreender o que se passa no mundo e diante dele erga a sua cabeça, como ser humano que olha a todos nos olhos e não com os olhos baixos do Robson.

A igualdade tem suas horas de luta, de afirmação, de desafio, tal como tem a liberdade. Ainda estamos nela: na era das cotas, das ações afirmativas, da necessidade de repelir. Mas como avançamos, e como nos falta avançar!

Porque ela é um longo processo de construção – que tem seus heróis, e deve-se cultuá-los – que se completa em serena placidez e comunhão, pelos processos onde a sua afirmação vá se tornar cada vez menos necessária.

Porque ela não é necessária onde há igualdade. Porque os negros jamais seriam escravizados se dispusessem do aço, da pólvora, dos navios que tinham os seus captores.

Como jamais serão escravizados quanto tiverem, como nunca tiveram,  as armas – afinal, um fruto do conhecimento – em quantidades iguais ou mesmo apenas semelhantes aos brancos. E o aço, a pólvora, a caravela moderna têm o nome de educação.

Até lá, é não esmorecer, sem deixar de compreender que a intolerância, o ódio, a agressividade, a negação feroz do outro são as paliçadas onde se defende o indefensável, onde se quer deter o avanço da humanidade, da civilização, da fraternidade.

O ódio é a voz do passado, é coisa do senhor que ergue o relho. A mão que o detém no ar é que é sólida, impávida, serenamente heróica, porque tem mais força e determinação.

Como uma pedra, o racismo pode ser partido em pedaços menores, mas só desaparecerá num processo de erosão.

E como um dia – ainda bem – seremos todos mestiços, com cor da humanidade na pele e na cabeça, que  o Dia da Consciência Negra seja a festa do que há de vir.

E meu neto e o neto do Robson possam ir à escola de chinelos, com os dois pés, e porque serão livres e felizes. Que possam tirá-los e chapinhar na lama como convém às crianças, depois de uma chuva que nos lave tantas dores que terão ficado para trás.

PS. Hoje, na rua da casa de minha filha, vi um bebê branco, louro, bem novinho, ainda de fraldas, chapinhando na lama da chuva, com indescritível prazer, como um menino negrinho o faria, Como pode ser tão difícil entender que somos iguais?

 

contrib1

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15 respostas

  1. :
    : * * * * 04:13 * * * * .:. Ouvindo As Vozes do Bra**S**il e postando: A grande mídia é composta de sabujo$$ sujo$$ e sabuja$$ suja$$ a serviço de ianque$$ e de $$ioni$$mo de capital e$$peculativo interna[$$]cional e outras máfia$$ (como a má-$$onaria, com dois c(h)ifrõe$$, de é$$e-é$$e neofa$$cinazi$$ta) de canalha$$ direitista$$…
    . PARA A ENÉSIMA PATIFARIA DA DIREITA :
    Foi com muito cálculo que se preparou mais essa para o PT (e/ou as esquerdas, o progressismo/trabalhismo). E, ao que parece, o partido não contava nem se preveniu para essa eventualidade. Aliás, é estranho o número de vezes que o PT (o progressismo/trabalhismo) é pego de calças curtas, desprevenido e perplexo. E, o que mais espanta, é que seus/suas inimigos/as nem parecem ser tão espertos/as assim.
    .
    AS MORDOMIAS DOS MARAJÁS EM PÉ DE GUERRA :
    . Os 17 mil juízes receberam em média 46,1 mil por mês em 2015;
    . Os 1,2 mil promotores e procuradores de Justiça recebem salário máximo teórico de 33,7 mil mensais;
    . Magistrados e promotores têm auxílio-moradia de 4,3 mil mensais. Se morarem juntamente com um cônjuge que também tem direito a auxílio, ambos recebem da mesma forma;
    . Todos têm 60 dias de férias por ano e, em caso de trabalho fora do local, uma diária equivalente a 1/30 da remuneração mensal;
    . Pena máxima em caso de punição disciplinar: aposentadoria compulsória com salario integral (i$$o é punição mesmo ou é premiação ?…)
    . E MAIS :
    . Os tribunais de contas e o Judiciário são a maior fonte de corrupção
    . O Judiciário do Brasil é o mais caro do mundo
    . O juiz é um servidor público como o faxineiro, só que o Judiciário decide em causa própria
    . Os juízes dizem “na minha vara” – a vara não é dele!
    . A reforma de Previdência não vai atrás de juiz que recebe aposentadoria de R$ 100 mil: vai atrás dos pobres
    . O Judiciário é uma ditadura de classe – e ditadura conservadora
    .:.
    :: Poesia contra a distopia (Distopia = Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia. “Distopia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013, [consultado em 01-10-2016].)
    .:.
    Poema acróstico para o maior e melhor brasileiro de todos os tempos :

    L ouvemos quem bem merece o mais pleno louvor
    U m homem simples como as coisas boas da vida
    Í ntimo camarada, nosso irmão e amigo de valor
    Z elando sempre pelo bem da humanidade querida

    I nimigo dos maus, amigo dos bons, trabalhador
    N ascido do povo que muito o ama e admira
    Á rvore de bons frutos, os de melhor sabor
    C onsciência plena de tudo que no mundo gira
    I magem perfeita do homem de si senhor
    O humano defensor de humana lira

    L uz de nossa gente, lutador incansável
    U m verdadeiro herói do povo brasileiro
    L úcido e consciente do mais admirável
    A mor pelo ser humano e verdadeiro

    D igno e sincero, fraterno e muito humano
    A migo do povo, honesto e sempre lhano

    S eja o meu/nosso canto para te louvar
    I sso que a voz do povo já disse várias vezes
    L ula, o BraSil vive mais feliz só por te amar
    V itória da melhor sorte no número treze
    A fazer do brasileiro a humanidade a se ampliar.
    .:.::.:.
    Autor: Cláudio Carvalho Fernandes ( poeta anarcoexistencialista )
    .:.
    L uz do povo brasileiro
    U m digno e fiel lutador
    L astreando com real valor
    A honra do BraSil inteiro.
    .:.
    L ula livrou 36 milhões da pobreza
    U m feito memorável sem precedentes
    L utando contra a mídia venal, teve a certeza
    A bsoluta de estar ao lado dos brasileiros conscientes
    .:.
    L ivrando da miséria extrema 36 milhões de brasileiros
    U m feito sem igual que por si só já bastaria
    L ula segue sendo no mundo um dos primeiros
    A fazer de seu povo a eterna rima rica de sua poesia
    .:.
    ::
    NÓS

    A tv me promete
    o leite da moça,
    o prazer em pó,
    líquido,
    instantâneo,
    integral…

    Que faremos de nossos olhos,
    de nossas mãos?

    ………………….……………………………. ( Cláudio Carvalho Fernandes )
    .:.

    B……………………………A
    …I………………………I
    …….S………………C
    ………..T………N
    …………….Â
    tele……………………..visão

    tele……………………..vazão

    tele……………………..vazio

    ………………………………………………. (Cláudio Carvalho Fernandes)
    .:.
    ::
    ReXistência

    Não deixe que aluguem o seu pensamento:
    Simplesmente mude de canal ou desligue a TV
    : Diga “NãO” à Rede Goebbels

    ……………………………..………………. ( Cláudio Carvalho Fernandes )
    .:.
    Globo

    PATRÃO
    PADRÃO
    LADRÃO

    ……………………………..………………. ( Cláudio Carvalho Fernandes )
    .:.
    Mídia cínica, mercenária, demagógica e corruta.
    .
    “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma”.
    . …………………..………………………………. ( Joseph Pulitzer )
    .:.
    ::
    Se você não for cuidadoso / cuidadosa
    .
    “Se você não for cuidadoso / cuidadosa, os jornais [a mídia] farão [fará] você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e amar as [‘]pesso[nh]as[’] que estão oprimindo”.
    . …………………..………………………………. ( Malcolm X )
    .:.
    ::
    ( En la lucha de clases )
    .
    En la lucha de clases
    Todas las armas son buenas

    Piedras
    Noches
    Poemas
    . ……………………………………….( Paulo Leminski )
    .:.
    ::
    ( Não é a beleza )
    .
    Não é a beleza
    Mas sim a humanidade
    O objetivo da literatura
    . …………………………………………….( Salamah Mussa )
    .:.
    ::
    A existência precede a essência.
    . …………………………………………….( Jean-Paul Sartre )
    .:.

    * 1 * 2 * 13 * 4

    .:.

    * * * * * * * * * * * * *
    * * * * * * * * * * * * *
    * * * *

    Por uma verdadeira e justa Ley de Medios Já pra antonti (anteontem. Eu muito avisei…) !!!! Lul(inh)a Paz e Amor (mas sem vaselina, ou seja: sem contemporizações indevidas) 2018 neles/as (que já perderam DE QUATRO nas últimas 4 eleições presidenciais brasileiras) !!!!

    * * * *
    * * * * * * * * * * * * *
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  2. Uma beleza de texto, Fernando Brito. Parabéns!
    Crianças pequenas, ainda não deformadas pelos pais e o entorno, não têm preconceitos de cor, etnia e nível social. Quem viveu a infância em bairros populares, e outros ambientes, onde existe a convivência cotidiana com os “diferentes” , comprova que todas essas discriminações são adquiridas, aprendidas.
    Apesar de estarmos no meio de uma guerra (o Brasil ESTÁ em uma guerra), com a resistência e a luta do povo brasileiro, que começa a enxergar cada vez mais nítido a pilhagem absurda que o País está sofrendo, retomaremos o caminho do sonho que estávamos concretizando.

  3. Marcha da Consciência Negra em SP ontem
    https://youtu.be/FWRzK9NGzHg
    O Brasil é depois da Nigéria o país onde há mais negros e pardos no mundo. O racismo no Brasil é um dos piores do mundo porque é escondido , dissimulado, hipócrita, e ainda controlado no chicote. Existe um genocídio de jovens negros em curso há anos mas onde estão as matérias e o debate sobre isso? Fora os grupos engajados há pouco espaço para essas temáticas. Devemos denunciar essa mazela inacreditavelmente naturalizada na cultura escravocrata brasileira.

  4. Combater o racismo não é papo mimimi, tampouco papo de politicamente correto ou de “minorias” como alguns declaram para desmobilizar a problemática estrutural da desigualdade abissal entre negros e brancos em terra tupiniquim. Saúde, educação e cidadania para promover a inclusão social e racial. Isso é política na veia, a verdadeira política, a política bottom-up.
    http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2017/11/so-politicas-de-saude-educacao-e-cidadania-promovem-justica-ante-o-racismo

  5. Texto maravilhoso sobre a nossa sociedade, o país da escravidão e da ignorância. Incrível é que o homem consegue fazer máquinas que transcendem a via Láctica, mas não consegue superar o preconceito de centenas de anos atrás. Preconceito , estupidez, egoísmo e ignorância são irmãs gêmeas do demônio.

  6. Grato por nos trazer este relato

    ..a boa solução começa por um bom diagnóstico, e deste, a um melhor tratamento

    Entendo que no BRASIL sempre houve e haverá (lamento) racistas ..é um sentimento que não pode ser explicado por uma só origem ..e isso não quer dizer que o país é racista (aliás, já fomos até exemplo pro mundo)

    Tenho comigo que as COTAS RACISTAS acirram os ânimos e envenenam as pessoas ..não trata as causas, muito menos repara os danos ..sequer os mitiga

    Sou pelas cotas SOCIAIS ..não acredito em discriminação do bem (fosse assim teria que dar razões aos arianos tb)

    Sou pela melhoria na qualidade de ensino, no melhor preparo e pela ajuda de custo pro carente se manter nos estudos ..

    sou pela melhoria das moradias que eliminassem as favelas, guetos e moradias fétidas, os assentamentos e invasões “permanentes” ..programa que daria cidadania, qualidade de vida, que combateria a insalubridade, melhoraria a expectativa de vida ..ou números da saúde, educação, previdência, na economia como um todo por décadas a fio ..na segurança pública

    Defendo que para o ingresso em Universidades e escolas públicas haja a RESERVA de vaga proporcional, de acordo com a população vinda de escola pública, e outra de particular ..ali o embate se travaria entre iguais, iguais em preparo e oportunidades ..e com certeza, por serem em maioria dentre a população mais carente, os negros conquistariam mais vagas, como IGUAIS, cidadãos, tendo muito mais chances de acesso numa USP, num curso de medicina ..e não precisariam ficar esperando MIGALHAS e esmolas de cotas estabelecidas por critérios nebulosos

    Fosse este critério adotado a dez anos trás ..e nossas universidades públicas (em cursos de qualidade) estariam representando muito mais os nossos extratos sociais

    quanto a cotas em concurso ..isso não faz sentido ..o Estado deve sempre procurar os melhor preparados e dedicados ..e é no preparo que devemos nos ater

    COTA racista perpetua a discriminação pela cor ..e por isso devem ser abolidas ..foi um erro importá-las de países com realidades totalmente diferente das nossas ..países que Institucionalmente discriminaram sus populações ..enquanto aqui de décadas o 5o artigo procurava proteger a TODOS indistintamente

    Nosso problema contemporâneo não vem da escravidão ..já naquele tempo 15% da população era escrava (1872) ..enquanto mais da metade já de declarava preta ou parda ..nosso problema esta mesmo na falta de preparo e assistência no geral ..na falta de universidades até o século XX ..na falta dum currículo unificado pra todo território Nacional ..de professores melhor preparados (o que NÃO significa melhor remuneração não ..aqui, outro mito criado)

    O NEGRO, pardo, amarelo ou vermelho é um IGUAL e não pode ser preterido ou escolhido por sua pele ..simples assim

  7. Belíssimo texto, que merece ser sempre relembrado, não só, mas perincipalmente, no dia da consciência negra, que não é apenas negra, mas humana e cidadã.

  8. Brito, não cabe mais no meu coração a capacidadr que você tem de nos surpreender com um texto inteligente e poético. Emociona as minhas manhãs sempre! Acabar com o preconceito é simples, falta vontade e vergonha na cara. Me envergonha o discurso mimi de que o racismo não existe , de que somos todos iguais. Esses textos de su6to ajuda querenfo minmizar o preconceito faz parte do discurso racista. Parabéns pelos seus belos textos que nos obrigam a reflexão. Claro que menos os jumentos de sempre.

  9. Amigos,
    Entre nesta luta, divulgue!
    A Consciência Negra está em saber a força da cor da pele!
    Da pele que acumula energia!
    Os negros e pardos são 78 milhões de eleitores, 55% do eleitorado, no Brasil!
    Negros, pensem nisto!
    Os negros têm que tomar um partido!
    Têm que escolher e votar em candidatos negros!
    Com isto transformarão o perfil do Congresso!
    Dos governantes!
    Tomem esta decisão!
    Coragem, gente!
    Esta é a maior consciência negra!

    1. Tudo bem votar na Benedita da Silva que está do lado certo da democracia. Mas JAMAIS no “Feriado” (MBL/São Paulo) rsrsrs Tem que ter outros critérios mais sérios. Imagine então o bufão do juiz Barbosa que até o Lula se arrepende de não ter verificado com atenção além da cor da pele. O racismo tem que ser atacado na raiz de forma pedagógica e é preciso tomar cuidado para não se deixar manipular. Valorização da cor de pele negra e parda tem que propiciar maior abertura de espacos públicos para todos, independentemente de ficar centrado somente na cor de pele. O direito de comemorar a cor e a origem africana deve ser vista como parte de nossa cultura brasileira e de nossas riquezas em todos os âmbitos da vida social, política e racial. Não sei se fui clara Joel, mas em princípio apoio tua manifestação, relevo contudo a necessidade de critérios bem delineados. Abraços.

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