Decisão de Fux põe Supremo ante rendição a Moro

A decisão de Luiz Fux de suspender, até as calendas gregas, o trecho do “pacote anticrime” que institui o juiz de garantias, joga luz sobre as posições no jogo de xadrez num país onde o Judiciário deixou, faz temo, a posição de mediador e se tornou ativíssimo personagem da disputa política.

Em menos de nove meses, se cumprido o rodízio tradicional, Fux será o presidente do Supremo.

E não há dúvidas de que, lá, será a longa manus de Sérgio Moro, a quem – provam-no os vazamentos do The Intercept – é parceiro ou cúmplice, conforme se olhe.

Jair Bolsonaro sabe que esse será um trunfo para o jacaré que mantém em seu quintal, o Governo. E que, ao contrário do maneiroso Toffoli, não é ao presidente da República – ou não a ele somente – que haverá obséquios e gentilezas.

E Rodrigo Maia que Fux, na cadeira hoje de Toffoli, será – como demonstrou agora – uma espada sobre qualquer “insubordinação” do Legislativo ao ministro.

Os demais integrantes do Supremo sabem, igualmente, que Fux manobrará prazos e pautas até que um “terrivelmente evangélico” venha a ocupar a cadeira agora de Celso de Mello.

As peças estão dispostas para a guerra e Fux, na semana que tem de exercício na presidência do Supremo já sinalizou que será, no cargo, o bispo de um rei não coroado.

Nas contas dele, não ainda.

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9 respostas

  1. o que foi mesmo que o supremo fez, quando o marreco se deu ao trabalho de interromper suas férias pra suspender a decisão de Favreto no HC a Lula?

  2. Esqueçam Celso de Mello, aquele que terá “Aqui jaz o juiz de merda” escrito na sua lápide. Marcou uma cirurgia para esses dias. Ou sai dessa cirurgia para a melhor, na pior hipótese, ou sai direto para antecipar a aposentadoria, para não dar voto a favor de Lula sobre a suspeição de Moro. Com isso, a enrolação de Gilmar Mendes para manter cassados os direitos de Lula será bem sucedida. Como sempre foi o desejo de Mendes, que, em vez de dar o seu voto a respeito, continua deitando trololó, dando trocentas trevistas, para falar “Oh, Lula merece um julgamento justo” ou “Oh, vamos ver essa suspeição” ou qualquer outra picaretagem. E o que dói mais é ver certa esquerda, depois disso, ainda dizer que Gilmar Mendes é um democrata e garantista, PQP.

  3. Se há ou não divergência no tribunal , isto está se tornando irrelevante já de algum tempo . A maioria do tribunal é de políticos de direita e extrema direita .É um engano achar que eles defendem a constituição , eles estão defendendo os seus polpudos contra cheques e mais os por fora .

  4. E nesse quadro, vemos o Dino “dialogando” com a direita e querendo formar frente com FHC e Huck. Não falta muito pra ele começar a dizer: “Lula tá condenado babac…”.
    ETA PAISINHO PRA GERAR TRAIDORES !

    1. Penso que não. É correto o posicionamento do governador Flávio Dino. Conversar não é alinhar. Pragmatismo e convergência são necessários se quisermos barrar o obscurantismo.

  5. É grave. Não gostou do juiz de garantias e se achou no direito de legislar. Primeiro tínhamos o Juiz de acusação que resultou em desembargadores de exceção. E agora o Juiz Legislador. Um horror de Justissa (com dois esses mesmo, faz mais sentido).

  6. Depois da surpreendente exibição nazista da semana passada, surge algo ainda mais surpreendentemente nazista na ribalta da colônia: o Supremo Legislador, aquele que consolidará o Direito Penal do Inimigo como doutrina hegemônica, para gáudio do Imperador.

  7. Fux,fux,fux !Valeu Dilma !!! mais uma de tuas “façanhas” !!!
    Mas,a culpa não é tua Dilma,mas sim de quem te indicou ,Lula.
    Nada existe nesse projeto do juíz de garantías ,que GARANTA que os delinquentes de toga não virem parceiros de críme.
    O exemplo da gang do Moro em Curitiba ,e seus parceiros gaúchos ,a quadrilha do trf4,é bem claro.
    O que incomoda é o CRIMINOSO VAGABUNDO SERGIO MORO,ter atendidos seus desejos fascistas de controle absoluto.
    o d

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