Defender a educação é a mais urgente tarefa antifacista hoje

Hoje, Dia dos Professores, deveria ser dia para escrever sobre o papel da educação e do educador para o progresso do país e para a plena realização dos indivíduos.

Deveria ser dia para falar da necessidade de construção de escolas integrais, por toda a parte, onde crianças e adolescentes pudessem ter alimentação, assistência médica, atividades esportivas e culturais, aprendendo não apenas as disciplinas do currículo, mas a conviver.

Ou de lembrar os que fizeram muito por mim, que misturei pais e professores, das noites rodando mimeógrafos a álcool para a mãe alfabetizadora ou “aguentando” o didatismo geográfico de meu pai.

Infelizmente, não dá para fazer isso.

Porque os professores, hoje, além de todos os castigos que lhes impuseram sempre, tiveram novos, no único tratamento profissional que ainda tinham benefícios, a aposentadoria, sofrem um ainda maior: o das ameaças.

Não é possível que, dias depois, não haja reação do Ministério Público e do Parlamento, contra a invasão de dois brutamontes com mandato para intimidar professores e estudantes da escola que é símbolo da excelência que o ensino público brasileiro pode e deve ter: o Colégio Pedro II.

Pior, nem uma palavra de defesa do Ministro da Educação, cargo que se encontra vago pela presença, lá, de um energúmeno desclassificado.

A cruzada dos marombados, como a chamou hoje Álvaro Costa e Silva, em artigo digníssimo na Folha, ameaça o exercício escolar mais importante: o de pensar com liberdade.

Um professor, uma professora não pode sofrer a intimidação de estarem sujeitos a que fanáticos, cheios de ódio, vão “vistoriar” o que eles ou os alunos dizem.

Se há um lugar onde o fascismo não pode entrar, esse lugar é a escola.

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