Defesa de Lula formaliza novo pedido para ele ser ouvido

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Como se tratou ontem à noite aqui, a defesa de Lula protocolou no TRF-4 um novo pedido para que p ex-presidente seja ouvido pelos três desembargadores que confirmarão ou modificarão a sentença com que Sérgio Moro o condenou à prisão, por conta de um apartamento no Guarujá que, ficou claro no processo, nunca pertenceu ou foi utilizado por ele ou por sua família.

Os advogados dizem que a oitiva de Lula na 1ª instância foi prejudicada pelo fato de Moro ter dirigido o interrogatório de forma parcial e abordando fatos estranhos ao processo:

(…)ao acusado é assegurado – por imperatórias normas constitucionais e infraconstitucionais – o direito de ser ouvido perante um órgão jurisdicional imparcial, isento e que possua, por decorrência, posição de equidistância em relação às partes, o que, evidentemente, não ocorreu no ato presidido pelo magistrado de 1ª instância.

Os advogados Cristiano Zanin, Valeska Martins e José Roberto Batochio dizem que houve “evidente violação”, por parte de Moro, das garantias  de Lula, “que se viu alvo, em seu interrogatório, de uma verdadeira inquisição”.

O juiz, afirmam, “valeu-se de sua autoridade para impedir a livre manifestação do interrogado e consequentemente o exercício de sua autodefesa”.

O pedido vai ser deferido ou, provavelmente, indeferido pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, amigo de Sérgio Moro e, até aqui, simples homologador de suas decisões.

 

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