Desafio de Aziz a Bolsonaro sinaliza existência de áudio de Miranda

Embora não se possa saber com que grosserias e palavrões Jair Bolsonaro vai reagir ao presidente da CPI da Covid, Osmar Aziz – que anunciou o envio de uma interpelação ao presidente da República para que ele negue ter dito o que relatou o deputado Luís Miranda sobre o caso das vacinas indianas ser “um rolo” do seu líder do Governo, Ricardo Barros – sabe-se que ele apontará com um “eu respondo se quiser” ao desafio.

Está cada vez mais claro que existem provas – um áudio, provavelmente – de que aquilo que foi narrado na CPI é verdadeiro.

Aziz, que depois da nota esdrúxula das Forças Armadas sabe que está numa guerra de vida ou morte e e precisa recobrar a iniciativa ante a ofensiva – e ofensiva, mesmo – provocação presidencial.

Hoje, numa sessão de quase uma hora com seus adoradores no “cercadinho” do Alvora, a maior parte contando piadas idiotas e gargalhando sozinho, Jair Bolsonaro acusou o presidente da CPI de ter “desviado” R$ 260 milhões do Amazonas, estado do senador.

Ao enviar a interpelação a Bolsonaro – assinada também por Randolfe Rodrigues e por Renan Calheiros – Osmar Aziz dá sinais de que tem a prova contra Bolsonaro e vai repetir, como um bordão o “responda, Bolsonaro”, como fez hoje:

— Doze dias hoje que o presidente, diariamente, no habitat dele, no cercadinho, fala à nação de uma forma a assacar contra todo mundo. Não é o senhor que vai parar a CPI. A CPI vai se aprofundar — disse Omar. — Eu nunca o chamei de genocida. Nunca o chamei de ladrão. Nunca disse que o senhor fazia rachadinha no seu gabinete. E o senhor vai pro cercadinho onde devem ficar pessoas que não têm conteúdo para debater a crise nacional, superficialmente jogando ao léu palavras que assacam contra todo mundo. Por favor, presidente, diga para a gente que o deputado Luis Miranda é um mentiroso. Diga. Diga à nação brasileira que o deputado Luis Miranda está mentindo, que seu líder na Câmara é um homem honesto. Vossa Excelência está perdendo uma oportunidade.”

Como se disse ontem, Bolsonaro está “fora da casinha”, como dizem os gaúchos sobre quem apresenta transtornos mentais, como fez agora ao ameaçar que “‘ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições’, mostra que é um louco perigoso.

Mesmo que ouse avançar em sua loucura e, pior, consiga a adesão de Forças Armadas mergulhadas num anacronismo golpista, não há a menor condição de uma insanidade deste tipo no mundo do século 21.

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