Desembarque sem escaler

É curiosa a situação de João Doria em relação ao governo Jair Bolsonaro.

Agora há pouco, na CBN, o governador de São Paulo disse que “tem que se perguntar à população” sobre as razões da queda de popularidade de Jair Bolsonaro.

Não disse nada porque nada tem a apontar e, até agora, de objetivo, falou apenas que “jamais nomearia” o filho embaixador nos EUA.

Por que? Porque no plano econômico o governo Bolsonaro tem seguido à risca toda a política da direita para a economia. Ou melhor, a falta de uma política que não seja a de corte e de venda de patrimônio público.

Tanto é assim que, entre os setores pesquisados pelo Datafolha, é o empresarial que dá maior apoio ao ex-capitão: 48%, mais até que os evangélicos neopentecostais de Edir Macedo e Silas Malafaia (46%).

Salvo se tivermos outro mergulho na crise econômica, dificilmente esta tendência se modificará, porque o empresário brasileiro, assim como os partidos políticos, ressentem-se da falta de lideranças e de qualquer projeto para o país.

Aliás, é com negocistas e oportunistas, como o próprio Doria e Luciano Huck que tentam construir vias políticas, levantando as frágeis bandeiras da “gestão”, como se nossos problemas estruturais pudessem ser resolvidos por gerentes, agora redesignados como “gestores”.

Aliás, nem mesmo podem enfrentar os falsos ídolos que construíram, como Sergio Moro e Paulo Guedes, porque de tão amarrados a Bolsonaro ficaram que afastarem-se os quebraria em pedaços.

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11 respostas

  1. Acho que Doria dificilmente vai ser eleito para presidente.
    Está ficando muito claro para a população, inclusive do Estado de São Paulo, que ele não passa de um bolsonaro engomadinho.
    Dificilmente o eleitor vai querer repetir a dose, mesmo sendo esse um pouquinho menos escroto que o atual.

    1. Não subestime a burrice do povo brasileiro.
      E parece que ela está aumentando a níveis inimagináveis.
      Penso que a globo se encheu de intermediários imbecis e vai tentar emplacar seu próprio marionete; Huck.
      Ela quer mandar sem intermediários.

  2. Com as recentes pesquisas, está aí, um exemplo claro de que o discurso dos “extremos que são iguais”, ou que o país tem que acabar com a “polarização”, através de um “grande pacto nacional” é a mais pura balela.

    Entoado pela turma da social-democracia de botequim e da mídia corporativa, com apoio infeliz de parte abobalhada do PDT e do moderninho Haddad, veremos as próximas eleições escorrerem pelos dedos, novamente, para o lado de um candidato oportunista. Só que, dessa vez, mais dissimulado e eficaz.

    Liberal e pretensamente “cool”.
    Um Obama na oratória e um Bob Fields, na gestão do país.

    Vemos que boa parte do público, até os mais indiferentes com relação à política, sentem a ausência da imagem de um Poder Executivo coeso e diretivo. É mais do que o momento a chamar a todos, por uma unidade nacional.
    É o de explicar o motivo de estarmos nessa “pindaíba” que ronda a economia e a sociedade, marcando uma linha clara: Não vamos ferrar com o trabalhador! E não vamos vender patrimônio público a preço de banana.

    O texto de Flavio Dino, sobre patriotismo “verde e amarelo” é muito bom, nesse sentido.

  3. Querem apostar que o Dólar vai emplacar alguém na prefeitura e no governo estadual?
    E muito capaz desse ser asqueroso se tornar presidente, pois produzirá um discurso de revolté, pero engomadé…

  4. Dois ratos de esgoto ,subidos a condição em que estão hoje pela massa de imbecis deste país.
    Amanhã será outro ,basta mostra-lo como o “salvador”.
    Essa rotina só será quebrada com um governo que instrumente ,uma mudança PROFUNDA na Educação.
    Quando as pessoas desde pequenos sejam orientadas a QUESTIONAR TUDO,A APLICAR A LÓGICA ,difícilmente farão opção pelos delinquentes neoliberais .Quando a matemáticas e a memorização de textos que nem autómatas deixem de ser prioridade e o conhecimento político seja matéria fundamental, então começaremos a evoluir.

    1. Por isso que o MADURO da Grande Venezuela e o seu povo…Esta de pé contra ESSAS PORRAS DAQUI e EUA e afins…

  5. uitizeus, bolçodórias e essa gordinha da foto (esqueci o nome) dão razão à Pelé: “-O povo não sabe votar.”

  6. Lixo, confiar numa pessoa como você só sendo muito ingênuo ou burro, o que é o caso do Bozoasco.

  7. Popularidade de ladeira abaixo de Bolsonaro, o sentimento de um abraço de afogado, marcarão a data para o fora Bolsonaro.
    .
    A queda de Bolsonaro já está ficando com data marcada, o fim do ano 2019. Por que o fim deste ano será um limite para o governo Bolsonaro? .
    Pode-se dizer que a causa desta alta probabilidade de queda é devida a quatro fenômenos que se sobrepõe
    .
    O primeiro motivo para o aumento da probabilidade de queda do governo Bolsonaro é a sua baixa contínua e inexorável da popularidade do governo são as contradições irreconciliáveis entre os diversos elementos da base política de seu governo. Um exemplo bem atual é a visão que Olavo de Carvalho, o guru do presidente tem do Edir Macedo, chefe da seita religiosa que apoia com unhas e dentes o governo, pois apesar da recente aliança, no passado Olavo de Carvalho chegou a chamar o pastor de um “falso merda”. Poderia seguir a diante nas muitas dezenas de desafetos que são cultivadas entre as diferentes hordas bolsonarianas.
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    Mas o principal motivo que leva a Bolsonaro parecer um iogurte fora do refrigerador, é o motivo econômico. O projeto de Paulo Guedes nunca podia ser exitoso a médio prazo, porém não contando com a simpatia do congresso este projeto minguará mais rápido do que o previsto.
    Junto com todos os problemas do atual governo a terceira situação de agravamento da posição do governo, não maior do que as anteriores, mas que servirá para colocar em pauta a destituição deste, são as eleições para as prefeituras no ano que vem. Apesar da incerteza das realizações das eleições em situação normal no próximo ano, a degringolada da popularidade do governo, coloca uma imponderabilidade cada vez maior de um novo golpe mais ainda de extrema-direita.
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    Porém a base de todo o insucesso do atual governo, que é a situação política e econômica internacional. A cada mês a probabilidade de haver uma grande recessão internacional aumenta, ao ponto do economista chefe do Morgan Stanley ter dito literalmente “A incerteza persistente relacionada ao comércio colocou as rodas de uma desaceleração global em movimento” e além disto falou que “O declínio das taxas de juros naturais fez com que a política monetária por si só não seja suficiente para estimular a demanda agregada e elevar as expectativas de inflação”. O que significa esta alerta de um dos economistas de uma das empresas globais de serviços financeiros que opera em 42 países, possuindo mais de 65.000 funcionários e é o maior banco de investimentos do mundo (associado ao Citigroup) com ativos superiores a 1.7 trilhões de dólares e vive e lucra com a ciranda financeira internacional? Significa que o sistema financeiro internacional já está esperando uma enorme crise, só faltando saber qual a data certa que ela começa.
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    Esta crise financeira prevista pelos maiores economistas do Imperialismo significa que todo o esquema do Paulo Guedes para venda do patrimônio nacional e com isto empurrar a crise nacional mais dois ou três anos furou, pois estas instituições que viriam comprar ativos nacionais a preço de banana, nem dando um desconto de 50% nos preços de banana eles entrarão num mercado que certamente vai ruir ainda mais forte do que os mercados do primeiro mundo.
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    Com esta tempestade perfeita, quando a crise do governo Bolsonaro se mostrar insustentável, certamente o “direitão” (conhecido pelos incautos como “centrão) vai rifar o governo e o presidente do congresso retirará de uma de suas gavetas um das dezenas de solicitação de Impeachment que terão se acumulado contra o governo, e isto deverá ser feito antes do recesso do congresso no fim do ano, ou mesmo, no primeiro dia de reabertura. Será uma forma do “direitão” ganhar um fôlego de mais um ano (ou menos) antes que a casa caia por completo.

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