Dólar sobe 4,32% na 1ª quinzena de janeiro

O dia no mercado financeiro foi de fazer os otimistas roerem as unhas.

O dólar foi a R$ 4,183, uma alta de 4,32% sobre a cotação com que encerrou 2019, como você vê no gráfico, retirado do ValorData.

Dizem os tais “especialistas” que são preocupações com o fluxo cambial, o que não deveria ser nenhuma novidade, já que ele fechou o ano passado com os piores números de sua história e isso não ia mudar apenas com a troca do calendário.

O problema é que as editorias e colunistas estavam muito ocupados com o “agora a coisa vai” que desprezaram a informação.

Os dados da balança comercial, se olhados no detalhe, mostram que a semana de 6 a 12 de janeiro – o que vale, porque a anterior, a da virada do ano, tem distorções de liquidação e câmbio que distorcem os dados – teve um número de exportação ridículo, que resultou num saldo comercial praticamente zero; apenas 14 milhões de dólares.

Verdade que se tem de esperar um pouco mais de tempo e que os números devem sofrer melhora, sobretudo com a intensificação dos embarques de soja, mas a “prévia” é muito preocupante.

No mercado acionário, acelera-se a saída de investidores estrangeiros, como frisei ontem aqui: já são R$ 4,6 bilhões, com dados que vão só até o dia 10.

Tudo isso com o mercado internacional navegando em céu de brigadeiro, com a redução (por enquanto) das tensões no Oriente e com a confirmação do acordo comercial entre China e EUA.

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7 respostas

  1. Só um detalhe: o que está saindo não são reais, mas DÓLARES. Os valores são em dólares. É pior do que parece.

  2. A impressão que eu tenho, é de que a banca internacional está cozinhando o Brasil em fogo brando, para daqui a algum tempo desfechar um ataque mortal contra nossa moeda e nosso país. Eles estão saindo à francesa, sem alarde.

  3. Enquanto isso, avança a contra-reforma da previdência no ex-paraíso neoliberal do Chile. O governo enviou ao Congresso na noite dessa quarta feira um pacote que cria um fundo de poupança coletivo e solidário que se financiará com um aporte adicional e gradual de 3% de encargo do empregador e do Estado, e um aporte adicional de 3% nas pensões a cargo do empregador, que será administrado por um novo órgão previdenciário público que será criado. Isso implicará em mais um acréscimo de 72 dólares mensais na aposentadoria dos homens com doze anos de contribuições e com 93 dólares para mulheres com oito anos de contribuição. A medida se soma àquela aprovada pelo Congresso em dezembro passado, que estabeleceu aumentos de até 50 % nas aposentadorias, e 1,6 milhão de pessoas serão beneficiadas, 10% da população do Chile. Uma pá de cal na cupidez empresarial e bancária do finado neoliberalismo. Como se vê, o Chile vai saindo decididamente do inferno em que o Guedes nos está empurrando.

  4. Torcendo para o dólar ir para 5, 6, 7… e que o Brasil seja boicotado e ninguém mais (obviamente, com exceção dos países governados pela extrema direita) aceite importar do Brasil. Quem sabe assim tirem esse miliciano mentecapto e corrupto do poder.

  5. UM PAÍS À DERIVA…
    AFUNDA BRAZIL BOSÓ… DEGAVARINHO, TCHÊ! TEMOS MAIS TRÊS ANOS CHEINHOS…

  6. “Depois de impor um teto para o crescimento de gastos públicos durante o governo Michel Temer, afetando a educação e a saúde, agora o Congresso Nacional pode atender a um desejo do ministro da Economia e acabar com o piso para essas duas áreas. Ou seja, o montante obrigatório que municípios, estados e União devem destinar a elas… Falar de aumento de impostos aos mais ricos é um pecado inominável.
    Propor a taxação de dividendos recebidos de empresas é crime. Defender a alteração na tabela do Imposto de Renda (criando novas alíquotas para cobrar mais de quem ganha mais) é uma aberração. Isso sem falar que discutir a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas e o aumento na taxação de grandes heranças (seguindo o modelo norte-americano ou europeu) é passível de exílio. O andar de cima continua exigindo a dupla “SS”: Subsídio e Sonegação. Mas falar de redução da qualidade dos serviços prestados aos mais pobres sempre é mais fácil”…. – Veja mais em:
    https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2020/01/15/depois-de-impor-teto-para-educacao-e-saude-congresso-pode-acabar-com-piso.htm

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