E quando forem 2.800%, teremos mais segurança?

Para quem acha que o que se disse aqui ontem era exagero, vai aí a reprodução do Estadão de hoje.

Em O Globo, o coronel PM reformado José Vicente da Silva, ex-Secretário Nacional de Segurança Pública afirma que o número de mortes a bala vai aumentar.

Outro dado: sete em cada dez armas apreendidas com criminosos foram, um dia, vendidas legalmente.

Mais: 13.867 cartuchos de bala foram roubados do Exército no ano passado. Certamente não foram para serem usados como objetos de decoração.

Os nossos aprendizes de feiticeiro, dispostos a produzir a imprudência de tornar revólveres e pistolas objetos “prêt-à-porteur” estão na iminência de produzir um desastre que não tem conserto.

A sua “profundidade” não vai além de dizerem que “quem mata são as pessoas, não as armas”.  Como se fosse possível que as armas matassem sozinhas…

O pior é ainda fazerem isso “em nome de Deus”, como se o mandamento fosse “armai-vos uns aos outros”…

Depois de autorizadas, centenas de milhares de armas de fogo não serão mais recolhidas.

E nem mesmo os “frutos políticos” aparentemente doces que colhem com isso deixarão de ficar amargos logo que uma destas armas da safra Moro-Bolsonaro matar um inocente, uma criança, servir de ferramenta de uma tragédia.

 

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12 respostas

  1. Alguns exemplos das novas estatísticas de mortes por armas de fogo:
    – acidentes, principalmente entre crianças e adolescentes, com sua natural curiosidade e/ou desejo de impressionar os amigos;
    – mortes por equívocos, quando o portador da arma confunde com intrusos seus amigos, parentes, empregados, vizinhos que chegam à sua residência, sem prévio aviso;
    – mortes em decorrência da inexperiência da vítima no manejo da arma, que acaba sendo dominado pelo criminoso, que se apodera de sua arma e o mata com ela;
    – assassinatos por brigas de trânsito, brigas de bar, ciúmes, términos de relacionamento e diversos outros motivos fúteis, que seriam evitados se o assassino não dispusesse da arma no momento crucial;
    – assassinatos onde o assassino alega legítima defesa, mas não há como comprovar;
    – assassinatos premeditados, onde o assassino cria situações, como por exemplo chama sua vítima para um encontro supostamente para acertarem suas diferenças, mas cuja finalidade é assassiná-lo, às vezes até com um cúmplice para servir de testemunha;
    – assassinatos em massa, provocados por serial killers (sociopatas, psicopatas, desequilibrados, desajustados) que em algum momento perdem o controle e saem atirando indiscriminadamente em escolas, cinemas, shows, cerimônias etc;
    – suicídios cometidos em momentos de extrema aflição, que poderiam ter sido evitados se o suicida não tivesse à disposição um meio tão rápido e fácil de acabar com suas angustias.

    1. Quem tem bom senso, equilíbrio mental e aptidão para usar armas de fogo, não vai se incomodar de obter o porte de armas atendendo aos pré-requisitos que o Estatuto do Desarmamento estabelece.
      Quem quer passar por cima da lei atual para carregar uma arma já tem os pré-requisitos psicológicos para provocar tragédias.

      1. Taí… você conseguiu resumir, em três linhas, todo o absurdo envolvido nessa campanha idiota de “rearmamento”.
        Posso compartilhar? Com os devidos créditos, óbvio.

  2. Essa bandalheira só se retroalimenta. O discurso consensual não reconhece que armar a população é um caminho para o desastre. Então, quando as coisas ficarem feias, esse movimento só vai recrudescer.

  3. Precisa de bola de cristal pra prever como será o Ano Novo? Desejar Feliz Ano Novo desta vez pode ser tomado como uma bizarra ironia, onde chegamos…

    1. Vão, sim. De alguma maneira, é o que dirão quando tragédias começarem a virar rotina.
      E haverá quem acredite. Muita gente, manipulada como sempre!

  4. É tudo muito $imple$.

    Cada bala e cada arma tem fabricante,
    vendedor, comprador e usuário.
    Todo um segmento industrial vive da morte – alheia, é claro.

    O “mercado” em outras paragens está saturado, então nada mais
    lógico que o desejo de abrir novas frentes de vendas por aqui.
    Como bônus, o aumento das mortes violentas alimentará o medo e a insegurança, que fazem com que os eleitores pendam à direita e corram para os braços daqueles que prometem combater com violência a violência, instalando um ciclo de barbárie e selvageria.
    Sempre em nome de “deus-pátria-família-tradição-liberdade”.

    É tudo muito perver$amente $imple$$$$$.

  5. Vão cumprir a promessa eleitoral e poderão até chegar a subsidiar a compra de armas, porque um grande astrólogo deve ter dito que assim deveria ser feito. E se você falar sobre estatísticas e sobre desastre iminente com eles, eles dirão “foda-se”, como já disseram no já famoso vídeo do Bolsonaro Filho.

  6. Além das invasões de bandidos em busca de dinheiro, joias,etc, teremos bandidos buscando armas. E tem mais: mal-intencionados levarão essas armas para além da posse e aumentarão os crimes nos lares. Esperar e, infelizmente, confirmar

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