Em marcha batida para o impensável

Não falta muito: já na próxima semana passaremos de 1 milhão de diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus.

As mortes, em 30 dias, saltaram quatro vezes, de 10 mil para 40 mil.

Mantido o mesmo ritmo, por mais 30 dias – e não é difícil, frente ao abandono das medidas de isolamento social – seremos o país com mais casos no mundo – acima de 3 milhões – e de mortes, na faixa dos 160 mil, como projetam os modelos matemáticos da Universidade de Washington.

Isso, vejam, se o grau de contágio não se acelerar com a volta das aglomerações e dos transportes lotados.

Parece que ninguém se importa, porque de maus exemplos a encheram ao logo destes quase três meses.

Os telejornais da manhã retratam ruas cheias, pessoas com a máscara nos queixos ou sem elas.

O maior desastre sanitário do país está apenas começando, com o país mergulhado em discussões sobre a reabertura dos shoppings centers e em debates inócuos sobre onde os casos crescem ou decaem.

O fato objetivo é que, com a circulação livre e intensa das pessoas, o vírus se espalhará por toda a parte e para todas as pessoas, sem dar tempo para que se consiga remédios ou vacinas para ele.

Assistimos, em escala ampliada, a estupidez que fez dos EUA um cemitério para mais de 110 mil pessoas e o inverso do que travou a epidemia na China e na Coreia do Sul.

Algo assim, por mais que demore, vai estalar em um grande protesto popular.

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