Erro no número de mortes indica acefalia na Saúde?

Nada explica o erro de “apenas” 270 mortes diárias na divulgação dos dados sobre a pandemia de coronavírus. É assustador.

Não apenas porque os números – o errado e o alegadamente certo – são ambos monstruosos: 383 e 113, mas pelo fato de que isso não foi detectado pela suposta central de comando do Ministério da Saúde.

270 mortes num dia são mais que as 259 mortes de Brumadinho, que chocou o mundo, e isso ‘passa batido’?

Ainda mais que o alegado “erro de digitação” foi nas mortes de São Paulo, onde ‘o rapaz’ teria digitado na planilha 1.307, em lugar de 1.037.

Isso representaria um acréscimo diário de quase 30% nas mortes do mais populoso estado do país e epicentro da epidemia aqui, o que deveria ter acendido todas as luzes vermelhas e soado todas as sirenes de alarme do Ministério da Saúde.

É de supor, no mínimo, que o interventor nomeado por Bolsonaro para o cargo de Ministro não veja os números em primeira mão e os confronte com os da véspera.

Do contrário, é uma mera, mórbida e burocrática contabilidade de cadáveres.

Ao contrário de Luiz Mandetta, que se expunha e funcionava como uma referência de informação para a população, o sr Nélson Teich, desde a posse e a live ao lado do presidente fanfarrão, submergiu no silêncio e nem sequer defendeu o isolamento social que é, até agora, no mundo, a única arma de enfrentamento da pandemia.

Mudo e sequer sem linguagem de sinais, exceto os de que ficará assim diante das loucuras das hordas que pregam a morte.

Os governadores e prefeitos, com os cofres raspados e na iminência de terem de pagar o funcionalismo sem que tenha sido definido o auxílio da União para a compensação da queda das receitas, começam a ceder nas medidas restritivas.

Não tem ciência alguma aí, senão as ciências contábeis.

 

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19 respostas

  1. Já escrevi isso antes. Não tenho ideia de como fazer, mas para ter ideia da realidade seria necessário comparar o total de mortes de causas não violentas (acidentes e crimes) de 1/3 até a data atual (20/4) com as ocorridas em anos anteriores no mesmo período. A diferença entre a estimativa feita antes da pandemia e a realidade atual daria uma ideia aproximada do quadro. Vi que já fizeram algo parecido utilizando dados de atestados de óbitos referentes a insuficiência respiratória e pneunomia. Não tem como confiar nos números oficiais pela falta de testes e interesse em mascarar a verdade.

  2. NADA é confiável nesse governo, número nenhum. Nem PIB, nem inflação, nem Covid, nem nada. Por isso desde o início eu só me preocupo com uma coisa, os hospitais.

    1. E nosso a própria mídia é acrítica. Se o sistema de saúde no RJ e Manaus ainda não colapsaram, então, porque pessoas não conseguem internação em iris e morrem sem atendimento? Pessoas com outras doenças não estão conseguindo fazer nem as cirurgias de emergência em alguns estados.

      1. Caro Ibsen
        Bloqueie esse VAGABUNDO chamado TONHO PASSOS.
        Nós, leitores do Tijolaço, agradecemos penhoradamente.
        Att.

    2. E nosso a própria mídia é acrítica. Se o sistema de saúde no RJ e Manaus ainda não colapsaram, então, porque pessoas não conseguem internação em iris e morrem sem atendimento? Pessoas com outras doenças não estão conseguindo fazer nem as cirurgias de emergência em alguns estados.

  3. Na época em que o PT era governo, a grande mídia fazia verdadeiras tempestades em copos d’água, para noticiar fatos de pouca relevância como se o Brasil estivesse à beira do abismo. Hoje em dia o Brasil rola ladeira abaixo, está praticamente destruído, mas a grande mídia é bem discreta ao noticiar os fatos. A impressão que passam para a maioria do povo é de que as coisas estão graves, mas nada pior de como sempre foi no Brasil. Não é à toa que a população não se une exigindo a imediata intervenção ou impeachment desse mentecapto que ocupa a presidência e de todo esse governo.

    1. Está no 1984: Quem controla o passado, controla o futuro e quem controla o presente, controla o passado. O controle sobre as informações e meios de comunicação são estratégicos. É de surpreender como muita coisa atual se encaixa naquele romance.

      1. Resta saber se a internet e as redes sociais vão melhorar ou piorar a qualidade da informação.

  4. Até a alma mais santa e justa do mundo tem todo o direito de achar que o primeiro número estava correto, mas foi corrigido porque pegou mal e já rendia até artigos e reportagens. A realidade é que a confiança se evaporou.

  5. Sub notificação , manipulação , desinformação . Os números agora serão mais achatados e alterados para fins do término do isolamento . Mandetta concordava com a primeira , Taich , concorda com todas as opções .

  6. Alegam que houve inversão nos números de São Paulo, de 1037 para 1370. Quem trabalha com números sabe que esse tipo de inversão é incomum, se fosse 1037/1073 ou 1370/1730 seria lógico.

  7. Erro de digitação quando o relatório é gerado pelo sistema?
    O sistema gera tudo de planilhas a gráficos.
    Recebe os dados dos estados por meio do mesmo sistema e consolda automaticamente no MS.
    Estranho ninguém ter questionado isso pois a desculpa passa impressão que tudo é feito manualmente em planilha do Excel ou Calc ou o que o valha.

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