Paulo Nogueira Batista: sem controle, gasto público será mais iniquidade

O Tijolaço, com imensa satisfação, começa hoje a publicar, quinzenalmente, em vídeo e em texto as análises do professor Paulo Nogueira Batista Jr, um dos mais importantes economistas brasileiros e, esta é a raridade, alguém que consegue se exprimir em linguagem clara, compreender o Brasil como propriedade de seu povo e, ainda mais raro, entender que temos um potencial de inserção no mundo que não é a de um anão solícito, mas de um país com potencial de intervir na ordem mundial como um dos vocacionado a ter papel decisivo.

Nogueira Batista Jr., nesta análise, revela os perigos de que o necessário aumento dos gastos – e do endividamento – público se dê – como é comium por estas bandas, implique em ainda maior concentração de riqueza e, justo por isso, influa menos na sua alegada razão: promover a recuperação da inevitável e profunda retração econômica que enfrentaremos.

Abaixo, o vídeo onde ele introduz a questão e, aqui, em texto, o atigo na íntegra, que merece ser lido pela clareza em que o ex-representante brasileiro no FMI e ex-vice-presidente do “banco dos Brics” – o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que reúne, além do Brasil, a China, a Índia, a Russia e a África do Sul.

Assista, mas ache um tempo para ler o texto, porque vale a pena entender como, debaixo das melhores alegadas intenções, o que é necessário pode ser odioso.

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11 respostas

  1. Excelente iniciativa! Aproximar a economia do entendimento das pessoas é muito necessário, para não sermos enganados por um Paulo Guedes da vida.

  2. Meu caro, gostei do texto do professor PNB. Aliás, sempre li o que escreve, eventualmente, na Folha. Desejo sucesso ao Tijolaco e ao neo articulista. Certamente, lendo suas análises e os comentários de sempre no blog, a gente consiga abrir a cabeça de muita gente que não cabe no quintal do Brasil. Certamente, por falta de oportunidade…

    1. Talvez este “Corona Vírus” tenha vindo para mostrar que a maioria destes Economista nas grandes dificuldades que se ante vizinha, possam deixar de sua idiotices e caiam na realidade. O Brasil é um País riquíssimo e no entanto nunca deixamos de ser Colonia. Quando a coisa parece que começa a caminhar aparece uma crise e nos joga rês ao chão novamente. O que pensamos é o seguinte: Enquanto não houver uma reforma de cima para baixo feita por um governo de União Nacional a coisas não mudarão.” Farinha pouca, meu pirão primeiro”

  3. Parabéns, Fernando brito, por essa iniciativa pq acho que a maioria de nós tem medo do “economês” e, por não entender, deixa até de acompanhar (falo por mim). Bom trazer esse mundo pra perto da gente. Obrigada

  4. Não dá nem para chamar de ilusionistas ou prestidigitadores – por favor não riam – esses gênios das Finanças ou o “dreamtime econômico” do atual desgoverno brasileiro porque nem o talento para iludir, para esconder e escamotear, nem a agilidade com as mãos eles parecem possuir, como por exemplo tinham as equipes econômicas tucanas (que teve em PNBJr seu mais arguto e insistente adversário, os textos dele na época do dois principados sociológico além de muito engraçado e bem escritos são demolidores, Gustavo Franco, “o napoleão de hospício”, era sua principal vítima). São a imagem do chefe apenas brucutus, arrogantes e monossilábicos. Notem mesmo que a expressão “dreamtime” para se referir a esses gênios das Finanças (os queridinhos do Mercado) desapareceu até mesmo entre seus fãs n. 1 na – não riam de novo por favor – “imprensa especializada”. De certa forma o corona virus caiu do céu para eles porque permite estes velhacos ganhar algum tempo e ocultar mais uma vez o próprio fracasso da chamemos assim pomposamente “teoria e prática econômica golpista”. Já são pelo menos 5 anos que a realidade insiste em demonstrar o total fracasso dessa “teoria econômica golpista” (em bom português poderíamos chamá-las apenas de mentiras, mescla pretensiosa de engano e auto-engano) que anunciava pomposamente “politicas econômicas virtuosas” e projetava céus de brigadeiro e cenários róseos depois é claro de se “tirar a Dilma” e colocar no seu lugar “um presidente market friendly, pro business, pro reformas” que faria “a economia bombar”, “recuperar a confiança” e “despertar o espirito animal dos empresários nacional”. A única coisa que de fato conseguiram foi despertar o espírito animal dos empresários, mesmo porque estes não passam de uma bestas quadradas.

  5. Bem, caro Paulo, algum dia espero ter a oportunidade de expressar toda a minha admiração que tenho por sua postura de economista, e isso, sinceramente, há várias décadas.Quando travei conhecimento da sua pessoa, você era pouco mais que um adolescente.No entanto as idéias,a argumentação, a lucidez sempre fundamentadas e objetivas.Por ora, apenas chamo sua atenção para a quinta linha de seu antepenúltimo parágrafo que está a clamar por uma melhorada (um upgrade, para a Miriam Leitão entender) na palavra “estendendo-os”.

  6. Paulo Nogueira foi o maior cronista de economia do país e depois dele não teve mais ninguém. Colocava em linguagem cotidiana do leitor do jornal os mais complexos assuntos, de forma simples que todo mundo entendia. Não adianta sonhar em que algum dia a Folha, onde escrevia sua coluna, irá voltar a ser um jornal de verdade, isso é impossível. Mas dá saudades sua técnica impecável e sua paixão pelo Nelson Rodrigues. Que seja mais do que bem-vindo.

  7. Sabe qual é a profissão mais velha do mundo? Não é aquela resposta já manjada não. É de economista.
    Está nas escrituras, no início era o caos!
    E quem criou o caos? os economistas. claro!

  8. Tai uma opinião “brilhante”! Ele condena o aumento dos gastos públicos, então eu vou dar uma sugestão melhor para ele: Que ele afirme de modo claro: Tem muita gente no Brasil e se morressem uns 30% , talvez vá ajudar a diminuir o déficit público. Observem que este tipo de opinião é a mesma do Bozo. Tem pobres demais no Brasil.e se!!!

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