Estude e embranqueça: o inacreditável nazista da Educação

Até que seria de se esperar de um governo ligado tão profundamente às milícias tivesse fixação em “Mão Branca”.

Afinal, era um personagem que os grupos de extermínio criaram – ou que, em algumas versões, absorveram da criatividade da mídia, interessada em vender jornais –  colocando cartazes sobre cadáveres, no final dos anos 70/início dos 80.

Mas não é isso, é racismo mesmo. Aliás, Mão Branca era o nome de uma organização de extrema-direita na Sérvia, no início do século.

O Ministério da Educação publica um anúncio onde a mão de uma modelo negra “embranquece” quando segura um diploma universitário.

Não é coisa rara.

Em sua biografia, Michelle Obama diz que, como se expressava corretamente, suas primas diziam que ela “falava idual a uma branca”.

É claro que ela, por suas história e ideias, escapou desta armadilha.

Mas a ideia dominante – e reproduzida pelo MEC – é de que embranquecimento é a consequência do sucesso de nossos irmãos negros.

É mais cruel que o corte das raízes que os brancos temos, pela educação, dos nossos pais e avós operários, pobres, oprimidos.

A mensagem é clara. Tente ser algo diferente do que você é, porque você não tem valor como é.

Dizem eles que é a diversidade. Não, isso é o racismo.

O negro de mãos brancas, aceito. O negro de mãos negras, para o “Mão Branca”.

Que mergulho triste para um país  que já sonhou em ser de todas as cores.

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18 respostas

  1. Ué! mas tem um cara da globo que chegou a publicar um, digamos livro, dizendo que “não somos racistas”…

  2. Pior do que isso.

    Segundo a matéria da Folha, no vídeo de propaganda que foi publicado no perfil do MEC, no Instagram, a imagem de uma jovem negra de penteado afro, é sobreposta por uma branca de cabelos lisos. Como se fosse uma transformação.

  3. Mas o interessante é que pela sua aparência, o ministro da Falta de Educação tem 1,8 pés bem fincados na África.
    Quase aposto que seu apelido na infância era “Negão Abrão”.

    1. Não faz isso, cara. Sou gaúcho, moro no RS e ouço muito disso por aqui. Não é de bom tom. Eu sempre corrijo os mais próximos… e arrumo inimizades, mas não posso me omitir…

      1. Um cara que nega a raça como esse ministral(ministro boçal) ,merece um apelido assim que as pessoas lhe aplicam, não eu.
        Entendeu o sentido?

    2. Nazismo de raiz evan’j’egue que alimenta o racismo de traduções mal intencionadas da bíblia afirmam que ser negro seria uma “maldição” (sic) de deus sobre um dos filhos de Noé que teria debochado do pai ao vê-lo nu. Tais “traduções” foram usados a larga durante muito tempo pela igreja católica para “justificar” a escravidão. E ainda hoje são usadas constantemente por diversos pastores (sem aspas) para “ensinar” membros de seu rebanho para não aceitarem o que são. A negarem sua cultura e suas raízes para se livrarem do “pecado” de serem negros e, dessa forma, ganharem o status de brancos “purificados” (sic). Urge uma ação no stf que derrube a infame propaganda por racismo e agressão à norma constitucional que impõe a laicidade do Estado brasileiro. E mais, que os responsáveis pela propaganda sejam multados e presos por crime hediondo. Tal medida, urgentemente necessária, inclui o ministro da Educação e o próprio presidente da República por inafastável domínio do fato.

  4. Isso é chocante demais.
    E, além da citada, é possível imaginar várias outras interpretações racistas possíveis envolvendo essa transformação.

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