Fazer diferença global não é um prêmio da Globo

O encontro de uma hora entre Lula e o futuro primeiro-ministro alemão, Olaf Sholz, foi apenas o primeiro momento em que ficam nítidas as diferenças entre ele e o atual presidente brasileiro, alguém que é tratado como um misto de clown e pária pela comunidade internacional.

Nos próximos dias, na Alemanha, na França, na Bélgica e na Espanha, haverá encontros no mesmo nível.

A extensa e relevante agenda de Lula, confrontada com o dolce far niente de Bolsonaro na Itália, basta para dar a dimensão do que pode e deve ser a inserção internacional de um país com as dimensões e o potencial econômico do Brasil.

Se disso precisaríamos em condições “normais”, mais ainda precisamos quando o Brasil ser vê como alvo de preocupações econômicas e ambientais que tomam conta da agenda global neste momento – e mais ainda no futuro próximo.

E não é apenas Bolsonaro. Alternativas como Sérgio Moro nos dão exatamente zero nestas questões.

O ex-juiz recebeu, em 2015, como parte do projeto midiático de transformá-lo em herói nacional, o premio “Faz Diferença” das Organizações Globo.

Sim, para eles pode ter feito, na campanha político judicial que nos levou à quebra da estabilidade institucional. Mas, para o país, só significou isolamento, com reservas de nossos parceiros internacionais na Europa e na China e uma aliança mequetrefe com os Estados Unidos sob Donald Trump, que virou um nariz torcido do governo Joe Biden.

Relações internacionais não se constroem da noite para o dia e muito menos são forjadas em acordos obscuros com o Departamento de Justiça dos EUA ou com o FBI.

Faz diferença, e muita, ter um presidente capaz de dialogar, de igual para igual, com as lideranças mundiais.

Aprendizes, de feiticeiro ou de justiceiro, são fraudes, como Bolsonaro e Moro se revelaram.

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