“Feirinha” de crianças: só desculpas não bastam

É alguma coisa que alguns dos organizadores do abjeto desfile de crianças e adolescentes para adoção em um shopping de Mato Grosso tenham vindo a público pedir desculpas pelo que fizeram.

Mas não é o bastante.

Entre os promotores do “evento” estavam a Ordem dos Advogados e o Tribunal de Justiça. Gente com toda a informação, inclusive sobre as leis de proteção aos menores, para repelir uma idéia infeliz como esta.

O assunto não era desconhecido: não só era a segunda edição, como foi noticiado em toda a imprensa local, inclusive a televisão. Houve apenas gente insensível a este absurdo, até que este e outros blogs deram divulgação ao ocorrido, fazendo com que  a grande imprensa o noticiasse.

Portanto, é pouco pedir desculpas impessoais. É preciso uma censura pública aos responsáveis por isso, advogados e magistrados, porque quem não tem sensibilidade para evitar esta exploração de crianças – ainda que com a alegada intenção de favorecer a adoção – não tem condições de, nos seus postos na administração da Justiça, cuidar da proteção da infância.

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22 respostas

  1. Gosto de enfrentar qualquer problema com cabeça fria, mas isto aí me tira do sério. Dá licença que vou vomitar, bleaaarrrg!

  2. Canalhas! Simplesmente Canalhas!

    ESCRAVOCRATAS travestidos benfeitores!

    Se houvesse um governo minimante decente todos seriam de uma forma ou de outra, punidos.

    OAB ONDE VOCÊ ESTA?

  3. Perfeito FB. Os responsáveis por essa monstruosidade deveriam de ser demitidos do serviço público, principalmente os ligados a área do judiciário. Mato Grosso virou o feudo dos fazendeiros de gado e da soja, que hoje mandam na politica regional, e o resultado é isso.

  4. Queremos que essa CORJA paguem pesadas indenizações para as crianças. Até onde se saiba, pelo menos oficialmente a escravidão não voltou! CANALHAS CANALHAS CANALHAS

    1. Vc está errado, o turismo sexual já está na politica de governo da nossa máfia presidencial.

      1. “Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade’, disse o bozo em evento oficial.

  5. Estamos nos acostumando com as barbaridades do nosso sistema judiciário. Parece que o sistema não tem mais condições de avaliar as barbaridades que são feitas pelos indivíduos. Vide a ação do moro e dallagnol, são estúpidos, ignorantes alçados como heróis da pátria.

  6. Não fosse o barulho que o teu e outros blogs fizeram, realmente, a grande mídia, se é que se pode chamar grande, não teria o menor interesse no fato. Além da situação absurda, criminosa, atentatória às leis de proteção à infância, resta o dano à mente dessas crianças. Elas foram expostas como gado, o gado que essa gente odiosa cria e explora. Isto as coloca em situação de risco, à mercê de gente da pior espécie, justamente esta, das “pessoas de bem”, as que, muita vez, não respeitam os próprios filhos. Expuseram-nas à ideia de que, exibindo-se, mostrando-se, quase se vendendo, podem obter amor, aprovação, amparo, respeito. E, ao cabo disto, às que foram preteridas, deram a mensagem, após toda a encenação e à consequente frustração, de que não são boas o bastante, que nunca o serão. Este mundo desigual, muitas vezes monstruoso, em que somos obrigados a viver, reserva a muitas criaturas, como essas crianças, um lugar, por si, já muito difícil de estar. Quando, numa instituição, com todos os cuidados e observância às normas legais e de manejo psicológico, uma criança é escolhida, ficando as demais, se estabelece um drama, não só para as não escolhidas, mas para a que ganhou uma família e, não raro, se verá como que traindo aquelas suas irmãs. Imagine-se o resultado, então, de um circo medonho como esse. Os responsáveis por essa verdadeira feira de gado deveriam, não serão, mas, deveriam ser processados e punidos exemplarmente, não só pelo mal que causaram à mente dessas crianças, mas, por todos os perigos, por todos os males que essa exposição irresponsável e criminosa lhes tenha causado.

  7. Ficaríamos todos estarrecidos, imagino, se soubéssemos de todos os absurdos comandados ou avalizados por certos setores da OAB, tribunais de justiça e Ministério Público de modo geral. Exceção feita à valorosa Defensoria Pública, em todos os Estados da federação, que conhece as dores do povo e sofre junto com os seus assistidos, a categoria dos demais advogados, juízes e promotores está infestada de “mauricinhos” e “patricinhas” filhinhos da classe média abastada. Para essa gente, criança pobre é só uma abstração. Estão ocupados demais com os seus investimentos, seus MBA e suas viagens bacanas para prestar atenção nas vítimas de sua arrogância. Não é a toa que essa categoria acaba produzindo pencas de moros e dalanhóis e bretas e aquela juiza que matou o reitor Cancellier, por exemplo.

  8. Deus que me perdoe. Mas crianças desfilando como se fossem mercadorias, para serem ” escolhidas” parece coisa de prostituição infantil.
    Essas coisas, só no Brasil. VERGONHA!

  9. Uma bela forma poética de dizer que a Casa Grande continua a ditar as normas e regras dessa nação, que jamais abdicarão de seu poder, que a escravização do nosso povo há de continuar, agora com ares modernos e sofisticados, o Cais do Valongo do século XXI.

  10. “Entre os promotores do “evento” estavam a Ordem dos Advogados e o Tribunal de Justiça. Gente com toda a informação, inclusive sobre as leis de proteção aos menores, para repelir uma ideia infeliz como esta.”
    Desculpe, sr. Brito, mas: Sérgio F. Moro era juiz, Wilson Witzel era juiz, Marcelo Bretas é juiz, Carolina Lebbos é juíza, Gabriela Hardt é juíza, Carlos Eduardo Thompson Flores é juiz, Marília Castro Neves é desembargadora. Todos e todas com toda a informação, até onde eu saiba. Devo esperar que venham a repelir ideias infelizes?

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