Fracasso do leilão de petróleo é boa notícia para o país e má para o governo

A venda de apenas cinco dos 92 blocos de exploração de petróleo oferecidos em leilão da Agência Nacional de Petróleo é uma ótima notícia para o país por várias razões, a maior delas o fato de que se deixa de alienar um imenso potencial de riqueza que pertence aos brasileiros e, no caso desta rodada, a absurda oferta de áreas de vital importância ambiental sem estudos detalhados e até contra as recomendações de técnicos da área.

Mas é, ao mesmo tempo, uma péssima notícia para o Governo, numa avaliação que vai além do parco dinheiro arrecadado: R$ 37,1 milhões, o que, em se tratando de campos potenciais de petróleo é nada.

Como o mercado de petróleo em alta consistente e dinheiro sobrando para investimentos, o desinteresse das grandes petroleiras – já que a Petrobras, aparentemente, foi proibida de dar lances, para não imobilizar recursos e não reduzir o lucro aos acionistas – demonstra o quanto até o capital internacional vive um pavor em relação ao que acontece no nosso país.

Botar dinheiro aqui só mesmo para aplicações voláteis, do “entra, ganha e sai”.

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