Gatos-pingados do MBL na frente do Facebook: o que importa entender

Um punhado de sujeitos está protestando em frente à sede do Facebook, em São Paulo.

Não passam de duas dúzias, mas não é isso o significativo.

Mereceriam todo o respeito se estivessem protestando contra a censura que o Facebook faz ou pretende fazer contra conteúdo, porque se tratam de expressão de opiniões ou versões pessoais.

Aliás, já fizeram e fazem, quando restringem o acesso de pessoas a publicações apenas das pessoas que, julgam, têm proximidade com os autores.

Se forem postagens falsas ou delirantes, mas individuais, os próprios usuários podem combatê-las e, se for o caso, tomarem providências judiciais.

Inclusive a responsabilização penal.

E nem isso cabe se forem manifestações de opinião, desde que não tenham o cunho de discriminações legalmente vetadas, como o racismo.

É preciso ter atenção a isso, sob pena de legitimarem-se agressões a quem não reza na cartilha da grande mídia.

Não  é este o caso que mobiliza o MBL, mas o de formação de redes e uso de programas “robôs” para replicarem, de forma automática, as postagens de páginas sem responsáveis identificados, muitas pertencentes a domínios obtidos no exterior.

A maior prova disso é que a página do MBL está no ar e transmitindo a manifestação dos gatos-pingados, ao vivo.

Derrubados, ao que consta, foram os perfis e fanpages que agiam como “cavalos” de suas opiniões, de forma automática.

Fizeram isso, é sempre bom repetir, sob a cobertura da mídia, dos partidos de direita e do Ministério Público, a quem serviam como vetores do ódio.

Precisamos ter muita serenidade nesta questão e extrair dela alguns fatos.

O primeiro é que precisamos separar sempre o que é a opinião – mesmo as que deploramos – do que é a montagem de estruturas criminosas de distribuição de conteúdo falso.

Ou melhor, de outras, menos identificáveis, porque já temos uma, gigante, que o faz pela televisão.

O segundo é que o poder resolveu descartar, ao menos por agora, os seus agentes mais histéricos. É duro o aprendizado de que criar monstros desde pequenos não é a garantia de que se comportarão na coleira.

O terceiro é que nossa comunicação via redes deve ser apoiada no entendimento e na solidariedade, difundindo conteúdos racionais, análises, opiniões, dados.

Dá trabalho, mas vale a pena se nos preocuparmos em elevar o nível de informação e consciência de quem nos lê.

E não, como fazem eles, apenas o nível de histeria.

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21 respostas

  1. Protesto contra a censura do Facebook: TRANSMITIDO PELO FACEBOOK.

    MBL não foi para rua por causa da corrupção do Temer!
    MBL não foi para rua por causa da corrupção do Aécio!
    MBL não foi para rua quando a gasolina foi a 10 reais!

    Agora o MBL está na rua pelo direito ao “fake news”.
    Protestando contra uma empresa privada… no livre-mercado.

    A hipocrisia e imbecilidade desse grupo não tem limites!!!

    1. E desde quando amebianos possuem cérebro? Aliás, as amebas comparadas a esses otários, é um “ser” de altíssiom QI.

    2. Perfeito: “precisamos separar sempre o que é a opinião – mesmo as que deploramos – do que é a montagem de estruturas criminosas de distribuição de conteúdo falso.”
      MBL é o 2o caso.

    3. Imbecilidade é dos que seguem este bando fascista. Aqueles que o comandam estão aí para isso mesmo: disseminar o ódio, através de fake news e usar os imbecis para propulsar sua agenda que é ditada pelos seus financiadores, tanto do exterior como nativos.

  2. É óbvio que uma vez firmado o cancelamento ,(ainda que “mereça” preocupação de parte dos mp enrolados no golpe),eles os fascistas “exigirão” igual tratamento para as mídias com conteúdo progressista .
    Aí que mora o perigo,ser colocados no mesmo saco dos delinquentes .Por muito menos que uma fake news robotizada ,o Auler está se incomodando com os golpistas de toga.

    1. Opinião e distribuição de fake news são coisas bem diferentes e o promotor que as misturar ou é leviano ou lhe falta massa cinzenta.

      1. Fiz a ressalva do caso do Auler,para exemplificar que tratando-se dos criminosos ,misturar alhos com bugalhos para atingir os progressistas é rotina.

  3. Os meninos não passam de assassinos mirins a soldo variável e incerto, pagos pela “Grande” Imprensa – com exceção é preciso que se diga da Folha de São Paulo, que foi a única que garantiu um soldo fixo a um deles – pelos vários Partidos do Golpe de Estado e pelo (sub)mundo empresarial. Acostumados a todo tipo de mentira e manipulação produzida por seus mandantes foi fácil para os pequenos delinquentes se sentirem com o costado protegido. Só podemos dizer uma coisa:
    Perderam playboys, as máfias não têm amigos, só serviçais.

  4. Eles protestam pelo direito de mentir.
    Pelo direito de corromper. Pelo direito de trair.
    Foi assim que eles ajudaram a construir o golpe.
    São criminosos e traidores.
    LulaLivre.

  5. O “protesto” desses caras é ridículo. Pelo jeito, desmontou-se uma rede de criminosos. Ou, no mínimo, de mentirosos.

  6. MBL está com medo de perder os patrocinadores do FakeNews; Sem grana na conta, eles evaporam; somem; desaparecem; morrem!

  7. Uma das coisas mais odiosas desta narrativa, sem moral, da direita criminosa, sao as colocaçoes levianas, do tipo: “Estes grandes meios de comunicaçao e redes sociais sao claramente de esquerda. Vejam se eles cerceiam os perfis de esquerda?” “Foice de SP, Foice Book”. Um delirio repugnante. Como se estes bostas, que defendem e tem a maquina neo-liberal do capital por atras deles, fossem as vitimas. Como se a historia da humanidade em sociedades nao contasse uma versão oposta So’ tapa.

  8. Lembremos das “fake news” para a invasão da Polônia por A. Hitler !! Da Noite dos Cristais !! A história se repete…agora com robôs !!

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