Há um monstro no poder e contra ele tudo se justifica

Não é possível mais tratar Jair Bolsonaro como presidente da República, como deixou de ser possível tratar Adolf Hitler como chanceler da Alemanha.

O que ele fez ontem, em meio a risadas neuróticas com sua própria “piada” – quem é de direita, toma cloroquina; quem é de esquerda toma tubaína – é sinal mais que de um desequilíbrio mental, é revelador dos desejos mórbidos daquele que deveria ser o primeiro a consternar-se com a perda, só no dia de ontem, de quase 1.200 brasileiros.

O Brasil tem o direito de conhecer o grau de alucinação e de monstruosidade do homem que ocupa o mais alto cargo da República.

E saber a que se submetem – ou pior, se associam – aqueles que o servem e o sustentam.

É sobre isso que deve decidir, possivelmente hoje, o ministro Celso de Mello: se o brasileiro tem o direito de saber como falam e agem os que os (supostamente, ao menos) os governam e qual é o seu grau de selvageria.

Não se trata de invadir e publicizar uma conversa privada de um presidente da República, como Sérgio Moro não hesitou em fazer com Lula e Dilma.

Era um ato oficial, com mais de três dezenas de presentes, sobre o qual não pode haver qualquer dúvida sobre tratar-se de uma atividade de governo, sobre a qual pesa o mandamento constitucional da publicidade.

É preciso que pese sobre o decano do STF a imensa questão de se os brasileiros são adultos o suficiente para saber quem são seus governantes.

Ou se deveremos continuar tomando, indefesos, a cloroquina da farsa ou a tubaína da morte.

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10 respostas

  1. Vamos lá: A Cloroquina ou algum de seus compostos, (Hidroxicloroquina, Difosfato de Cloroquina, etc.) é usada, há algumas décadas, no tratamento de doenças, como Lúpus Eritematoso e Malária. Profissionais da medicina recomendam cuidados e acompanhamento especial aos pacientes que se tratam com droga, que tem efeitos colaterais significativos, podendo prejudicar seriamente a visão e o sistema cardiovascular.

    O governo bozo-miliciano é um covil de criminosos; a eleição de 2018 foi farsesca e fraudulenta. O Bozo não surpreende ninguém que tenha alfabetização política básica; ele não chegou ao poder por culpa de uma “massa ignara”, mas foi conduzido à presidência da república por um projeto de poder que visa desacreditar completamente a representação política, substituindo-a por poderes não eleitos, como a juristocracia e milicalha, oligarquias tupiniquins, que são os capatazes dos verdadeiros donos do poder e integrantes do alto comando internacional do golpe, que são o Deep State estadunidense, finança transnacional e oligarquias dos países capitalistas centrais.

    É muito importante que tenhamos visão e postura crítica sobre esse processo de reengenharia social, de controle e da percepção, que Wilson Ferreira, no blog Cinegnose, analisa com muita propriedade. Procurem, no youtube, vídeos em que Felipe Quintas e João de Athayde discutem as manipulações em torno da “Pandemia do Coronavírus”. O Duplo Expresso também merce ser lido e assistido.

    1. Desculpe, mas não entendi. Você se contradiz numa única e só frase: ‘ele não chegou ao poder por culpa de uma “massa ignara”, mas foi conduzido à presidência da república por um projeto de poder que visa desacreditar completamente a representação política’ … é evidente que somente uma massa ignara deixa-se manipular por “um projeto de poder que visa desacreditar completamente a representação política”. Se, depois de tudo o que já ocorreu no mundo, apenas no séc. 20, alguém ainda duvida da máxima de Churchill, ele próprio pouco entusiasta da democracia representativa, máxima que diz: “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”, então, esse alguém é analfabeto político. Não porque o aforismo saiu da boca de Churchill, mas por simples conhecimento dos fatos históricos. Vamos nos ater apenas ao século 20, ir além, é covardia demais! Mas assim é esse mundo pós moderno, negar o que já é mais que sabido para, logo em seguida, reafirmá-lo novamente com outras palavras, torna-se uma espécie de “sabedoria”. É o avesso do avesso do avesso do avesso.

  2. Aguardar ajuda de um representante duma das quadrilhas que participaram do GOLPE ,reflete o nosso grau de indefensão.
    Resta torçer pelo instinto de autopreservação da instituição , ,frequente alvo da matilha fascista para que isso aconteça.
    Mas, por qué aguardar tanto impacto pela exibição desse vídeo??até hoje são inúmeras as exibições de baixarías ,ilegalidades e atos demenciais ,protagonizados por essa turma de genocidas ,delinquentes ralés ,e nada aconteceu.
    Ainda acho que existe um impedimento legal (eles não querem botar os tanques na rua) para os fardados entreguistas assumirem todo o poder por meio do mulão ariano.
    Só eles o sustentam.
    E eles que decidem até quando nos manterão nessa realidade desgraçada.

  3. Vendo ontem o documentário da Netflix sobre a II Guerra, algo me chamou a atenção:

    Joseph Goebbels, além das já conhecidas artimanhas de mentir, soube utilizar uma nova tecnologia à época: o rádio. Alguma semelhança com o Facebook e Whatsapp hoje?

    Em segundo lugar, os rádios eram relativamente caros, mas os alemães podiam comprar um modelo barato, mas que só pegava uma estação, a do governo. Alguma semelhança com os planos de internet celular de hoje? As empresas de telefonia vendem pacotes baratos em que o consumo de dados em redes sociais é ilimitado. Um “Maná” para os pobres.

    Segundo o documentário, embora os alemães apoiassem Hitler, a ideia de que os judeus eram culpados por tudo não era muito popular. Foi preciso usar das novas armas de persuasão para vender essa ideia e manter o projeto nazista. Alguma semelhança com a Cloroquina contra tudo e contra todos?

    Muitos ministros do Bozo são tidos como lunáticos caricatos, mas há de se ficar de olho no filonazismo de muitos deles. A coisa é bem mais séria que parece.

    1. A diferença são 80 ANOS DE EVOLUÇÃO HUMANA !!!!!!!!!!!!!!!!
      Os ratos mandam hoje,e nós deixamos que isso aconteça.A culpa é dos ratos ou nossa???

  4. O que mais eles (Bozo, milícias e militares) desejam é que os movimentos sociais reajam nas ruas, para que haja muito tiro, porrada e bomba, colocando a culpa do caos na esquerda. Estão loucos por uma guerra civil. O melhor que fazemos é deixá-los vociferando sozinhos e que todos os protestos sejam pacíficos. Assim eles caminham à auto implosão, culpando inimigos imaginários.

  5. O que mais eles (Bozo, milícias e militares) desejam é que os movimentos sociais reajam nas ruas, para que haja muito tiro, porrada e bomba, colocando a culpa do caos na esquerda. Estão loucos por uma guerra civil. O melhor que fazemos é deixá-los vociferando sozinhos e que todos os protestos sejam pacíficos. Assim eles caminham à auto implosão, culpando inimigos imaginários.

  6. Eu entendi toda a indignação do Fernando Brito, mas não posso perder a piada: tomara que todos da direita tomem cloroquina – na veia e por via oral ou até por meio de supositórios, três vezes ao dia – e que os da esquerda fiquem apenas com a inofensiva Tubaína. Em poucos dias a direita estaria se encaminhando toda para o cemitério, um bom lugar pra eles “viverem”.

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