IGP-10 dá mais sinais de alta da inflação nos alimentos

Usando a variação de preços entre 11 de julho e 10 de agosto, o Índice Geral de Preços-10 da Fundação Getúlio Vargas confirma uma alta precupante – se sentida facilmente por todos nós – no preço do artigo mais básico às famílias: a compra de alimentos.

No índice que mede a variação de preços ao consumidor, o grupo “alimentos” passou de uma variação de 0,45% para 1,13%, comparando os meses de junho/julho para julho/agosto. O preço das matérias-primas agrícolas teve desempenho ainda pior: passou de uma taxa de -2,21% para 5,12%.

“Os efeitos da seca e das geadas estão mais evidentes no resultado do índice ao produtor. Entre os bens finais, os preços dos alimentos in natura avançaram 5,12%. Já entre as matérias-primas, os destaques foram as culturas mais afetadas pelo clima como milho (10,03%) e café (13,76%). Afora os preços dos alimentos, os combustíveis e lubrificantes para a produção subiram 3,72% e também contribuíram para a aceleração da inflação ao produtor”, diz André Braz, coordenador das pesquisas de índices de preços da FGV.

O Cepea, órgão de pesquisas de preços agrícolas da Universidade de São Paulo, divulgou relatório dizendo que “com exceção do preço da batata, todos os produtos que compõem o índice de hortifrutícolas registraram elevações consideráveis” com o frio e a seca, e elevaram seu Índice de Preços ao Produtor Agropecuário nos hortifrutícolas para 21,5% % em julho e o índice geral em 3%.

Resta saber se o governo terá força para resistir à pressão das elétricas por uma nova elevação da bandeira tarifária vermelha grau 2, a que é utilizada, agora, no cálculo da punição ao consumidor.

Alta da inflação leva à alta de juros – que já tem previsões de virar o ano acima de 8% – e à retração do crescimento econômico em ano eleitoral.

As previsões para o crescimento do PIB, ainda cochichadas, já caíram abaixo dos 2%.

 

 

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