Implorando para ser o pobre do “clube dos ricos”

Anuncia a o G1 que, como consequência da visita de Jair Bolsonaro a Donald Trump, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um comunicado informando que o Brasil começará a renunciar ao tratamento especial que os países em desenvolvimento recebem na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O tratamento é pode alongar prazos até o fim de imposição de tarifas de importação a certos produtos, habilitando a produção nacional (indistrial e agrícola) a ganhar musculatura para poder enfrentar a concorrência internacional onde, por baixo ou por cima dos panos, impera o subsídio.

Isso seria o preço para ser aceito, sabe-se lá quando, na  Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)o que, em tese, facilitaria  investimentos internacionais e exportações, aumentando a confiança dos investidores e das empresas no país.

Em tese apenas, porque metade dos maiores destinos dos investimentos globais são países fora da OCDE.

Se a candidatura brasileira for aprovada – e precisa ter unanimidade dos 35 membros da Organização –  teremos de cumprir uma regra sobre o que precisamos mudar ou adaptar na legislação para nos adequarmos às regras e padrões da OCDE.

Depois, outra aprovação em cada comitê setorial. Se tudo correr bem, três ou quatro anos para receber o selo de membro pleno.

Na melhor das hipóteses, pagar à vita para receber – e pouco – a prazo. Renunciaremos, de imediato, à pretensão de liderarmos os países emergentes. Deixamos o G-77 que, apesar do número, reúne hoje 134 países numa ação comum para contrabalançar os ditames das economias ricas.

Foi uma escolha entre ser forte entre os fracos e ser fraco entre os fortes.

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