Inflação segue em alta para os mais pobres

A Fundação Getúlio Vargas divulgou agora há pouco o Índice de Preços ao Consumidor, categoria C-1, que mede a variação de preços de uma cesta de consumo das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos. E o número mantém a trajetória de alta que sustenta desde junho, alcançando 0,89% em setembro e acumulando alta de 3,13% no ano e 4,54% nos últimos 12 meses.

É bem mais que o índice geral, para todas as classes de renda, que acumula alta de 2,42 no ano e 3,62% no ano.

O que mais puxou a alta, outra vez, foi o grupo alimentação, com alta de 2,23% (e quase 9% no ano), com destaque para os popularíssimo feijão (+ 10,6%) e arroz (+15,4%).

Sexta-feira sai o IPCA, índice oficial de inflação e já se espera que fique em torno de 0,7%, o que joga a inflação de 12 meses para a casa dos 3,1 – 3,2%.

Se este índice se mantiver até o final do ano isso obrigaria a uma elevação do mínimo para algo acima de 1.075 reais, frente aos R$ 1.067 da proposta orçamentária atual e, portanto, uma despesa anual maior de cerca de R$ 4 bilhoes.

Mais alguns bilhões, portanto, para serem “catados” de algum lugar para que se respeite o teto de gastos.

 

 

 

 

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