Inflação sobe, passa de 8% e pode chegar a 10% em agosto

A inflação de maio (0,83%) consuma a expectativa e faz a inflação acumulada em 12 meses a um nível acima dos 8% (8,06%), como se previra há meses aqui.

O Índice de Preços ao Consumidor de maio, que atingiu 0,83%, o maior nível para o mês em 25 anos.

E, dentro de três meses, estará muito perto dos 10%, bastando que, para isso, chegue a 0,8% o IPCA de junho (empurrado pela bandeira vermelha na energia elétrica) e em 0,5% o dos meses de julho e agosto.

Mais complicado ainda é que a difusão da alta chega perto de dois terços dos itens cujos preços são acompanhados pelo IBGE.

É, portanto, impossível o cumprimento do teto da meta de inflação do Banco Central para o ano, de 5,25%, a menos que o país entre numa pesada recessão no segundo semestre.

Ao mesmo tempo, fica certo que o BC vai continuar elevando aos juros, ainda mais com a perspectiva de elevação de juros nos Estados Unidos, para evitar evasão de divisas para o exterior.

Os agentes econômicos, apertados por uma elevação brutal no preço de matérias primas e de bens intermediários, que subiram inacreditáveis 75,58% e 48,68% em 12 meses, respectivamente, segundo a Fundação Getúlio Vargas, talvez nem pela queda de consumo possam conter a alta dos preços, porque, para alguns produtos, a demanda é inelástica, porque o consumo é incompressível, abaixo de certo ponto.

Em outros, não. Em lugar de fechados para conter a pandemia, muitos estarão abertos, mas às moscas.

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