Isolamento é o menor desde início da pandemia

Esta semana e a próxima vão se encarregar de colocar em xeque a abertura insana do comércio e a liberação, sem muito critério, das atividades econômicas.

Tivemos, nas duas últimas semanas, mais de meio milhão de casos, um terço do total registrado até agora, nos quatro meses em que já dura a pandemia.

À taxa atual de letalidade – 4% – isso significa, sem contar as pessoas que já têm um quadro que se agrava há mais tempo, mais de 20 mil mortes. 50% a mais do que as pouco mais de 14 mil que tivemos na mesma quinzena, o que já é um número intolerável.

Pode até piorar, como registra a Folha, hoje, revelando que a expansão da doença fora das capitais, em áreas com menos recursos hospitalares criando uma situação de maior precariedade no suporte médico aos pacientes em quadro grave.

Os governos repetem, sem qualquer amparo nos números, que “atingimos o platô”, desconsiderando que manter uma média de mil mortes diárias é algo que não poderia de estar nos deixando senão em alerta máximo.

Mas o que vemos é um relaxamento total dos cuidados, politicamente apoiado no cansaço da população com uma “meio-isolamento” que não foi capaz de conter a explosão da doença.

Mesmo com o tempo frio ajudando a permanência em casa, Rio e São Paulo registraram ontem o menor índice de isolamento social para um domingo desde o início da pandemia.

O preço pela irresponsabilidade será, ao que tudo indica, muito caro. E não serão nem os governantes nem os donos do dinheiro que o pagarão.

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3 respostas

  1. Nesse forçoso isolamento tenho lido muito,tenho procurado saber o pensamento de pessoas com conhecimento da historia do Brasil e seu povo.
    Não a história dos livros,essa foi escrita pelos vencedores mas sim a história dos derrotados a história do povo brasileiro,sua formação,seu adestramento ideológico; obra dos vencedores.
    Leio tanto que as vezes me perco e perco a origem a autoria a hospedagem de textos,depois ao tentar dormir fico na cama torturando a mente tentando lembrar em qual artigo qual articulista disse algo.
    Uma frase me chama a atenção; “Falhamos enquanto Nação”.
    Sim falhamos! Falhamos quando por três mandatos não percebemos a atuação dos Estados Unidos contra o povo Brasileiro,contra o crescimento político,ideológico do Brasil,
    Contra o papel máximo de protagonismo que estávamos atingindo no mundo.
    Estávamos em festa inebriados por conquistas que até então desconhecíamos enquanto eles estavam em guerra recebendo ajuda de traidores no judiciário,na imprensa,no congresso e no empresariado.
    E eu tenho lido procurando um consenso uma saída nas idéias daqueles com mais saber que eu e não encontro.
    A maioria do povo ainda crê,ainda sonha com eleição eu ainda sonho com revolução.
    É a única saída que vejo diante de todas instituições corroídas,corrompidas pelo poder que acreditam ter quando o poder é do povo não desse povo mas do povo dos meus sonhos,do povo altivo,combatente,sem medo de morrer e se preciso for;matar pelo seu sonho de um País mais justo,mais igual mais humano.
    Nós falhamos enquanto Nação quando combatemos o ódio com amor,quando optamos pelo perdão em detrimento a justiça,quando aceitamos a anistia política de assassinos,estupradores e torturadores,nos enterramos ali quando permitimos sonharem com seu retorno…e retornaram.

  2. PREFEITOS E GOVERNADORES É QUE DECIDEM PELA LEI SE SERÃO OU NÃO GENOCIDAS!
    NÃO EXISTE OUTRA DENOMINAÇÃO A QUEM LEVA UM POVO A MORTE QUE NÃO SEJA GENOCIDA E COMO TAL DEVEM SER TRATADOS JULGADOS E CONDENADOS.

  3. Os ônibus “lata velha”, que trafegam entre São Paulo (partindo do metrô Saúde) Diadema e São Bernardo do Campo, viajam completamente lotados. Hoje, na av. Miguel Estéfano, era como se estivéssemos Antes do corona virus: muitos passageiros desistiram de entrar no ônibus, por estar impossível Entrar!!!!… O que não é nada, nada incomum, apesar do preço da passagem ser Muito mais cara! Eita Brzell!

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