Itália supera a China em total de mortes por coronavírus

Não, não é na proporção, mas em números absolutos.

Com os 427 óbitos de ontem para hoje, a Itália chega a 3.405 mortes por coronavírus, 60 a mais que as registradas ao longo de dois meses de epidemia na China, embora o número de pessoas contaminadas na China seja mais que o dobro do de italianos.

Atingiu este número em menos de um mês, pois as primeiras mortes em solo italiano aconteceram em 24 de fevereiro.

O país e o planeta assistem, horrorizados, à escolha de quem deve ou não receber suporte respiratório, pela falta e leitos e aos comboios de caminhões militares carregando corpos para crematório.

Espero que a comparação triste de Jair Bolsonaro, dizendo que isso acontecia apenas por conta da média de idade mais longeva dos italianos e comparando o país a uma “grande Copacabana” fique apenas na conta das grosserias que ele fala.

Aí está o que ele – aliás, descendente de italianos – chamava de “histeria”.

 

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16 respostas

      1. Eu acho que Mandetta não é tão ruim assim. Eu tenho ouvido elogios à atuação dele considerando as limitações que ele tem que lidar. Talvez ele até tenha boa vontade, mas é difícil ser o menos tapado quando você está cercado de imbecis por todos os lados.

        Agora, imagine se o Ministério da Saúde estivesse nas mãos da Damares, do Weintraub ou do Ernesto Araújo.

  1. O nome oficial da China é República do Povo da China. Não é república dos bilionários de Milão.

  2. A arrogância dos europeus está lhes cobrando caro. Todos esses países estavam humilhando e denunciando a China a poucos dias atrás quando a epidemia estourou e as autoridades chinesas tiveram que agir rápido, forçando quarentenas nas cidades afetadas. Os europeus, em seu ar de superioridade, junto com os estadunidenses, chamaram aquilo de barbarismo, típica de países autoritários. Agora, o pagamento está vindo. Não viram que a razão pela China ter agido como agiu era sério, e deixaram o vírus se espalhar e estão correndo agora atrás do prejuízo. Itália superou a China, mas Espanha e França estão logo atrás com indicadores explodindo.

  3. O risco de no Brasil as coisas serem piores é muito grande.
    Quando a população mais pobre for atingida, dificilmente terá acesso ao tratamento.
    Além disso, a situação econômica do Brasil e o número de trabalhadores informais, que vão ignorar os sintomas e continuar trabalhando, vai agravar muito o quadro.
    Se, como dizem, muitos estão infectados, não apresentam sintomas, mas são propagadores do vírus, em pouco tempo o Brasil estará batendo os piores recordes.

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