Livro revela ‘podres’ de Bolsonaro dos quais todos já haviam sentido o cheiro

Neste período em que a política está mais parada que os pedidos de aposentadoria ao INSS, as revelações do livro Tormenta, da jornalista Thaís Oyama, que estão sendo antecipadas, a conta-gotas, pela revista Época só não são mais escandalosas porque, afinal, toos já desconfiavam que tivessem ocorrido de forma bem próxima à que ela situa no texto.

A primeira – e mais grave – a de que Jair Bolsonaro praticou obstrução da Justiça ao orientar o que deveria ser o depoimento do ex-assessor Fabrício Queiroz sobre o caso das “rachadinhas”, calando-se sobre quase tudo – sob a alegação que seus advogados deveriam ter acesso à investigação, antes – mas abrindo a boca apenas para negar qualquer envolvimento da família presidencial no caso.

Ninguém, nem a velhinha de Taubaté, acredita que Queiroz está vivendo semiclandestino em São Paulo e pagando do bolso(naro?) o caro tratamento de câncer no Hospital Albert Einstein, mantendo toda a família submersa e calada.

A segunda é a “quase demissão” de Sérgio Moro, por este ter tentado colocar areia na suspensão da investigação sobre Flávio Bolsonaro.

Pode ter havido a vontade, até o ensaio do rompante, mas não há esta possibilidade.

Bolsonaro e Moro são o que em biologia chamar-se-ia “mutualismo obrigatório, uma forma de interdependência fisiológica necessária”, da qual a separação “pode acarretar um desequilíbrio metabólico em ambas espécies ou levá-las a morte súbita”, como já tratei aqui há vários meses.

Jair Bolsonaro sabe que depende de Moro para ornar seu suposto (ponha suposto nisso) moralismo e Sérgio Moro sabe que, sem poder, vai dar meia-dúzia de palestras, abrir um escritório de lobby, digo, de advocacia e mais nada.

Pior, perderá grande parte da cobertura com que conta nos meios jurídicos para que “não venha ao caso” o lote e arbitrariedades que contém sua atuação na Lava Jato.

O resto, das peripécias nomeativas e da ciclotimia de Carluxo, também era sabido. E se não fosse, a postagem desta noite, explorando a imagem do filho da Gretchen na maternidade, bastaria para mostrar que se está diante de um caso patológico.

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11 respostas

  1. Só o que está a segurar este governo são os economistas da Fundação Getúlio Vargas, que já deveriam ter mudado o nome de sua instituição há muito tempo. O nome mais adequado seria mesmo Fundação Jair Bolsonaro.

  2. “Interdependência fisiológica necessária” define com precisão o que penso ser a relação entre Bolsonaro e Moro.
    Acho inclusive que eles próprios têm tanta consciência disso, que já combinaram entre si que vão levar adiante essas fake briguinhas e disputinhas até as eleições de 2022, quando ambos serão candidatos. Aquele que apresentar menores condições de vencer abrirá nobremente mão de sua candidatura, orientando seus eleitores para votar no outro. Obviamente, terão combinado, de antemão, que o que abdicar da candidatura poderá contar com o outro para o que der e vier, caso ele venha a vencer. Nenhum dos dois tem nada a perder com isso, inclusive porque dessa forma eles conseguem manter cativos os eleitores que eventualmente se decepcionaram com um ou com outro, mas não procuraram uma terceira opção porque acreditaram na quebra da parceria entre os dois. Ai acabam se deixando levar pela indicação de seu candidato inicial…

    1. Daqui para lá ninguém no Brasil continuará a acreditar que o PT destruiu a economia do país, nem que queria tomar a casa de ninguém e nem obrigar as crianças a serem homossexuais, porque essas mentiras já estão fora do prazo de validade. O país estará com os dois punhos fechados e a lata de lixo aberta para jogar ambos no aterro sanitário da História.

      1. Não subestime a burrice (ou lavagem cerebral) do brasileiro, Alecs. Ainda tem gente que acredita que os anos dourados do ínicio da década de 2010 foram nada mais do que o reflexo tardio da gestão FHC, que demoraram 20 anos para frutificar. Com certeza esses mesmos (e não são poucos) vão acreditar que os desastres econômicos dos próximos 10 anos vão ser culpa do Lula e da Dilma, mesmo se – por uma desgraça – continuarmos sendo governados por essa direita.

    2. Daqui para lá ninguém no Brasil continuará a acreditar que o PT destruiu a economia do país, nem que queria tomar a casa de ninguém e nem obrigar as crianças a serem homossexuais, porque essas mentiras já estão fora do prazo de validade. O país estará com os dois punhos fechados e a lata de lixo aberta para jogar ambos no aterro sanitário da História.

  3. Gostaria de fazer,duas observações à matéria;primeiro,A OUTORGA DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO,CÚMPLICE DO GOLPE DE ESTADO,O SR,MORO A TEM.Segundo;toda a IMPRENSA,que chamam de MIDIA,que não passa de MEDIA,de supostamente mediar alguma coisa,´ e cúmplice do GOLPE DE ESTADO.Hoje aparecem alguns “JORNALISTAS”,que deveriam ter o título de PUXA SACOS DOS PATRÕES,tentando tergiversar.E o pior, é que ,quase todo o POVO,acreditada nessa CORJA.

  4. O livreco nada mais é que desvio de atenção sobre o verdadeiro mandante do Bozzo e, consequentemente, do Brasil: jamais foi qualquer general, e sim, o embaixador dos EUA em BSB, que atende por P. Michael McKinley e a gente nunca vê a carinha dele.

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