Lula fala, com a própria voz. Quem vai calar, Barroso?

Uma gravação de três horas, um documento que está sendo disponibilizado pela Editora Boitempo e que foi colhido numa entrevista de 3 horas com Lula, retirada de um material em áudio inédito feito a partir de cerca de 10 horas de entrevistas conduzidas, em fevereiro, por Ivana Jinkings (editora da Boitempo), Juca Kfouri, Gilberto Maringoni e Maria Inês Nassif, para a produção do livro A Verdade Vencerá: o povo sabe por que me condenam.

O site de Lula publicou uma chamada de dois minutos e a editora publicou as três horas no Soundcloud no podcast Anticast.

Há material de sobra para fazer programas de televisão para a campanha.

Está aí o que estão loucos para impedir que o povo brasileiro ouça.

O que estão loucos para fazer calar.

E que não vão ter como impedir, senão com mais violência.

Reproduzo, abaixo, tanto a versão editada com vídeo quanto a em áudio, integral.

A versão integral:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

24 respostas

  1. Parabéns Fernando Britto !!!pela tua escolha, a de te manter no apoio a candidatura Lula até o fim ,ao invés de muitos blogueiros que aceitaram a escolha dos golpistas ,NÃO QUEREMOS O PT(na verdade o que ele representa).

    1. Assino embaixo! Muito triste ver blogueiros progressistas escolherem esse rumo, inclusive atacando Lula e o PT, O cafezinho e o PHA nem disfarçam.

      1. Estão errados, mas terão consciência disso em breve. Não devemos atacá-los, precisamos deles para aumentar forças. Não passaram automaticamente para o lado do Golpe, apenas não têm noção do tamanho do perigo que o país corre, e não sabem o quanto o inimigo é insidioso.

  2. O livro, uma pequena compilação dessa longa entrevista, li há cerca de um mês. A transcrição parece ter sido cuidadosa. Mas nada substitui a audição da fala completa de Lula, um gênio da comunicação, marcada pela coloquialidade, pelo calor, pela eloqüência e pela sabedoria que não podem ser reduzidos com fidelidade à frieza objetiva de textos escritos. Parabéns ao jornalista titular do blog por divulgar essa informação preciosa. Presumo que Fernando Brito esteja tendo “conversas” com o velho Brizola, lá onde ele se encontra desde 2004.

  3. Brito, parabéns pela tua clareza e consciência do momento político do Brasil.
    Lula Livre.

  4. Eles vão fazer de tudo para impedir Lula e Haddad. Não podemos esperar complacência de espécie alguma, ainda vem mais coisa por aí. O povo precisa ir para a rua, é preciso convocá-lo. Só o povo nas ruas nesta reta final, pode dar sustentação ao PT.

  5. Obrigado, Fernando Brito, por disponibilizar o arquivo para podemos baixá-lo.
    É um documento histórico e me fez lembrar de minha infância, quando em minha casa havia um disco 78 ou 45 rpm de capa azul clara, com a figura de Jango. De uma lado, a Carta Testamento de Getúlio, do outro o jingle da campanha, que me lembro de trechos até hoje, mais de 50 anos depois:
    “Com Jango no pensamento, com Jango no coração…é voto certo na mão.
    João Goulart, João Goulart, líder do trabalhador!”
    LULA LIVRE, LULA PRESIDENTE! O Brasil precisa urgente!

  6. É isso aí, Brito! Defender Lula é defender a democracia, diferente de muitos blogueiros da “esquerda fantasia” que não perdem a oportunidade de deitar falação contra Lula e o PT.

  7. Ouvi toda gravação de uma tirada só. Agradeço ao Tijolaço pela oportunidade. De fato tem muito material para campanha. E deve ter muitos vídeos também.

  8. Fernando, mais uma vez, parabéns!!!!
    O que tenho visto com alguns blogueiros, me entristece.
    Gente dita progressista não tem se limitado a fazer uma escolha, que não o PT. Tem, na verdade, tentado desancou Lula, Haddad e o PT. Não sei o que pretendem.
    De forma que, a postura de Fernando e este TIJOLAÇO me confortam.

  9. Q bom esse material com o Lula. Obrigado. Não canso de admira-lo. Vendo vídeos antigos do Lula dos ano 80 tive gde surpresa; sua fala é sempre forte, ecoa hoje a mesma coerência. Impressiona seu carisma. Vi um vídeo em q ele ainda não pensava em ser presidente mas causava impressão forte nos entrevistadores, entre eles Suplicy, jovem e já sob o fascínio daquele líder nato. Um GIGANTE???? esse Lula da Silva.

  10. Muito se tem debatido sobre a conjuntura política, econômica e social que circunstancia a vida nacional após 2013. Com o chegar das eleições de 2018, dado o imbróglio, a discussão se acirrou e, ora, concentra-se sobre a candidatura de Lula, sua propriedade e as consequências vindouras, sejam quais foram as condições em que o pleito venha a ocorrer.
    Há que se pensar sobre a situação imposta, as estratégias e as pessoas envolvidas de lado a lado.
    A negação à candidatura Lula, pelos interesses que seguram os cordéis das marionetes do judiciário, está posta desde há muito e demonstra que leis e processos se tornaram meras formalidades para uma aparência de pseudonormalidade institucional. É apenas um elemento necessário para sustentar uma argumentação hipócrita, na qual sequer as pedras das calçadas creem. Mas, esse exercício espúrio de poder, usando da força do Estado, mostra-se disposto a ir até as últimas consequências. Quaisquer escrúpulos não mais perduram, a usurpação das instituições para dar-lhes fins utilitários, transformá-las em ferramentas de “coação coercitiva” está escancarado ao mundo, não há mais como esconder, logo, não há porque esconder. A máscara perdeu sentido, razão de ser, então, às favas a veleidade das aparências. Em síntese, o comportamento, de ora em diante, é: faço porque posso.
    A estratégia de Lula é clara. Não há, por parte das forças progressistas, elementos disponíveis para uma “guerra” convencional. Não há simetria entre as forças oponentes e não há como o PT e seus aliados, neste momento, fazerem um ataque frontal, de larga escala, direcionado ao centro de gravidade das forças que sustentam o golpe. Não há efetivos suficientes, o poder de fogo é limitado, a logística é deficiente e, principalmente, a causa ainda não se consolidou completamente junto à maioria da população. O moral da militância melhorou, mas, não ao ponto de ser capaz de unificar vontades em uma base sólida o bastante. Tanto que restam dissensões internas e a mobilização é parcial. Uma vez que não lhe resta alternativa para seguir lutando, usa da tática de guerrilha. Ataca em diferentes pontos e recua para atacar novamente. São ataques repetitivos, de alta intensidade, mas limitados em amplitude.
    Embora não inflijam danos extensos, desgastam e enfraquecem o inimigo, impondo-lhe permanente desgaste. O efeito esperado dessa estratégia é, minimizando as próprias baixas, manter o inimigo em stress constante, acossado, levando-o a responder desproporcionalmente com brutalidade e excessiva destruição. Trata de expô-lo as suas próprias fraquezas, desmoralizando-o, desacreditando-o e o enfraquecendo sistematicamente. Esse desgaste sistemático, além de causar danos, objetiva ganhar tempo até que as condições mudem e os elementos necessários para uma ofensiva em larga escala estejam presentes. Pode ser que
    outubro marque o início dessa ofensiva. É o momento esperado. Contudo, a estratégia, como toda estratégia, contempla uma derivação do plano, necessária dada a contingência do PT não vencer as eleições. Nesta hipótese, tudo indica que a tática de
    guerrilha será mantida ao prever um governo sem legitimidade impondo uma pauta absurdamente contrária à vontade da população, assumindo uma atitude mais autoritária e medidas mais draconianas na economia do que as praticadas por Temer. No caso, a premissa é haver uma deterioração mais acentuada e mais rápida dos fundamentos econômicos, com efeito na opinião pública e
    consequências no arranjo político de sustentação do governo, sem esquecer que,em 2020, haverá eleições municipais, regidas pela cláusula de barreira e, então, já submetidas à proibição de coligações. Logo, 2019, será, para um governo de continuidade nadando em águas revoltas, um tudo ou nada para assegurar a base de apoio nos municípios, força de retaguarda dos deputados estaduais, dos congressistas e condição sine qua non para quem planeja ter sucesso no pleito de 2022. Neste cenário, em dado momento, a janela de oportunidade para derrotar o golpe se abrirá novamente.
    A estratégia do golpe, se é que houve uma, não se sustenta. Não há como manter sob controle uma estrutura de dominação que retira e não reparte. As ditaduras que perduraram no Brasil entenderam isso, tanto a do Estado Novo, quanto a de 64. Retiraram direitos civis, usaram da força e serviram aos seus próceres, mas não esqueceram de distribuir à classe média. Quando não mais
    puderam manter isso, sucumbiram. No presente golpe a classe média é cooptada pelo discurso da negação, do antipetismo enquanto se lhe retiram os ganhos acumulados nos últimos 15 anos. Como o saque se dá de baixo para cima, ainda não alcançou com força notável o núcleo da burguesia formadora de opinião, mas, está cada vez mais próximo,
    Quanto às pessoas é preciso tomar em conta a situação de cada uma em face às posições ora assumidas.
    Lula, como líder político maior, conseguiu uma proeza única, seja qual for o resultado, vence. Tomemos como premissa o que aí está, Lula não concorrerá diretamente, o fará representado por Haddad. Se o PT vencer o pleito de outubro, não haverá indultos nem perdão para extinção da punibilidade a Lula. Haverá uma pressão pública, amparada pela força dos votos para a revisão da sentença e a decretação de sua inocência. Se o PT perder ou, se ganhando, o Judiciário conseguir enfrentar o clamor pela libertação, manter-se-á Lula prisioneiro. Em quaisquer das alternativas possíveis, Lula saindo da prisão nos braços do Povo ou da para a história, estará, para sempre, elevado a mártir da luta pela Democracia e como a maior figura política desta Nação. Ouso, tentando colocar-me em seu lugar, que nada mais desejaria e por nada trocaria tal status. Muito menos por uma libertação da prisão que não reconheça inequívoca e incontestavelmente o erro e o dano causados. Afinal, Lula preso, é livre. Comunica-se com seu povo, está presente na vida nacional como nunca, influencia a política e aponta rumos para o País. É reconhecido e respeitado ao redor do Mundo e ao seu lado se perfila o que a humanidade tem de melhor a oferecer. A carceragem da Polícia Federal, assumiu a condição de centro de poder nacional e tal comprava-se no seu registro de visitantes, o “livro de visitas” mais ilustre da República do Golpe. Logo, apenas seu corpo está confinado naquelas paredes, a ideia corre solta e se multiplica. O que qualquer pessoa poderia desejar a mais?
    Analisando as demais pessoas, iniciando por aquelas que se contrapõem a um projeto de país, cujos mobiles são personalíssimos, atrelados a interesses alienígenas, a modelos exclusivos de sociedade e a ideologias anacrônicas, em sua maioria escorrerão para o esgoto da história e delas, no futuro, somente seremos lembrados para não esquecermos do mal que causaram. Salvo as exceções –
    que por certo há – confirmando a regra, o perfil comum trata de personagens medrosos, agindo em matilha, de uma posição de força, com forte sentimento de impunidade, cuja visão de mundo está circunscrita ao ambiente que frequentam, sem a menor empatia ou preocupação com o bem-estar geral ou, mesmo, sequer com o que isso significa para além do aplicável a si ou a seus iguais. Agem messianicamente, autorizados pela certeza de sua infalibilidade, embora o neguem. Alguns citam Platão, Aristóteles e Marco Aurélio de memória e conectam teorias com Schopenhauer, Kant e Koorsgard, mas, são incapazes de perceber a realidade ao seu redor, de ter a compreensão correta de seus atos dada pelo reconhecimento da relação de causa e efeito e pelos desdobramentos consequentes, inclusive, no que diretamente os afeta. É o paradoxo da inteligência. É incompreensível, tomando parâmetros normais de autoavaliação, ver alguém, ocupando cargo o mais elevado na carreira do serviço público, podendo ser referência para o seu tempo e tornar-se imortal na memória de uma nação, fazer um trade off absurdo, escolhendo um minuto fama e o apupo efêmero de alguns poderosos e de uma plêiade de joão-ninguéns.
    Em tempo. É crível que o voto de Fachin no TSE, ao contrário de que afirmam, não foi jogo de cena para dar aparência de pluralidade ao pensamento da Corte, de respeito ao controverso, à doutrina, à jurisprudência e à Lei. Parece mais ter sido um insight que, irrompendo do instinto de autopreservação, levou-o a tentar distanciar-se do veículo de destruição de reputação que foi o voto de Barroso. Há limites, até em meio ao absurdo.
    Por fim, há todas aquelas pessoas que lutam, dentro de suas possibilidades, proporcionalmente dadas pela influência que cada uma exerce, pela posição que cada uma ocupa, pela visibilidade que cada uma tem e pelo poder individual que detém, pelo resgate do País e da democracia que se esvai. A estes, anônimos em maioria, o Brasil renderá homenagens como rende aos movimentos estudantis e operários que resistiram à ditadura, àqueles que enfrentaram a repressão e a violência das tropas de choque movidas contra o direito de livre manifestação e a todos aqueles que diariamente, sós e desprotegidos, erguem suas vozes contra a exceção, contra o preconceito e contra a injustiça. São todos os que ficam indignados pela pobreza, pelo abandono dos desvalidos e pelo ataque aos direitos fundamentais de qualquer pessoa, seja quem for.
    Neste conjunto de elementos, que compõem o frame da crise, repousa o destino da Nação. Em uma análise desprovida de maiores pretensões, amparada nos argumentos descritos, é factível afirmar que o golpe será derrotado. Agora em outubro, no ano seguinte ou no próximo, será derrotado. Será derrotado pela ação de seus opositores, nós. Quando o for, não cometamos os erros do passado, não deixemos passar incólumes seus perpetradores. Não movidos por vingança, ódio ou qualquer motivo outro que não seja o de impedir que se repita.

  11. Daysi Cação observa bem as posturas do conversa Afiada e do Cafezinho. Sobre o Cafezinho, pouco tenho a dizer, porque de há muito sartei fora. Mas, sobre PHA eu tenho, e começaria pelo emprego dele na Record.
    Pra evitar polêmicas, e parecer ser o dono da verdade, há muito tempo seu blog impediu os comentários, sem uma explicação cabal, mas que eu sei bem a razão. Embora ele tenha elogiado o patrão Edir Macedo, e demais moleques neo-pentecostais da Universal, ficou claro que o patrão mandou e ele se rebaixou para manter seu emprego. E esse emprego numa emissora que, tal como a Globo, embora muitos possam discordar, usa de política-partidária ao seu bel prazer, faz de PHA um submisso. Quem poderá ver, um dia, PHA fazendo citica a Crivella? Ou a qualquer malandro que está na bancada da bíblia? Isso ele jamais fará. Portanto, PHA está longe de ser um jornalista livre e independente. Seu tema principal, agradável aos ouvidos dos patrões, é Globo, Gobo. Chega a ser cansativo.
    Para melhor explicar quem é PHA, podemos partir de comparações. Kennedy Alencar é funcionário da Globo, mas, com certeza, é independente, por dizer o que pensa sobre qualquer tema. Juca Kifuri, é abertamente a favor de Lula, já tendo até um espaço bacana no Youtube para mostrar sua independência no programa Entre Vistas da TVT.
    Há pouco tempo PHA passou a divulgar seus vídeos no You Tube, dando espaço aos comentários, mas justo quando passou a ficar bem em cima do muro. Não fede nem cheira. Ele que invente de atacar quem o patrão gosta.

  12. A vida de Lula não tem sido fácil. Todo o seu sucesso, que não foi pouco, nasceu da sua consciência de saber fazer política pela sua própria experiência com a família desde quando nasceu. Como sindicalista e Presidente do Sindicato, quando suas primeiras vitórias nasciam, passou a ser visto como um comunista para enraizar na mente de parcela da sociedade esse estigma, ainda vivo na memória de muitos. Não foi presidente na disputa com Collor porque já ali a imprensa ditou que ele não seria vitorioso, e por armações nunca vistas, o alagoano farsante e mentiroso subiu; como não era bem o pretendido, na hora H desceu.
    E, assim, sucessivamente, Lula é o sinônimo de muita luta, de muita garra, mas também de uma inteligência, ou QI fora do normal. Ao contrário do que muitos dizem, ele é autodidata. Já explicou como aprendeu, e se fosse esse buro que muito querem atribuir a ele, teria feito o Brasil passar vergonha nos seus dois mandatos. Pelo contrário, e daí a inveja descarada de FHC e outros, foi exatamente o período em que o Brasil se excedia em país respeitado no mundo inteiro.
    O problema atual, que mais violenta e dificulta uma vida saudável, de bem-estar, a Lula já não se pode dizer ser a imprensa. Aliás, essa imprensa que teve seu ápice em maldade com a vitória de Collor, perdeu feio quando o PT se impôs durante quatro mandatos à Presidência. Como diz Aldo Fornazzieri, a Globo não teve tanto sucesso como dizem em relação a Lula.
    O problema de agora não deixa obscurecer a imprensa, claro, mas está no topo da Justiça, descendo em todas as suas camadas inferiores, até chegar às primeiras instâncias. O insucesso de Lula de agora, de hoje, é fomentado pela justiça, com power-point e tudo.
    Se a justiça estivesse no seu lugar, fazendo justiça, não tinha Globo nem imprensa nenhuma capaz de evitar o sucesso de Lula, livre, sem amarras, nesses dias já cumprindo sua posição de candidato bem-sucedido nas pesquisas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.