Mais um “presente” para Trump: alíquota zero para o trigo dos EUA

E segue a festa das concessões aos Estados Unidos.

Embora, graças à Embrapa, já haja cultivares que nos permitiriam a autossuficiência na produção de trigo, hoje produzimos a metada de nosso consumo. A outra metade, importamos de um de nossos mais importantes parceiros comerciais, a Argentina.

Mas lê-se agora no Valor que “mesmo sem garantia de obter nada em troca, o Brasil confirmou oficialmente que vai  fazer uma importante concessão unilateral aos Estados Unidos na área de comércio: flexibilizar a entrada de trigo importado no país”.

“Flexibilizar” significa isentar de imposto de importação cerca de 750 mil toneladas anuais de trigo dos EUA.

O governo Bolsonaro resolveu fazer “um gesto para mostrar que estamos mudando para valer” em termos de abertura, disse ao Valor um assessor presidencial.

Ou seja, que seremos “bons meninos”. Sem o gravame do imposto, é claro que plantar trigo em áreas de menor produtividade passa a ser menos interessante.

Aliás, é parte do desejo de exterminar a Embrapa.

Afinal, temos de “desconstruir”, talquei?

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

19 respostas

  1. Vai anotando aí pessoal. Em breve, teremos que processar esse governo não apenas internamente, mas no Tribunal Internacional. Isso se ele não for linchado antes, como tudo se encaminha para acontecer.

  2. Às vezes tenho a impressão que ele desistiu de ser presidente (dá muito trabalho), deve estar com saudades dos tempos em que era um medíocre deputado que vivia numa sinecura, vulgo “mamata”.

    Como renunciar pega mal, está cavando o próprio impeachment, para ver se ainda salva sua aura de “mito” com o discurso de que “foi sabotado”.

  3. quem é mais nocivo a economia nacional? os milicianos de Rio das Pedras em Brasília ou a milícia lavajateira curitibana?
    Que disputa ein! parece uma praga de gafanhotos “bíblicas”‘. Vivem da “fé” (alheia) mas não rasgam o “sagrado” e bom dinheirinho. E eu ingenuamente pensado que os tucanos tinham ocupado todos os espaços para sacar o meu, o seu, o nosso dinheirinho….é concorrência total, pelo menos no mercado do roubo e da espoliação nacional.

    1. A disputa entre essas duas milícias, para ver qual é a mais perniciosa, é briga de cachorro grande.
      E o Brasil é a carne que eles dilaceram!

  4. ISSO NÃO É NECESSARIAMENTE RUIM…
    ACHO QUE O TRIGO YANKEE PODE SER BOM PRÁ “BRANQUEAR” E LIMPAR O CÉREBRO BOSÓ DOS AGRICULTORES FASCISTAS, REACIONÁRIOS, RACISTAS E ELITISTAS AGRÁRIOS AQUI DO SUL…
    E NÓS, VAMOS COMER PRODUTO CAPITALISTA DE VERDADE… PRODUZIDO PELOS NOSSOS PATRIOTAS COWBOYS YANKESS LIMPINHOS DO TIO SAM! NÃO É ISSO? TALQUEI?
    VIVA OS EUA!
    BYE, BYE, BRAZIL!

    1. O agro é trouxa!
      Elegeu seu pior inimigo, um fantoche que trabalha EXCLUSIVAMENTE para o seu maior concorrente.

  5. É criminoso o que está acontecendo no governo do bozo. Criminoso e humilhante.
    Onde os generais, onde o stf, onde os políticos, onde os brasileiros?
    Da globo, que comemora, nem pergunto.

  6. Mais um tapa na cara do agronegócio, que até agora apanha calado. Tudo em nome da ideologia?
    Não imaginava que a elite agrária brasileira era tão pouco pragmática e tão apaixonadamente aferrada ao fascismo, ao ponto de perder bilhões em negócios [modo ironia ligado].

    1. Também não acreditava que ela fosse tão incrivelmente burra ao lonti de deixar um néscio acabar em menos de três meses com um mercado que levou pelo menos meio século para ser implantado e reconhecido como dos mais modernos do planeta!

  7. O pessoal do agronegócio(?) não apoiou o MITÔmano? Aqueles que votaram no Messias, o que têm a dizer? Dois meses foram suficientes.

  8. Foi como Roma quebrou seus produtores rurais, com o trigo importado de reinos tributários e que somente favoreciam a nobreza.
    Vendendo a baixos preços, inferiores aos custos de produção, essa nobreza obtinha altos lucros com um trigo que nada lhe custara para produzir.
    O resultado foram fazendeiros, competindo em condição de desigualdade, falidos e muitas vezes reduzidos à escravidão por dívida.
    No caso do Brasil, a diferença é que o pessoal do agronegócio fez questão de cavar a própria sepultura. Apoiou o Bozo, mesmo com ele dizendo o tempo todo que faria exatamente o que está fazendo: arrebentar com cada setor da econonia do País.
    Já que acompanharam o Bozo em campanha, acompanhem agora na opção que lhes resta: bater continência para a bandeira do Uncle Sam!

  9. Os ‘frangueiros’ do oeste de SC devem estar ‘comemorando’ a decisão da arabia saudita de não comprar mais do Brasil.
    ‘Mas isso é que dá, Cê querer frequentar…”
    Bem feito!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.