Marco Aurélio enquadra “fundão do Dallagnol”

Tales Faria, em seu blog, dá voz ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, para dizer que considera “um absurdo a destinação de R$ 2,5 bilhões a uma fundação gerida pelos procuradores da Lava Jato para promover políticas de combate à corrupção”.

Chamou de “descontrole”, “bagunça administrativa”, “uma Babel”. –  a ideia de que se permita criarem  “super órgãos” que possam, sem controle público formal e regular, empregar fortunas a seu exclusivo arbítrio, contratando pessoas e projetos, como está previsto no contrato com que a Lava Jato “mordeu” R$ 2,5 bilhões para um “Fundo” gerido, direta e indiretamente, pelo Ministério.

Reproduzo, aí em cima, o “powerpoint” feito pelo site  jurídico Migalhas, que dá bem a ideia dos poderes que concentraria o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, se  esta vergonha não estivesse para ser barrada. Lá, em detalhado artigo, faz-se picadinho jurídico do tal “Fundão”.

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29 respostas

  1. A quadrilha de milicianos de Curitiba tá querendo superar o Comando Vermelho e o PCC? Pelo jeito sim. um dos capos dessa quadrilha, o Marreco de Curitiba, pretende se tornar membro vitalício do STF indicado pelo miliciano Bozo.

  2. OS DELINQUENTES CURITIBANOS COM DD NO COMANDO ,QUEREM REPRESENTAR O PAPEL DA ” CASTA PURA ” DO BRASIL.
    NÃO PASSAM DE UM BANDO DE DELINQUENTES ORGANIZADOS PARA SE APROVEITAR DO MERETRÍCIO EM QUE VIROU O NOSSO PAÍS.
    ATÉ QUANDO ??

  3. esses vagabundos não se acham mais deuses
    eles se acham acima dos deuses – mas muito acima…

      1. Para aprovar tal aberração, só mesmo com um plebiscito. Uma consulta popular. Nem sequer com uma PEC seria possível instituir tal monstrengo.

  4. Dallagnol, continua a comprar e vender mais caro, as casas do Minha Casa Minha Vida, pois essa é única vigarice que você vai conseguir fazer.

  5. “Chamou de “descontrole”, “bagunça administrativa”, “uma Babel”. – a ideia de que se permita criarem “super órgãos” que possam, sem controle público formal e regular, empregar fortunas a seu exclusivo arbítrio, contratando pessoas e projetos, como está previsto no contrato com que a Lava Jato “mordeu” R$ 2,5 bilhões para um “Fundo” gerido, direta e indiretamente, pelo Ministério.”
    Que me perdoe o ato e crítico Bemvindo Sequeira. Mas, o Brasil não está mais descendo a ladeira, O Brasil caiu em um BURACO.

  6. Muito cuidado. Esse fundo privado criado por interesses do MPF e seus asseclas surrupiando dinheiro da Petrobrás tem lógica é a interferência da justiça dos EUA sob o Brasil em conluio com um judiciário podre e corrupto …

  7. Corram, senhores ministros. Se os senhores ainda tem alguma dignidade, revertam esta aberração. Antes que a grana do povo desapareça

  8. Falsos moralistas. Lobos na pele de cordeiros querem criar o partido da Lava Jato para terem superpoderes e com uma estrutura financeira no mínimo suspeita

  9. IMUNDICE DE BANDIDOS INIMPUTÁVEIS QUE DESTRUÍRAM A ECONOMIA E A DEMOCRACIA DO PAÍS.
    TODOS ELES JÁ ESTARIAM NA CADEIA SE FOSSE NOS EUA QUE TANTO AMAM.

  10. Com uma grana dessa vai dar para montar uma superestrutura de achaque em todo o território nacional. Quem não aderir através de contratações de serviços dessa gang ou de pessoas por eles indicada poderá sofrer retaliações tipo, queima de imagem da pessoa ou instituição na mídia, conduções coercitivas, prisões temporárias e outras formas de pressão. Uma vez criada a dificuldade entra em campo a venda da facilidade. Sem fiscalização e sem prestação de contas. Tudo indica que será uma máfia ou a legalização da primeira milícia a nível nacional.

  11. Bem que Rodrigo Tacla Duran já havia alertado sobre os ‘acordos de leniencia’ do tipo ‘rachid’ celebrados entre os procuradores da República de Curitiba e delatores, intermediados por advogados indicados por essa patota do Dalagnol, tipo Zucolloto, amigo íntimo do Moro.

  12. O caso é muito sério, e cabe algo até mesmo além de uma simples PEC, entretanto querem que a fatura seja fechada por uma juíza do primeiro grau. Para aprovar tal Frankenstein, seria necessário fazer uma consulta popular, um grande plebiscito, para autorizar a criação de tal fundo.

  13. Fui ao blog ler a postagem. Os camaradas pensam que são o que? Deram asas às cobras da auto intitulada república de Curitiba e agora estão sedentos do dinheiro público, fora os acordos que não ficamos sabendo sobre diminuição de pena dos delatores. O que me espantou foi ler que pessoas próximas ao presidente querem que ele adie a decisão sobre reeleição, e pensam que o mesmo tem alguma chance de conseguir um segundo mandato. Faz-nos rir. Se ele conseguir chegar ao final deste ano já será um assombro. Imagina disputar e ganhar uma nova eleição. O círculo próximo dele é tão aloprado quanto o próprio.

  14. “Formação de lideranças e aperfeiçoamento de práticas políticas” denunciam o objetivo do fundão: criar um PARTIDO POLÍTICO de maneira sub-reptícia e ILEGAL.
    Descaramento total! Esse concurseiro acha que todo brasileiro é idiota.

  15. Atribui-se ao padre Antônio Vieira a afirmação de que os inquisidores viviam da fé: “Sustentam a vida com a fé e a minha religião sustenta a fé com a vida”
    Nas três primeiras décadas, a Inquisição teria as mãos limpas quanto a dinheiro de suas vítimas e sobre o caudal de recursos oriundos do confisco dos bens dos chamados hereges.
    Conforme o direito canônico os bens dos denominados hereges deveriam ser confiscados em proveito da Coroa do reino. Mas um alvará do próprio rei (D. João III) entrega à Inquisição todos os bens “legitimamente” perdidos para a Coroa. Estes bens eram todos aqueles que não encontravam ou faziam por não encontrar “herdeiros católicos”, e estes recursos, é claro, não deveriam ser poucos devido à fuga e à prisão de famílias inteiras.
    Segundo os regimentos do Tribunal do Santo Ofício o inquisidor-geral tinha a superintendência na administração e despacho dos bens confiscados e em tudo o que tocava a este negócio. Cabia a ele escolher e nomear todos os oficiais da justiça secular que procediam ao confisco dos bens perdidos pelos hereges que deveria passar ao Fisco da Coroa. É claro que escolhiam as pessoas de sua inteira confiança.
    A caça aos bens dos suspeitos de heresias se inscrevia no quotidiano inquisitorial. O Santo Ofício através de sequestros, expropriações e confiscos devorava de fato e de direito os bens dos hereges. E nisso eram muito diligentes, levantando todos os bens e direitos, que se faziam registrar em inventários detalhados e em livros, a fim de impedir que os hereges pudessem esconder sonegar ou passar a outro parente suas posses. Aos inquisidores não interessava tanto a propriedade dos bens expropriados, mas a obtenção de dinheiro vivo para manutenção da atividade policial sobre os corpos e as consciências. Tudo isso demonstrava qual era a presa social que apetecia o apetite da Inquisição.
    Isso do lado do Livro de Receita, porque no lado da Despesa o apetite era ainda maior e quase todo gasto eram para os próprios inquisidores, para o aparelho inquisitorial e a “dignidade” (luxo) dos seus autos de fé (quase uma festa). Parece que não sobrava nada para a Coroa. Este papel depredador do Santo Ofício afetava profundamente a economia nacional enquanto destruía empresas familiares, suspendia e quase paralisava os negócios de determinadas cidades e vila onde viviam os hereges.
    Era bastante comum a queixa dos Reis em relação às despesas e dos encargos financeiros do Tribunal da Santa Inquisição. Diante da devassa ordenada pelo Rei Filipe III para “recuperar o que de cada qual me for devido”, um inquisidor-geral ficou muito ofendido e numa carta ao monarca diz: “Nunca os ditos reis [os antecessores de Fillipe III] quiseram usar das ditas riquezas, antes as dedicavam para os gastos e ministros do Santo Ofício […] E com isto davam também mostras de grande ódio que tinham aos tais hereges não querendo aproveitar-se do seu dinheiro como coisa de gente empestada” […] Todos esses reis, continua a carta, “deixaram o inquisidor-geral a total e livre administração [dos bens] para sustentação dos pobres encarcerados e remuneração dos ministros […]”. Em tom desafiador segue a carta afirmando que se “alguma vez se visitava o Fisco” era com o consentimento, direção e beneplácito do inquisidor-geral.
    Mas o dinheiro que poderia empestar o rei não empestava os oficiais do Santo Ofício e a alimentação dos presos pobres, diferentemente do que alegava o inquisidor-geral, não chegavam a um quinto das despesas do tribunal do Santo Ofício.
    Enfim os reis não usavam dos bens dos confiscos, a sua administração cabia ao inquisidor-geral, os bens dos confiscados aos hereges, perseguidos e condenados por hereges, verdadeiramente ou não, serviam os gastos correntes e os ordenados dos ministros do Santo Ofício. Como diria o padre Antônio Vieira, os inquisidores sustentavam a vida com a fé.

    Fragmentos adaptados de “Inquisição de Évora, 1533-1668” de António Borges Coelho.

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