Militares usam lenço; diplomatas usam ‘arminha’

Tales Faria, em seu blog no UOL, compara o tom de duas notas oficiais brasileiras sobre a situação na fronteira com a Venezuela.

A do Ministério da Defesa, serena, dava conta das negociações com os militares do país vizinho, para afastar os “veículos antidistúrbios” da Guarda Nacional Bolivariana, no que foi prontamente atendido e, de outro lado, comprometendo-se a controlar os venezuelanos, sobre os quais se noticiou terem partido do território brasileiro para incendiar um posto da guarda além fronteira.

A do Ministério das Relações Exteriores, em tom bélico, abusa da gritaria contra “o caráter criminoso do regime Maduro”.

Se alguém não está entendendo porque o Brasil tem dois representantes na reunião do “Grupo de Lima”, que está reunido no Peru para debater a crise, isso basta para que se compreenda.

O General Hamilton Mourão foi – possivelmente como embaixador da ala militar do governo – impedir que o chanceler Ernesto Araújo cruze a fronteira da sanidade carregando seus coquetéis molotov verbais.

Dependesse dele, estaria levantando o braço e ordenando uma carga de cavalaria sobre o território estrangeiro.

 

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

39 respostas

  1. Esse Ernesto, o Louco, é a pior das aquisições do desgoverno Bozo. Pior do que a pateta damares e o cretino colombiano da educação somados. Pior porque nos envergonha e denigre internacionalmente, joga por terra um século de política exterior bem articulada e que se tornou respeitada no mundo todo.

    1. Contando ninguém acredita…! O garotão Guaidó, antes de sua fala na reunião do “grupo de Lima”, acaba de pedir um minuto de silêncio “pelo massacre que cometeram sobre o povo na Venezuela, neste sábado, 23 de Fevereiro”. Até parece que ele acredita que ninguém viu em detalhes tudo o que aconteceu, transmitido diretamente da fronteira com a Colômbia por várias emissoras independentes e algumas até não-independentes. Este pedido de silêncio, sozinho, já seria o bastante para retirar dos opositores de Maduro qualquer reconhecimento de seriedade. Não podem ser levados a sério. E o pior é que todos se levantaram e, fingindo consternação, permaneceram em silêncio pelo tal minuto de Guaidó. É mesmo o fim da picada.

    2. Contando ninguém acredita…! O garotão Guaidó, antes de sua fala na reunião do “grupo de Lima”, acaba de pedir um minuto de silêncio “pelo massacre que cometeram sobre o povo na Venezuela, neste sábado, 23 de Fevereiro”. Até parece que ele acredita que ninguém viu em detalhes tudo o que aconteceu, transmitido diretamente da fronteira com a Colômbia por várias emissoras independentes e algumas até não-independentes. Este pedido de silêncio, sozinho, já seria o bastante para retirar dos opositores de Maduro qualquer reconhecimento de seriedade. Não podem ser levados a sério. E o pior é que todos se levantaram e, fingindo consternação, permaneceram em silêncio pelo tal minuto de Guaidó. É mesmo o fim da picada.

      1. Agora já se sabe que o massacre do sábado foi grande, com sete mortes. Uma galinha com uma ninhada de doze pintos correu na frente da jamanta do Guaidó quando ela quis entrar na fronteira. Cinco pintos e a mãe conseguiram se salvar. Por causa da morte destes pintos, os países satélites dos Estados Unidos vão pedir que Maduro seja julgado em Haia por crimes contra a Humanidade.

  2. KKKK … o problema desses “diplomerdas” do Brasilssauro é achar que podem fazer guerra com um joystick …

    1. Até nisso a doutrinação ideológica estadunidense (sim, bolsominions, eles também têm ideologia!) nos foi prejudicial…

    2. Até nisso a doutrinação ideológica estadunidense (sim, bolsominions, eles também têm ideologia!) nos foi prejudicial…

  3. KKKK … o problema desses “diplomerdas” do Brasilssauro é achar que podem fazer guerra com um joystick …

  4. A CIA de Trump não respeita nada em sua aventura intervencionista na Venezuela. É o Petróleo que está em jogo.

    Ninguém intervém ou oferece ajuda humanitária ao Haiti, por exemplo. O Haiti não tem riqueza mineral, apenas pobreza humana.

    E o Brasil, país até poucos anos atrás, símbolo do bilateralismo e do esforço ao consenso continental, hoje participa dessa farsa intervencionista de Trump.

    Bolsonaro vai atrás de inimigos externos pros brasileiros desviarem a atenção dos problemas internos para os quais ele não tem solução ou do Laranjal plantado nos fundos do Palácio do Planalto.
    #MeEnganaQueEuGosto
    #BolsonaroSoFazMerda

  5. A milicalha golpista, o generalato e os de patente elevada das FFAA, estão tendo dificuldades para dominar o clã miliciano criminoso que ajudaram a empoderar por meio de uma eleição farsesca e fraudulenta e os mentecaptos que estes criminosos sem classe levaram a alguns dos ministérios. Esse sionista desqualificado, de 2º escalão do Itamarati, alçado ao cargo de “chanceler”, terá de ser destituído do cargo ou colocado numa ‘camisa de força’; o general cafuso, mesmo bronco e contra os interesses populares e dos trabalhadores como até as areias das parias brasileiras já perceberam, está tendo trabalho em por freios nessa besta-fera ainda no MRE. O pit-Bozo 03, que dividia/divide com o mentecapto sionista a chancelaria/MRE, está dando seus últimos espasmos e se aproveita de uma viagem aos EEUU para babar os ovos de Donald Trump. O generalato golpista, mesmo a contragosto, terá de calar boca de TODOS os pit-Bozos e dos mentecaptos desqualificados que este clã criminoso nomeou para os altos escalões do governo de ocupação. Discordo dos que dizem que há comando unificado e harmonia no campo militar golpista; eles estão tentando transmitir isso e não há vazamentos ostensivos evidenciando a divisão interna; mas essa pode ser percebida sem dificuldade. O tempo vai mostrar.

    1. O problema não está, exatamente, em o quanto o Alto Comando consegue segurar os arroubos belicistas da turma pilantra das Relações Exteriores.

      Mas sim, em o quanto o Alto Comando consegue suportar a pressão direta de Washington, para a mudança de regime pela via do conflito, através de nossa participação direta (militar) ou indireta (com “rebeldes” financiados em co-participação com os EUA, no pior estilo do que ocorre na Síria).

      Não sabemos se, a portas fechadas, Mike Pompeo está articulando uma série de “contrapartidas” daquelas bem mequetrefes e lesa-pátria, que enchem os olhos da ala americanófila dos milicos.

  6. O ministro olaviano só não cruza a fronteira da sanidade se tiver vestido numa camisa de força e sedado…

  7. O Trump está desesperado e ameaça baixar o preço do petróleo na marra. Com certeza ele já entendeu que o fracasso de seu golpe se deveu à recuperação dos preços do petróleo. Quando baixaram o preço até 30 dólares o barril, por volta de 2016, deixaram a Venezuela de tanga. A Venezuela, e isso é uma herança histórica da qual o chavismo ainda não conseguiu se livrar, depende unicamente do petróleo para importar tudo o precisa. Agora, com o preço do barril a 60 dólares, a economia da Venezuela está se recuperando rapidamente, e o Trump está vendo sua caça fugir para o mato. É por isso que ele está tão furioso e diz que vai baixar o preço do petróleo na marra.

      1. A Shanghai Oil Futures está aí para isso. Petróleo negociado em yuans (lastreado em ouro).

        É por isso que o discurso dos capachos do Trump aqui no Brasil têm falado sobre a “ameaça” chinesa.

      2. A Venezuela já não pode negociar em dólar. Faz em outras moedas ou em petro, sua moeda virtual, similar ao bitcoin. Mas em outras moedas com certeza. Não é à toa que a moeda americana é chamada de petrodólar.

    1. Com o barril a 30 dólares nossos “patriotas” se apressaram em rifar a Petrobras, a comissão deve ter valido a pena.

  8. Que não se tenha ilusões nos militares “sensatos”. As duas alas descritas no post são fascistas. Uma é fascista e burra. A outra é fascista e estrategista. Esta última é a mais perigosa.

  9. Até seria de bom tom, que o líder do Itamarati assumisse a liderança do ataque e vá na frente com a arminha em riste. seguido pelos bolsomínions., todos armados com as perigosíssimas pistolas daquele fabricante de armas, de inominável empresa, que ajudou a financiar a campanha brancaleonista, digo, bolsonarista. Fariam inveja a Brancaleone,

  10. Será que os generais sabem que o EUA são loucos para pôr as maos na Amazônia? Será que eles sabem que parte da Amazônia está inserida dentro do território da Venezuela? Será que eles sabem que em caso de uma intervenção americana na Venezuela o Brasil vai ter que autorizar a entrada de tropas americanas na Amazônia? Será que eles sabem que os EUA costumam intervir e não sair mais de dentro dos países que tem intervindo? Será que eles sabem que no caso de invasão a Venezuela, os EUA vão matar dois coelhos com uma cajadada só derrubando Maduro e se apropriando da Amazônia? Será que eles sabem que pegou mal mundialmente os planos do capitão que favorecem o desmatamento da Amazônia? Será que eles sabem que esse tipo de coisa é um prato cheio para os xerifes do mundo toma-la com a justificativa de proteger a humanidade? Será que eles não sabem que os EUA são traíras de marca maior? Bem. Espero que ao menos o general Mourão compreenda tais riscos. Porque o capitão não tem capacidade intelectual para tanto. Senão dificilmente teria nos colocados nessa situação. E depois Lula é que era analfabeto. Vai entender. Se alguém conhecer e tiver acesso ao general Mourão, por favor, argumente com ele sobre estas questões. Com certeza ela vai ser o presidente do Brasil e não pode pegar um caos no país para administrar com as consequências nefastas de uma guerra para beneficiar uma nação imperialista. Como já disse, em tese, ainda que estejamos numa sinuca de bico de ter que escolher entre sair do espeto e cair na brasa, o espeto já está em brasas e ainda por cima está afiado e fura. E depois se um governo Mourão vai ser bom ou não para o Brasil, eu tenho certeza que vai depender só dele e de mais ninguém. Militar ou não dou a ele o benefício da dúvida.

  11. Prato do dia:

    Filé à Oswaldo Aranha (no almoço – tava uma delícia).

    Arroz à Ernesto Araújo (no noticiário com aquele caminhãozinho com meia dúzia de pacotes). Será uma variação do “arroz maluco”?

  12. O Mourão está saindo muito melhor que a encomenda! Depois de espinafrar, na reunião do Grupo de Lima, o “regime chavista” como sendo muito pior que as dez pragas do Egito, e depois de reconhecer que o “ditador Maduro” é um ser cruel que está apertando mais e mais o garrote vil em torno do pescoço do pobre povo venezuelano, esperava-se que ele anunciasse que no dia seguinte as tropas brasileiras estariam marchando a caminho de Caracas. Não foi isso o que disse. Vejam suas surpreendentes palavras:

    “O Brasil crê firmemente que é possível devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas sem qualquer medida extrema que nos confunda, como nações democráticas, com AQUELAS que serão tratadas pela História como agressoras, invasoras e violadoras das soberanias nacionais”. Depois de ressaltar que Brasil e Estados Unidos são aliados históricos que há mais de 70 anos afastaram em conjunto a ameaça nazista das Américas, Mourão ressaltou que “um perspicaz observador sul-americano disse que nossos ódios são débeis.” Ao que ele, Mourão completou: “e nossas afinidades são fortes”.

    1. Na esperança de que você esteja sendo irônico sobre Mourão. Porque, para quem acompanha a política (ou o que sobrou dela no Brasil), não há nada de surpreendente.

      1. Acho que você não entendeu o post. Mourão acaba de dizer na Colômbia que o governo brasileiro não apoia nenhuma intervenção armada na Venezuela, porque não quer que o Brasil seja confundido com aquelas nações que serão julgadas pela História como agressoras, invasoras e violadoras da soberania dos povos. E isso nas barbas do vice-presidente americano, que deve ter ficado horrorizado com tanta audácia.

        1. Bom, se você acredita mesmo que esse discurso de Mourão foi audacioso (e não combinado com os americanos), eu não sei nem por onde começar.

          1. Um vice-presidente americano jamais combinaria com quem quer que seja para que este alguém fale publicamente em não querer confundir seu país com “aqueles que agridem, invadem e destroem a soberania de outros países”. Qual é o país que faz isso de modo contumaz? Nem é preciso dizer qual é. A fala de Mourão soou como falar em corda na casa de enforcado. Sim, porque aquele grupo era um grupo 100% estadunidense.. O que me pareceu é que o Mourão já tinha dito ao Mike Pence, antes da reunião, que o Brasil não iria concordar com nenhuma ação armada contra a Venezuela. Foi por isso que o americano nem insistiu nesse ponto e, falando antes do Mourão, apelou apenas para que os países latinos não dessem vistos de entrada para autoridades venezuelanas. Já que não conseguiu guerra, pelo menos tentou conseguir mais isolamento para a Venezuela. Tentou não sair de mãos abanando.

  13. O grupo de Lima deveria dar umas palmadas no moleque Gaiató, achou queq o povo íria recebe+lo e lá estavam meia dúzia de baderneiros. Kkkkk. E ele de terno na reunião de Lima, deveria estar de sandálias havaianas e pranchas de surf. Kkkkk

  14. E o vice Mike não-sei-das-quantas ameaçando os militares venezuelanos:”Fiquem do lado do nosso boneco Guaidó. Se não…. pensem em suas famílias”. São uns merdas mesmo. “Olhem, vou invadir seu país, roubar seu petróleo e você não pode resistir, heim???? Veja o que você vai fazer”. Esses gangsters al caponianos são engraçados. E por aqui ainda há palhaços que os aplaudem.

  15. Os generais brasileiros sabem muito quer bem, o exército verde-oliva não aguenta três horas de combates (cf. https://exame.abril.com.br/brasil/exercito-brasileiro-possui-municao-para-uma-hora-de-guerra/). Por isso, não são imbecis para embarcarem numa guerra perdida de antemão (lembram do Leopoldo Gatieri – do bufão general portenho, que afundou a Argentina na tal guerra das Malvinas). Resta aos generais-ministros avisarem isso ao insano e boquirroto ministro “para o Exterior”. Imagine a cena cômica do Bozo comandando uma divisão de infantaria de bolsominions na fronteira, fugindo em pânico ao ouvirem/verem tanques e aviões de fabricação russa em ação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *