Militares usam lenço; diplomatas usam ‘arminha’

Tales Faria, em seu blog no UOL, compara o tom de duas notas oficiais brasileiras sobre a situação na fronteira com a Venezuela.

A do Ministério da Defesa, serena, dava conta das negociações com os militares do país vizinho, para afastar os “veículos antidistúrbios” da Guarda Nacional Bolivariana, no que foi prontamente atendido e, de outro lado, comprometendo-se a controlar os venezuelanos, sobre os quais se noticiou terem partido do território brasileiro para incendiar um posto da guarda além fronteira.

A do Ministério das Relações Exteriores, em tom bélico, abusa da gritaria contra “o caráter criminoso do regime Maduro”.

Se alguém não está entendendo porque o Brasil tem dois representantes na reunião do “Grupo de Lima”, que está reunido no Peru para debater a crise, isso basta para que se compreenda.

O General Hamilton Mourão foi – possivelmente como embaixador da ala militar do governo – impedir que o chanceler Ernesto Araújo cruze a fronteira da sanidade carregando seus coquetéis molotov verbais.

Dependesse dele, estaria levantando o braço e ordenando uma carga de cavalaria sobre o território estrangeiro.

 

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email