Não é “lenta retomada”. Porque não é retomada….

A Folha publica hoje a avaliação de um grupo de estudos integrado à Fundação Getulio Vargas de que esta é a mais longa crise da economia brasileiras, em tempos recentes (e nem tão recentes) de que se tem notícia.

E diz que a retomada é a mais lenta de todas.

Um eufemismo: apenas paramos de afundar, embora permaneçamos, no que diz respeito à renda da população, estagnados no pântano.

Só não afundamos mais, ao longo do governo Temer, porque Henrique Meirelles jogou no mercado uma soma expressiva de valores, com a liberação dos saques do FGTS e do PIS.

Porque é o consumo – para onde foi este dinheiro – a força motriz falecida no processo econômico brasileiro.

Hoje, a FGV divulgou nova queda nas expectativas do consumidor. Só há otimismo – e pouco – em que tem renda alta (em padrões brasileiros) , superior a dez mínimos.

As classes média e a baixa renda sentem despencar suas esperanças de compras e a piora é rápida com a percepção de alta da inflação.

Temos muitos Chigago Boys e tiramos de cena o guri de Garanhuns.

 

 

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23 respostas

  1. Esses estratagemas usados pela mídia para enaltecer os governos que apoiam e degradar os governos ao quais se opõem destinam-se a manipular a opinião do povo e funcionam como lavagem cerebral. E infelizmente funcionam.
    O que chamam de retomada lenta no governo Bolsonaro seria chamado de desastre econômico nos governos do PT.
    Se Bolsonaro ou os governos de direita tivessem feito metade do que fez o PT em seus governos, seriam aclamados e glorificados para todo o sempre.

    1. Metade? Apenas um quinto já seria suficiente. :)

      Em tempo, os militares com medo do “comunismo comedor de criancinhas” que o PT nunca praticou, levou-os a se associarem com um miliciano barra pesada. Vai que é tua, Taffarel!

  2. Permita-me fazer outra correção: NÃO é crise, é um golpe e uma conspiração para destruir o Brasil.

    1. Exato. Não tem nada de crise, é um movimento estrutural do capitalismo entreguista que nos assola.

  3. Desde 2016, logo após o golpe que derrubou Dilma Rousseff, a mídia capitalista nacional espalha essa fake pauta de “retomada”. Ou anunciavam a tal retomada em poucos meses, ora seria para o ano seguinte…2017,2018, 2019…sempre adiando mas sempre cheios de “convicção” de que a economia já estava em franca recuperação. Era lenta, era gradual, era cuidadosa, o escambau. Uma beleza a falta de autocrítica da nossa “mídia especializada econômica”. Com pouquíssimas exceções, todos embarcaram no papo inacreditável dos operadores de mercado, como de hábito, para plantar mentiras favoráveis aos movimentos especulativos políticos e financeiros. Agora ficou chato. Cadê a retomada que estava aqui? o gato comeu?

    1. Retomada em “V”, retomada em “U”, retomada em “W”…o que estamos vendo é um “L”.

  4. BOSÓMINIONS VOTARAM EM PESO EM UM CNALHA, FASCISTA, RACISTA, ELITISTA, ENTREGUISTA, COVARDE E TORPE PRESIDENTE…
    ESPERAVAM O QUÊ?
    AFUNDA BRAZZZZILLL!

  5. Não haverá “retomada” nenhuma. O dólar está nos R$ 4,00, e subindo. O barril de petróleo está nos U$ 75,00 e subindo. Teremos recessão com inflação, o que é conhecido como “estagflação”.

    1. Já era bola cantada desde o início do governo Temer. Sem política econômica digna do nome, uma coisa que aliás já havia começado a ser massacrada desde 2014, a estagflação entrou no horizonte.

    2. Verdade…..estamos numa “estagflação”: mistura de alta de preços, com desemprego, queda na renda e crescimento economico anêmico. Tendo em vista que o pessoal da OPEP vai segurar a oferta de petróleo até o final de junho, os preços dos combustíveis vão continuar subindo, os juros estão altos, o desemprego idem e não há nenhum investimento previsto na economia real….fica a pergunta: de onde vai sair a tal retomada???Precisa avisar o ministro Guedes que não inventaram ainda crescimento economico sem investimento e demanda………

  6. O problema é que esses economistas raciocinam em linha reta, assim como o cavalo de carroça enxerga só para frente, mas a economia não é ciéncia exata, precisa de inteligência.

    1. Se ser economista é apenas gastar menos do que arrecada, até a minha falecida avó poderia ser ministra da economia.

  7. Ontem passei por um vendedor de biscoito na rua, em que me perguntou se eu tinha algumas moedas para lhe dar, pois estava difícil vender.

    Aqui no Rio o número de pedintes aumentou muito, e tenho reparado que não são necessariamente mendigos.

    Miriam Leitão continua – sob ordens dos patrões – a torcer pelo pangaré azarão, enquanto esculhambava o puro-sangue nos tempos do PT.

  8. Agora, o interesaante e trágico eu diria, é que mesmo com demanda em queda, a inflação sobe. Não entendo de economia, até queria a explicacão para isso. Mas imagino que parte do setor produtivo, reduziu e foi especular, assim como um pedaço da classe média. A mais anti petista, anti esquerda. A que sobra boa renda todo mês e especula com dinheiro. São os que votaram em Bolsonaro e Novo. Têm os super salários e super pensões do estado, profissionais liberais, e por ai vai. Temos uns 10% dessa gente e a planta produtiva caminha para se adaptar a esse público e um pouco mais. Lembrando que o pior, muito pior, ainda está por vir.

    1. Luis, também não sou economista mas uma explicação básica é que o “capital” sempre procura por rentabilidade…Ou seja, onde ele possa obter “lucro”. Quando os juros estão altos e a demanda fraca, é mais interessante investir no mercado financeiro, pois a demanda não cobre a rentabilidade descontados os custos da produção…..No caso da inflação temos vários motivos: o preço dos combustíveis (turbinado pela alta do petróleo) que encarece o transporte, o preço dos insumos agrícolas e outros insumos usados na indústria (cotados em dólar) e a diminuição da oferta (em alguns casos). Resumindo: custos altos e demanda fraca, o capital migra para os circuitos financeiros de rentabilidade.

  9. Não demora começarão a ensaiar o discurso de que a culpa não é deles, que a crise é mundial, que a culpa é do peetee… e os patos seguirão acreditando, sentados em suas panelas.

    1. Não tem crise mundial. A crise lá fora, que está para acontecer a qualquer momento, não ocorreu até agora. E a inflação dos preços no atacado aqui dentro já começou a subir faz mais de dois anos, mas a mídia escondeu. Os patos serão cozidos ou assados…e talvez percebam que logo serão depenados.

  10. Para estes analistas, assim como para a totalidade da grande mídia e da total unanimidade dos seus “jornalistas”, basta tomar dinheiro dos mais pobres, ou melhor, fazer a destruição da previdência, e tudo será uma maravilha.
    Eles têm certeza que sacaneando ainda mais os pobres e miseráveis será uma maravilha.

  11. Insisto: o que eles escrevem de manhã não chega vivo, não vou dizer ao pregão do fim do dia, que seria um exagero, mas ao almoço. Os especialistas continuam divididos entre os que não sabem (e produzem menos dano) e os que não sabem que não sabem (que produzem muito mais dano). Só para piorar toda a coisa, entre os que não sabem se encontra o jornalismo econômico “especializado”, que repete, divulga e distribui para o grande público a opinião travestida de “conhecimento” dos que não sabem que não sabem, com o que produzem mais danos que os demais “especialistas”. O resultado é essa montanha de mistificação e enganação “econômica”, emoldurada por “lições de moral” do tipo “temos que fazer as lições de casa”, “é preciso apertar os cintos”, “ser responsáveis”, “precisamos fazer as reformas e modernizações que o país precisa” por gente que não faz nada disso e não tem nenhum compromisso com o país e sua gente.

    1. Numa frase que é atribuída ao Delfim Netto, jornalismo econômico não é jornalismo, tampouco economia.

      1. “definição definitiva”:

        Álvaro de Campos
        Um especialista é um homem que sabe qualquer coisa…

        Um especialista é um homem que sabe qualquer coisa de uma coisa e nada de todas as coisas. De uma coisa não se pode saber senão qualquer coisa, porque o conhecimento humano é limitado. E, para perceber qualquer coisa seria preciso perceber todas as coisas, pois uma coisa é parte de todas as coisas. O especialista, pois, é um homem que não sabe nada e vive dessa ciência.

        O especialista é util apenas quando a sua especialidade é tão restrita que não tem importância. Pode haver bons especialistas de pregar pregos; não pode haver bons especialistas de construção de civilizações. Há muito bons cavadores e nenhum bom psiquiatra.

        O especialista é um homem que tem a opinião dos outros, embora sobre um só assunto. O especialista é incapaz de iniciativa. Por isso os especialistas são muitos e felizes.

        Vida e Obras do Engenheiro. Álvaro de Campos / Fernando Pessoa. (Organização de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1990. – 151.

      2. “definição definitiva”:

        Álvaro de Campos

        Um especialista é um homem que sabe qualquer coisa de uma coisa e nada de todas as coisas. De uma coisa não se pode saber senão qualquer coisa, porque o conhecimento humano é limitado. E, para perceber qualquer coisa seria preciso perceber todas as coisas, pois uma coisa é parte de todas as coisas. O especialista, pois, é um homem que não sabe nada e vive dessa ciência.

        O especialista é util apenas quando a sua especialidade é tão restrita que não tem importância. Pode haver bons especialistas de pregar pregos; não pode haver bons especialistas de construção de civilizações. Há muito bons cavadores e nenhum bom psiquiatra.

        O especialista é um homem que tem a opinião dos outros, embora sobre um só assunto. O especialista é incapaz de iniciativa. Por isso os especialistas são muitos e felizes.

        Vida e Obras do Engenheiro. Álvaro de Campos / Fernando Pessoa. (Organização de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1990. – 151.

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