Não há uma guerra no Brasil, há um massacre

Ressalve-se os que estão arriscando, nos hospitais e unidades de saúde, os que estão arriscando – e muito mais do que deveriam estar – arriscando suas vidas na batalha desigual contra o vírus.

Feito isso, diga-se que não há uma guerra à pandemia no Brasil, há o massacre de um população tornada indefesa por seus líderes, porque guerra pressupõe que haja luta.

E o que há é uma cínica rendição.

É impossível calcular quantas dezenas de milhares morrerão – já se foram os primeiros 10 mil – mas é obrigatório dizer que serão muitos, demais, imensamente mais do que precisariam ser, se os governantes tivessem cumprindo seu dever.

A pressão de Jair Bolsonaro e de vagabundos insensíveis que formam parte do grande empresariado nacional impede, por toda a parte, que se tomem as medidas duras, mas inevitáveis, de quarentena que ainda nos dariam alguma chance de deter o avanço da doença sem que nossas defesas médicas entrem, como estão entrando, em colapso total.

O fechamento total das áreas avassaladas pelo contágio, medida que é praticamente a recomendação unânime dos epidemiologista é evitado com medidas cínicas: faz-se um rodízio de veículos -os que têm carro de placa par contaminam-se em dias pares, os de ímpares, no dias ímpares – fecham-se os centros e deixam as periferias – onde os contágios sobem mais rápido – entregues à própria sorte e permitem-se atividades “essenciais” como os páreos de corridas de cavalos que serão disputados hoje à tarde no Jockey Club da Gávea.

Acima de todos, o grande Satã presidencial comanda uma legião de monstros que, fingindo preocupação com a carne que queima por dinheiro, prestam-se à hipócrita cantilena de dizer que “a economia é tão importante quanto a saúde”, quando todos permanecem isolados, dando ordens pelo computador e com seus médicos e hospitais ao alcance de um telefonema e um deslocamento de carro com motorista.

Os militares brasileiros -contra a vontade de muitos dos seus oficiais da ativa – viraram cúmplices destes colaboracionistas da morte. Como em 1964, fazem do poder uma ferramenta para que os homens do dinheiro engordem em meio a um povo que morre.

 

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13 respostas

  1. Silêncio e omissão são crimes. As FAAs
    poderiam ter evitado o golpe com uma simples declaração que não pactuavam com a subversão, a ilegalidade do processo de impeachment da Presidenta Dilma. Que nosso sistema era presidencialista e não parlamentarista. Os oficiais da ativa preferiram seguir velhos odientos militares aposentados. Aceitaram a destruição da soberania no governo Temer e Bozo. Aceitam a responsabilidade do genocídio. Não podem alegar inocência.

  2. Bolsonaro promete agir para explodir a quarentena. De acordo com especialistas no assunto, a taxa de transmissão da doença no Brasil é de 2,81. Isso significa que no Brasil cada infectado transmite o vírus para cerca de outras três pessoas. Também já foi estabelecido que medidas de relaxamento de quarentena só podem ser adotadas por países com taxa de transmissão menor do que 01. É o caso da Alemanha, cuja taxa é de 0,8 e da Grécia, com 0,41. Abrir quarentena no Brasil é convidar os figurantes do Thriller para uma dança da morte. https://www.youtube.com/watch?v=sOnqjkJTMaA

  3. E segundo o grande conselheiro Mercadante, afirma que o impeachment não é prioridade agora. A prioridade é salvar vidas. É possível salvar alguma vida com esse genocida no poder? Se realmente querem salvar vidas têm que tira-lo do poder agora.

  4. Está demorando que a mídia tenha coragem de destacar os verdadeiros culpados, posam de “SALVADORES DA PATRIA” mas nunca tiveram olhos para o povo brasileiro, se prestam a bater continência a bandeira americana de forma covarde através de um presidente reconhecidamente despreparado. Anistia nunca mais.

  5. Enquanto isso, o PSOL processa Bolsonaro por desvio de finalidade no uso do perfil oficial do governo em rede social para homenagear o impoluto major Curió que, segundo ele, evitou no país a implantação da catástrofe do regime socialista. O PSOL deveria ter incluído em sua ação um pedido para que o governo explique em que cálculos se baseou quando afirma que o “totalitarismo socialista” foi responsável pela morte de aproximadamente 100 milhões de pessoas. Este número causou grande discussão no bate-papo virtual. Houve quem afirmasse que Bolsonaro incluiu aí os mortos da Revolução Francesa, de Canudos e da Revolta do Quilo, na Paraíba. Quem acabou com a arengação foi o Pedro do bar, que digitou: “Ora, sem dúvida foram os astros que revelaram este número ao Olavo de Carvalho.”

  6. Um numero aceito pela comunidade cientifica mundial é o de que o índice de mortalidade do coronavírus é próximo de 1% (isto aferido bem antes do colapso dos sistemas de saúde, portanto, próximo da realidade.
    Considerando o número de óbitos registrados, e uma taxa de 0,8%, com os dados de domingo (11.100 óbitos), temos em torno de 1.387.500 casos de infecção. É assustador, né não?

  7. Um numero aceito pela comunidade cientifica mundial é o de que o índice de mortalidade do coronavírus é próximo de 1% (isto aferido bem antes do colapso dos sistemas de saúde, portanto, próximo da realidade.
    Considerando o número de óbitos registrados, e uma taxa de 0,8%, com os dados de domingo (11.100 óbitos), temos em torno de 1.387.500 casos de infecção. É assustador, né não?

  8. Bolsonaro promete agir para explodir a quarentena que ainda existe nos estados. De acordo com especialistas no assunto, a taxa de transmissão da doença no Brasil é de 2,81. Isso significa que no Brasil cada infectado transmite o vírus para cerca de outras três pessoas. Também já foi estabelecido que medidas de relaxamento de quarentena só podem ser adotadas por países com taxa de transmissão menor do que 01. É o caso da Alemanha, cuja taxa é de 0,8 e da Grécia, com 0,41. Abrir quarentena no Brasil é convidar os figurantes do Thriller para uma dança da morte. https://www.youtube.com/watch?v=sOnqjkJTMaA

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