Não são pontos percentuais, são milhares de vidas

Foi o pior dia para o mundo desde que se iniciou a pandemia da Covid-19.

O mais acreditado ranking de mortes do planeta, o da Universidade John Hopkins, que você vê acima, alcançou 17.186 óbitos em 24 horas.

É o dobro dos picos alcançado em março-abril de 2.020, quando o mundo ainda se escandalizava com a profusão de corpos.

Os EUA tiveram novo recorde de registros: 4.327, o que deixa o país à beira de alcançar, nos próximos dias, o mesmo número de cidadãos mortos na 2ª Guerra Mundial, 407 mil. São, neste momento, 392 mil vítimas fatais da Covid.

Três outros países ultrapassaram a marca de mil mortes diárias: Reino Unido (1.243); Brasil (1.111) e Alemanha (1.109).

Os 62 mortos do avião caído na Indonésia, francamente, parecem nada diante de uma tragédia que equivale à queda de 277 aviões como aquele a cada dia.

Estamos, porém, discutindo taxas de eficácia de vacinas estimuladas por interesses comerciais das farmacêuticas – e aqui no Brasil pelos apetites políticos mais mesquinhos – enquanto a onda de infecções e mortes desenha-se nos gráficos como um tsunami.

Hoje, Bolsonaro ironizou a vacina chinesa – e a desastrosa exploração política de João Doria deu-lhe munição para isso – e Deus sabe o que vai sair da decisão da Anvisa sobre ela e a Astrazêneca, da qual ainda não temos uma mísera ampola.

No futuro, estes serão dias de infâmia para qualquer pessoa com capacidade de entender o tamanho da tragédia humanitária que vivemos.

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