Não tem ministro no ‘Sinistério’ da Saúde

Com um discurso insosso e sem substância. o sr. Nélson Reich tomou posse no agora “Sinistério” da Saúde.

Não é, como já se percebeu, um ministro, um comandante de equipes médicas, um general na guerra pela Saúde e contra o novo coronavírus.

Reunir informações e conhecer a dinâmica do vírus não é programa de ação, é apenas um óbvio método que, embora ainda se ressinta de testes para completar-se, já reúne o conhecimento de que é urgente e grave, com os hospitais à beira do colapso ou já nele.

Pode ser, até, a atitude de um consultor que vá produzir, para daqui a algumas semanas, um parecer técnico, mas não para um dirigente que entra no meio de uma batalha cruenta.

Não houve, claro, nenhuma palavra sobre o isolamento social de Teich diz defender, mas houve a tradicional propaganda contrária a ele pela boca genocida de Jair Bolsonaro.

Ficou, de tudo, a impressão de que o Ministério ficará semiparalisado até que Teich, que nunca foi gestor público, se acostume ao sentido político e articulador que a ele cabe.

Se é que está interessado nisso, porque sua falta de energia e objetividade é monumental.

 

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10 respostas

  1. Um ministro rola-bosta, pau-mandado, empresário da medicina não qualifica um médico, relato de filha de uma paciente já definiu esse zumbi por aqui. Fora Bolsonaro e leve junto seus generais.

  2. Abaixo coloco um ótimo texto de Juan Carlos Escudier, jornalista e escritor que tem um ótimo blog no jornal eletrônico Público, da Espanha. Os erros de português e de tradução são todos meus e o autor do texto não tem nenhum conhecimento dessa tradução. Mais abaixo coloco o link com o endereço da página web. Espero que todos gostem da fina ironia do texto , em especial Fernando Brito, nosso incansável exército de um homem só.

    O neoliberalismo ressucitara de Juan Carlos Escudier

    O neoliberalismo tem sido a grande vítima do coronavírus e, seus desconsolados parentes, estão levando muito mal o luto. Eles se perguntam perplexos como é possível que, estando na flor da vida, com uma saúde de ferro forjado e com um futuro esplêndido de cortes e reformas estruturais pela frente, tenha nos deixado assim, de repente, sem sequer ter tido tempo de expor diante de um escrivão seus últimos desejos. A vida é assim de dura: hoje doutrina econômica imbatível, amanhã “estátua”. Os melhores sempre partem. Tanta paz leva, como descanso deixa.
    Os seguidores do falecido estão muito abatidos porque o mundo em que eles acreditavam veio abaixo. Agora que o Estado estava encurralado e a única dúvida era saber o momento exato de sua rendição, o Leviatã ressurgiu e começou a devorar dogmas e fazer aviãozinhos de papel com a dívida e o déficit público, incentivados aliás por alguns recém convertidos que se passaram para o lado inimigo sem derramar uma única lágrima e recomendam agora gastar como se não houvesse amanhã. É o fim dos dias, o do livre mercado, dos cinturões apertados, o dos impostos baixos que fizeram tanto bem àqueles que ignoravam o que era Saúde Pública, mesmo porque para remover um grãozinh no cólon, viajaram para Houston em jato privado, e dessa austeridade redentora defendida por aqueles que em uma hora ganhavam mais do que todos os seus funcionários juntos em um mês.
    O primeiro sinal do Apocalipse, as primeira trombetas, soou ao rítmo da “renda mínima vital” que o governo [nota do tradutor: calma, calma gente, não se preocupem o governo aqui é o espanhol] está se preparando para aprovar que os famintos ou, melhor dizendo, aqueles que não têm onde cair morto, desfrutem de uma pequena ração de sopão, dessas ingerida por alguns desempregados e pensionistas que, pelo simples fato de terem contribuído por quarenta anos, acreditam que tem o direito de continuar cobrando até se tornarem nonagentários sem fazer nenhum esforço. Onde foi parar aquilo que “para contratar mais deveria poder ser mais barato despedir”? O que foi feito do “trabalhar mais por menos dinheiro”? Por que caiu no esquecimento tão rapidamente aquelas estórias e lições de moral a respeito das terríveis conseqüências “de se viver acima ou além de nossas possibilidades”, que tanto custou enculcar enquanto se refundava o capitalismo? Ninguém sabe que em uma sociedade moderna, mesmo com luvas e máscaras, não há lugar para tanta gente ociosa?
    Vendo que era impossível combater os elementos porque a tempestade havia destruído severamente as velas da embarcação, aqueles que ainda mantêm acesa a chama neoliberal como se fosse uma tocha olímpica trataram de desqualificar a iniciativa pelo único flanco em que viam possível arranhar o muro: a divisão no Executivo sobre o momento de colocar em prática essa renda mínima. Assim vendo os apoiadores em acelerar sua aprovação se impor, isto é, Pablo Iglesias e os seus, ou, o que é o mesmo, os populistas bolivarianos, concluíram que estávamos necessariamente diante de uma medida totalitária e comunista que, para piorar, não se apóia em uma caridade temporária, mas que aspira a institucionalizar-se como um direito. Assim de perverso é esse tipo de comunismo.
    Desolados como estão por causa da terrível perda, os neoliberais ainda mantêm alguma esperança na ressurreição de seus pensamentos, se não no terceiro dia, talvez no terceiro ano, mas a renda mínima os revolta. Como vamos reduzir impostos no futuro se tivermos de apoiar a atual gangue de indigentes e todos aqueles que se juntam a eles? E o que é mais grave ainda: quem se atreveria a tirar o doce da boca da criança depois que ela já o levou à boca, se não o próprio Aznar, com aquela juba sem um único cabelo grisalho, [nota do tradutor: dispensa apresentações, no Brasil não faltam Aznares e asnos ou, melho dito, o que é um Aznar para quem tem um Bolsonaro]?
    Como tudo na vida tem seu inimigo e o comunismo é altamente infeccioso, existem aqueles que acreditam que a renda mínima não pode ser adiada, e que maio, como parece previsto no BOE [nota do tradutor: Boletim Oficial do Estado Espanhol, equivalente ao nosso Diário Oficial], ou na vida real em junho ou julho, fica muito longe disso, porque as geladeiras não ficam cheias como arte de magia e tendemos a ter o mau hábito de fazer uma refeição ao dia, mesmo esses bon vivans contemplativos. E embora seja costume o Ministro Escrivá descobrir na imprensa sobre certas coisas, um que teria que marcar a fogo é que não há paciência que contenha cãibras no estômago. Este não é mais um capítulo da emergência sanitária; é uma urgência vital que sempre esteve presente, apesar de olharmos para o outro lado.
    É hora de apoiar rapidamente o novo Estado de Bem-Estar Social, porque não é sem sentido pensar que, quando a barra livre de gastos acabar, que acontecerá mais cedo ou mais tarde, o neoliberalismo apartará a terra que agora o cobre e fará como Lázaro procurando algo para colocar na sua boca. Ele atacará sem piedade contra tudo o que não está suficientemente cimentado, porque o dinheiro é o grande lobo mau da história que derruba as casas de palha e madeira de todos os porquinhos que sobrevivem de proteção oficial. Quando os defensores da anorexia do Estado retornarem e este for o reino daqueles que branqueiam seus capitais em paraísos fiscais, nos lamentaremos de tudo aquilo que poderiamos ter feito e não fizemos. Mãos à obra o mais rápido possível.

    https://blogs.publico.es/escudier/2020/04/17/el-neoliberalismo-resucitara/

  3. Com a pandemia, as gestões de saúde em todo o mundo ficaram sob os mais brilhantes holofotes. Não se faz um gestor de saúde pública em poucos dias, ainda mais em um país gigante e complexo como o Brasil. O Mandetta pelo menos tinha jogo de cintura por ser uma velha raposa política, que sabe se virar razoavelmente em qualquer situação. Esse que aí está não tem experiência em saúde pública, e de quebra parece não ter a mínima ideia da densidade do jogo político.

  4. Mas é exatamente por esta “credencial” que o bozo o escolheu.
    Ter alguém que não seja obstáculo ao seu plano genocida.
    E de lambuja tem seu SS (sinistro da saúde).

    1. O rapaz, digno representante daquela qualificada assistência que aplaudiu o canalha e gargalhou quando este ofendia brasileiros, durante a apresentação à fina flor do sionismo, na hebraica, é a demonstração escarrada de que eles não aprenderam nada. Mas, cuidado. O fuehrer, o original, ao se ver senhor de todo o poder, além de confinar cidadãos alemães e outros, considerados indignos, voltou-se contra a Associação dos Judeus Nazistas e, sim, ela existiu e seu presidente, nazista histérico de carteirinha, morreu num campo, canceroso (especialidade do dito cujo) e desassistido. Depois, foi o que todos sabemos, embora alguns não acreditem. Cuidado. A história não é boazinha e adora andar em círculos.

  5. A bola estå com os governos estaduais e prefeitos. De onde menos se espera ? que n?o virá nada mesmo. Ao final desse periodo o balanço indicará as lambanças presidenciais e os acertos nos estados e municipios. A urgencia do Congresso será tirar o chefe do desgoverno, se possivel ainda em 2020.

  6. Ministério da saúde com novo”ministro”.Pelo comportamento está parecendo mais um ministro da “contemplação”se esta impressão se confirmar ,assistiremos infelizmente um merda contemplando um psicopata que acredita que é “DONO”do PAÍS e que pode ARRISCAR segundo suas próprias palavras,VIDAS do nosso povo.POXA VIDA isto é REVOLTANTE!

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