O espetáculo trágico de Paulo Guedes

Paulo Guedes, enquanto espera a consumação do depenamento do seu ex-superministério da Economia, vai cumprindo seu papel de não fazer nada além de exibir seus malabarismos pueris e totalmente impróprios para um ministro que, em tese, deveria estar tentando equilibrar o que o desequilibrado que nos presido está causando.

Diante dos dados do IBGE que mostram a persistência do desemprego beirando os 15%, diz que o mais tradicional órgão de estatísticas “está na era da pedra lascada” e que o Cadastro de Empregos e emissões do Governo, que a toda hora muda de metodologia é que está certo, por a fulgurante economia brasileira, diz, está gerando “um milhão de empregos” a cada três meses. É coisa que precisa ser avisada nas calçadas e nas periferias, onde o “no momento, estou parado” virou um mantra para milhões de pessoas.

Não bastasse, também disse está vindo “um meteoro de gastos” sobre o Brasil e que “é preciso disparar um míssil” , sem dizer de qual arsenal viria este “míssil”.

Enquanto isso, a economia real, fora de seus delírios, vai dando sinais de que a retomada econômica vai tropeçando. No Valor, a redes GPA (supermercados Pão de Açúcar e Extra) revelam que tiveram fortes quedas, que, em menos escala, atingiram também o Carrefour. Inflação e perda de renda são, segundo o jornal, as razões do encolhimento. O preço dos alimentos, no curtíssimo prazo, podem piorar isso aí.

Estamos com problemas no fluxo de capital externo, que ficou no pior nível de 2016. E com um risco imenso de formar um gargalo na expansão de indústria, seja por uma crise de energia que leve a apagões, seja pela continuidade dos aumentos de tarifa.

É verdade que boa parte do mercado não se incomoda mais com o nível de estupidez da equipe econômica, mas, apesar do inservível ministro, tudo sempre pode piorar.

 

 

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