O Protocolo da Morte

Não tem a menor importância quem vá ser nomeado para o lugar de Nelson Teich no Ministério da Saúde.

O Ministro da Saúde – ou, dizendo melhor, da Doença e da Morte – é o afamado Dr. Jair Bolsonaro, formado Psicopatia Clínica.

Qualquer sujeito que ocupe o cargo, seja general que vigiava Teich seja algum profissional médico aventureiro, será um carimbador dos diagnósticos e receitas brotados da cabeça do ex-capitão.

Terá de seguir o Protocolo da Morte, seja enfiando cloroquina goela abaixo de pacientes desesperados, capazes de autorizar que lhes administrem até cápsulas de querosene na esperança de não morrerem aos montes.

É Jair Bolsonaro que o define, de acordo com seu senso de oportunidade, ao enxergar na crise de dor e fome que a pandemia pode causar a chance de, em nome de combater a agitação – que seus próprios apoiadores encarregam-se de promover, em grupos tão pequenos quanto ruidosos, como as três ou quatro dúzias de fanáticos nazistas que foram saudá-lo, hoje, no Planalto.

Já tínhamos um Ministério da Saúde combalido pela primeira mudança de ministro, um mês atrás, confuso e paralisado pela falta de energia e dinamismo de Teich e pela ocupação dos cargos intermediários por gente do meio militar. Agora, o que restava de seu corpo técnico está diante da escolha entre sair dos cargos ou esperar ser defenestrado por recusarem-se a obedecer ordens estúpidas.

Fala-se que na segunda-feira Bolsonaro mandará carimbarem sua receita macabra, todos à rua, com cloroquina à vontade.

Nosso país passará por um processo de destruição inédito, que farão os 15 mil novos infectados registrados hoje parecerem um bobagem e as mais de 14.800 mortes se assemelharem a uma bênção.

Com ou sem bloqueios, vocês verão as ruas se encherem de gente se expondo, confundida pela loucura que emana de Brasília, diante da qual as forças políticas e as instituições titubeiam, transigem e, ao final, se rendem.

É preciso dizer a verdade, o fascismo não está às portas. Ele já entrou, empalmou o poder e se dedicará, com ardor mórbido, a matar e destruir.

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23 respostas

  1. Mas ,quem pode parar isso????? AS PESSOAS ,OS INDIVÍDUOS ASSUMINDO SUA RESPONSABILIDADE.
    NÃO PODEMOS SER MARIONETES NAS MÃOS DESSE CANALHA,QUE CLASSE DE SERES HUMANOS NÓS SOMOS????
    DANE-SE O GENOCIDA E SEU CIRCO DOS HORRORES !!!
    QUE DESTINO SINISTRO ,MACABRO,DE MORTE FOI MARCADO PARA NÓS POR ESSE PSICOPATA QUE NÓS DEVAMOS ACEITAR ????
    A REAGIR ,DO JEITO QUE FOR,NAS REDES DESSE VAGABUNDO DIZENDO —VC NÃO VAI ME MATAR SEU GENOCIDA VAGABUNDO!!!!———-PRESSÃO,PRESSÃO,PRESSÃO,TODO O TEMPO PRESSÃO XINGAMENTOS,I NSULTOS,MAS,ONDE ELE LEIA,—NÃO AQUÍ,AQUÍ NÃO ADIANTA !!!!,CORAGEM,CORAGEM,CORAGEM !!!!!!!!!!!!!!!!———–

    AQUÍ NÃO ADIANTA CHORAR NOSSAS MÂGOAS,A LUTA BRASILEIROS !!!!

  2. O tijolaço está com algum bug para acessar pelo celular, só consigo no computador. Só pra avisar os administradores.

  3. O que esses energúmenos querem enfiar goela abaixo dos profissionais de saúde não é PROTOCOLO CLÍNICO. Não passa de uma mera recomendação do MS sem qualquer embasamento técnico-científico.
    Caso queira saber como se elabora corretamente, leia o resumo abaixo retirado da Biblioteca Virtual de Saúde para sanar quaisquer dúvidas:

    “Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas são documentos que têm como objetivo
    garantir o melhor cuidado de saúde no SUS, incluindo recomendações de condutas,
    medicamentos ou produtos para as diferentes fases evolutivas de um agravo à saúde ou
    de uma determinada condição. A nova legislação reforçou a utilização da análise baseada
    em evidências científicas para a elaboração dos PCDT, explicitando os critérios de eficácia,
    segurança, efetividade e custo-efetividade para a formulação das recomendações sobre
    intervenções em saúde (BRASIL, 2015).
    As recomendações inclusas nos PCDT são de observação obrigatória tanto por gestores
    quanto profissionais e serviços de saúde no âmbito do SUS. Dessa forma, e diante do
    rigor metodológico de sua elaboração, esses documentos também podem ser utilizados
    como auxílio administrativo e como materiais informativos destinados ao esclarecimento
    de programas, serviços e direitos disponíveis no SUS, aos usuários do sistema e ao Poder
    Judiciário (BRASIL, 2011).

    O processo de elaboração de um PCDT baseado em evidências científicas deve ser
    iniciado pela delimitação do escopo. O escopo identifica os aspectos mais importantes
    a serem abordados no PCDT, servindo de base para a estruturação das perguntas
    clínicas ou questões de pesquisa que serão objeto de busca na literatura científica e
    servirão de subsídio para a elaboração das recomendações do PCDT (WORLD HEALTH
    ORGANIZATION, 2014).
    Deste modo, o escopo auxilia na definição da extensão do PCDT e a abrangência das
    informações a serem contempladas no futuro documento, com o objetivo de responder
    dúvidas especificas e pertinentes referentes a doença ou agravo abordado no referido
    protocolo, além de contribuir com a organização e planejamento para sua elaboração.
    Durante o processo de elaboração do escopo é indispensável a participação dos grupos
    de interesse envolvidos com o tema do PCDT, como por exemplo, áreas técnicas do
    Ministério, representantes do DGITS, especialistas na área, sociedades médicas,
    associações de pacientes e gestores responsáveis, com o objetivo de promover a sua
    implementação e a eficiência do SUS

    De acordo com a Portaria SCTIE/MS nº 27, de 2015, a área técnica demandante do
    Ministério da Saúde deve encaminhar à Secretaria-Executiva da CONITEC uma nota
    técnica onde exponha os motivos que justificam a elaboração de um novo PCDT ou a
    atualização de um existente, seguindo as recomendações deste manual (BRASIL, 2015).
    O envio deve ser realizado utilizando o Sistema Eletrônico de Informações do MS (SEI),
    para oficializar a abertura de processo e facilitar o acompanhamento da demanda por
    meio da identificação numérica da demanda.
    A documentação é avaliada pela Secretaria-Executiva da CONITEC que encaminhará à
    Subcomissão Técnica de Avaliação de PCDT para avaliação e discussão com a área
    técnica solicitante, caso necessário ajustes no documento.

    Com o objetivo de aprimorar o documento e aumentar a participação social durante o
    processo de elaboração do PCDT, o escopo poderá ser submetido a uma enquete no
    período de 20 dias no site da CONITEC. Após esta etapa a pertinência e relevância das
    contribuições serão deliberadas pelo Comitê Gestor e constituída a versão final do Escopo
    para dar início ao processo de elaboração do PCDT(BRASIL, 2015).
    A versão final será validada pela área técnica do MS envolvida na sua elaboração para
    que o processo de elaboração do PCDT possa ser iniciado”. https://bvsms.saude.gov.br/

  4. O propósito comum do genocida e dos militares delinquentes é total. O Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) produzia cerca de 2400 (dois mil e quatrocentos) comprimidos por semana de cloroquina, principalmente para consumo do próprio exército contra a malária [1] [2]. A mando do Genocida, o exército de ocupação do Brasil começou a produzir a cloroquina em larga escala no dia 23 de março, tendo já superado 500 mil unidades a cada sete dias ainda em abril, mais de 200 vezes a produção anterior e tendo a meta de alcançar 1 milhão de comprimidos por semana, mais de 400 vezes a produção anterior.

    Já foram produzidos, de 23/03 até agora, desde a ordem do Genocida, mais de 2 milhões e 250 mil comprimidos. Ou seja, em menos de 2 meses, o exército de ocupação produziu o equivalente a 18 anos de produção normal de cloroquina.

    Se o Genocida e o Exército de ocupação do Brasil não entupirem o povo de cloroquina, matando quase certamente milhares e milhares de brasileiros, esta produção gigantesca e o contrato nebuloso com a India, para compra de matéria prima, configurarão mais um crime monstruoso do Genocida e do Exército de ocupação do Brasil, com desperdício gigantesco de dinheiro público e provavelmente envolvendo corrupção da grossa. Este é um dos motivos pelo qual o Genocida baixou a MP 966, do excludente de ilicitude para ele e sua tropa de militares delinquentes. E é motivo pelo qual chutou a bunda de 2 médicos – Mandetta e Teich -, vagabundos e dinheiristas sim, mas que não toparam participar deste genocídio do pobre povo brasileiro.

    – – – – – – – – – – – – –
    [1] https://www.metropoles.com/brasil/por-ordem-de-bolsonaro-exercito-ja-fez-mais-cloroquina-do-que-em-10-anos
    [2] https://veja.abril.com.br/blog/matheus-leitao/exercito-e-a-producao-em-massa-de-cloroquina-ajudaram-a-derrubar-teich/

    1. Olá, companheiro Francisco! Tomei a liberdade de publicar esse seu comentário na minha página do FB. Se você discordar, eu apago!

        1. Francisco, vou seguir a idéia do João e publicar esse teu texto no FB também. Caso não queira é só avisar que eu retiro.

        2. Olá Francisco. Estou copiando a ideia de João e publicando no FB este teu texto. Caso não queira é só me avisar que eu retiro.

    2. Obrigada, Francisco. Eu sabia que o laboratório do exército estaria aproveitando avidamente a oportunidade de faturar muito com a cloroquina, de todas as maneiras possíveis, como aliás é corriqueiro nas forças armadas da pátria amada, sempre com as finanças norteando seus objetivos. Mas não tinha esses dados que você publicou.

    3. Caro, vc fez uma análise da conjuntura com muita lógica e acuidade, inclusive associando o contato pessoal de Bozo para comprar insumos na Índia e esta MP 966. Brito, isto vale ser aprofundado e denunciado em manchete, com os devidos créditos, pois comprova o planejamento de um genocídio em massa. Como também, comprova que os militares não irão desembarcar deste desgoverno, pois já estão envolvidos demais como um todo.

    4. Bom dia companheiro Francisco de Assis…Gostei do seu comentário e peço autorização para publicar em meu face para partilhar com meus amigos. Desde já fico grata e #TmjsNaLutaContraEsseGenocida

    5. Então é isso, o Exército fabricou cloroquina a dar com um pau e agora tem toneladas de cloroquina encalhada e precisa empurrar a cloroquina na freguesia? E para tanto colocaram um general no Ministério da Cloroquina? Té o Macaco Simão está a pular e gritar em cima disso…

    6. Agora, a insistência tresloucada de Bolsonaro com a cloroquina, que muitos pensavam ser só doidice, começa a fazer sentido. E outras coisas também começam a fazer sentido, além da medida que tentava isentar de culpa atos administrativos irresponsáveis tomados na pandemia.

      A reportagem da Metropoles diz que: “A ordem de Bolsonaro para ampliar de maneira expressiva a produção de um medicamento pelo Exército traz consigo o risco de um uso questionável de verbas públicas em um momento de emergência – caso a eficácia da cloroquina não seja confirmada e o remédio não sirva para combater o coronavírus”.

      Aí está: A cloroquina já estava fabricada, quantidades enormes de seu princípio ativo foram importadas, e seu uso tinha de ser oficializado de qualquer maneira, para dar vazão a tanta droga. Inúmeros chamamentos à razão dirigidos ao governo para que ele parasse com essa loucura de cloroquina, vindos daqui e de fora do país, de nada adiantaram e nem adiantariam. Sinceramente, este é talvez o caso com maior potencial para impeachment que surgiu até agora. Pelo menos CPMI não pode faltar.

  5. Conversa Afiada publicou
    Produção em massa de cloroquina pelo Exército ajudou a derrubar Teich
    A produção em massa de cloroquina pelo Exército elevou consideravelmente a pressão sobre Nelson Teich e contribuiu para a sua saída do Ministério de Saúde. Como informa a Veja, os militares ampliaram em escala sem precedentes a produção do medicamento que virou obsessão de Jair Bolsonaro – apesar de as pesquisas não apontarem sua eficácia no tratamento da Covid-19.

    A média da produção do laboratório do Exército girava entre 200 e 250 mil comprimidos a cada dois anos. A nova meta de produção, em meio à pandemia, é de 1 milhão de comprimidos por semana (e já superou os 500 mil a cada sete dias em abril).

    Além disso, a produção pelo Exército passou a receber a ajuda dos laboratórios químicos da Marinha e da Aeronáutica. Como não há demanda para a oferta gerada pela nova produção, a conta começou a ficar excessivamente cara.
    https://www.conversaafiada.com.br/brasil/producao-em-massa-de-cloroquina-pelo-exercito-ajudou-a-derrubar-teich

  6. “É evidente que uma associação política é melhor quando é formada acima de tudo por cidadãos de riqueza regular. Estados bem administrados são aqueles em que a classe média é maior e mais poderosa que as outras duas juntas ou, pelo menos, que cada uma separadamente. Inclinando-se para frente e para trás, restaura o equilíbrio e impede a formação de qualquer superioridade excessiva. Portanto, é uma grande vantagem que os cidadãos tenham uma fortuna modesta, mas suficiente para atender a todas as suas necessidades. Sempre que grandes fortunas são encontradas ao lado da extrema miséria, esses dois excessos dão origem a demagogia absoluta, a pura oligarquia ou a tirania; pois a tirania surge do seio da demagogia desenfreada ou da oligarquia extrema com mais freqüência do que do seio da classe média e de suas classes imediatas.”

    Aristóteles, Política.

  7. Eu espero,claro que torcendo que se tiverem que morrer,que sejam os BÓSTONARISTAS,ainda que não seja do meu gosto,torcer pela morte.Mas não se pode esquecer,o fato de estes monstros estarem à testa do Brasil,que foram eleitos pela grande maioria dos eleitores.Diziam os mais antigos,propagadores de sofismas,que o voto,libera o cidadão.A gente vê,claramente,que até hoje,a TÃO DECANTADA DEMOCRACIA,não resolveu nenhum dos problemas do povo,senão oportunizar que meia dúzia de CANALHAS,estejam,onde se encontram.Conclusão;a TAL DEMOCRACIA,somente oportunizou pra meia dúzia de canalhas,enriquecer às custas alheias.

  8. Agora a coisa ficou muito séria. O Mundo vai deixar de rir do Brasil para ficar seriamente preocupado. O Brasil vai deixar de ser o bufão da pandemia para ser um traquinas armado de cloroquina. Portugal poderá até mesmo requerer à ONU a tutela de sua ex-colônia, por completa incapacidade mental de seus atuais dirigentes. Temporariamente, claro.

    1. Exato. Muito sério o momento. Até os países estão retirando seu pessoal diplomático (1). Se Bozo fizer hoje o prometido pronunciamento acabando com o isolamento social e impondo às secretarias estaduais e municipais o “protocolo de Madri” da obrigatoriedade de uso da cloroquina, teremos um confronto institucional formalizado. Vejam que a Damares foi ao Piauí conhecer tal protocolo e que está invertendo as coisas dizendo que quem não quer ser medicado que deixe por escrito. Acredito que os Governadores, pelo menos os do NE, já estavam esperando por esta radicalização, pois muitos questionaram se teriam apoio dos setores estaduais do exército para o lockdown, implicitamente sondando o apoio local a um possível confronto federativo. Ou seja, parece que o confronto é inevitável agora.

      (1) https://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/embaixadas-recebem-pedidos-para-retirar-funcionarios-do-brasil-pelo-risco-bolsonaro.html

      1. É preciso que os setores progressistas afins se detenham a pesquisar minuciosamente este caso do protocolo espanhol de cloroquina. Ele ficou sendo o último bastião levantado por Bolsonaro para justificar a adoção oficial da cloroquina no Brasil, e tantas fichas nele foram apostadas que até a Damares foi destacada para ser envolvida.

  9. Bom texto Brito.
    Os melhores quadros do governo sairam, Mandeta, Moro e Teich, que comprovou ser honesto em sua saída, o mito acredita que a cloroquina é como um diperona, que quando a gente tem dor de cabeça toma e passa, com a quina não é assim, é um medicamento com muitos efeitos colaterais, o mais grave, o PR cursou educação física, era para ter uma noção.
    Só não concordo com o fato do setor majoritário da esquerda chamar Bolsonaro de facista.
    Este regime, por pior que seja, não é a mesma coisa de nazismo e neste se defendia a existência de burguêses e proletários e que estes deveriam se unir para o desenvolvimento da nação.
    Todos estes regimes estabeleceram sindicatos únicos de patrões e empregados em uma base territorial e estabeleceram juntas compostas por um juíz togado, representando o Estado e representantes dos sindicatos patronatos e trabalhadores.
    Havia intervensão nos sindicatos? Havia, havia proibição a greves? Havia.
    Todavia os sindicatos existiam.
    Bolsonaro é um liberal capitalista a moda revolusão industrial, Mises e companhia, que é contra a existência de sindicatos e de qualquer direitos trabalhistas, qualquer, qualquer,mesmo, se dependesse dele a CLT não existiria mais.
    Ele mesmo fala que defende os patrões.
    Ele é muito pior que os líderes facistas.
    Uma dica para esquerda, para conseguir o apoio dos evangélicos o partido deve ser contra a legalização do aborto, defender os direitos LGBTQ+, mas ser contra a ideologia de gênero e defender mais igualdade economica.
    Se isto for feito, Bolsonaro perde o apoio quase integral dos evangélicos, que afinal de contas, só querem um mundo adequado para seu modo de vida, em que a família tradicional seja amada e respeitada, em que as crianças tenham o direito de viver e serem felizes, em que cada menino e cada menina tenha o direito de brincar de carrinho e as meninas bonecas existem, sim, defensores da ideologia de gênero que obrigam meninas a brincar de carrinhos e meninos de bonecas

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