O Brasil voltou. Voltou ao passado

pobrebrasil

No Washington Post, o drama dos moradores de rua que voltaram a encher as calçadas de Copacabana e a de toda parte.

No Le Monde, a “democracia em decadência” do Brasil.

Em Davos, as poltronas vazias, parte delas ocultas por biombos,  eram dois terços da audiência de Michel Temer, para dizer, com intenção reversa, uma verdade.

O Brasil voltou.

Sim, voltamos ao que estávamos deixando de ser, uma imensa, gigante, continental nulidade no mundo.

A visão do mundo, por mais distante, é mais nítida.

E lambamos os beiços se não voltarmos mais, com o vórtice do fascismo aberto à nossa frente, pelas obsequiosas mãos de senhores togados, prontos a ver “vantagem indevida” em que não recebeu coisa alguma, mas que não veem vantagem indevida para si, quando embolsam alguns milhares de reais de auxílio-moradia, todo mês, para morarem em apartamentos que são seus – com escritura e tudo.

Voltamos, sim.

Voltamos a ser o país da liquidação do patrimônio nacional, como com Fernando Henrique.

Voltamos a ser o país onde um vice imbecil ostenta a faixa presidencial e forma seu “centrão”, como com Sarney.

Voltamos a ser um país onde um aventureiro trovejante é inflado como candidato presidencial, em nome de exorcizar a esquerda, como com Collor.

Entramos num túnel do tempo e, como no velho seriado de TV, dá para sentir a eletricidade estática no ar.

A classe dirigente não a percebe e faz da política simples aritmética: se um lado perde, outro ganha.

Não percebe que há um insondável na vida das coletividades e que pode estar a poucos passos de ser tragada por ele.

 

contrib1

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21 respostas

  1. Pois é, um trampolim para o abismo, direto para idade média, a cara da rede gRoubo e do miShel treme em tupido.

    1. Alícia Kawarinha Lulinha Qualquer Porra

      Você só escreve MERDAS, é merdas sem nexo.
      Sua candidata, a Bolsonara, já tomou no CU, há muito tempo. Só você e as suas comparsas não perceberam. Vocês são um bando de idiotas comandadas por outra.
      Vão dar muito cu esse final de semana? A SURUBA tá organizada ? Sua mãe e sua mulherzinha vão participar?
      Cadelinha vadia!
      Xibunguinha !

  2. O problema do Brasil é seu povo. Falta garra, falta gana, falta visão, falta abnegação. De olhar o povo alemão, que reergueu seu país após as derrotas das duas grandes guerras, eu me sinto envergonhado.

    1. O problema do brazil é seu povo. Você e os outros midiotas de plantão são prova disso. Vão ser burros assim na pqp!

    2. O problema do Brasil é seu povo. Povo que nem tu, em quem sobra vira-latismo e um desejo atávico de ver as coisas dando errado, em nome de um moralismo xulo e seletivo.

  3. Desculpe, Brito. Gosto de suas posições, mas afirmar que os dirigentes não percebem o que fazem é pueril. A destruição da política e sua subordinação ao capital é consciente e determinada.

  4. Tudo culpa desse Temer bobo. O Brasil estava uma maravilha, de repente ele resolveu gastar uma fortuna em juros, fez a economia crescer pouco e passou a prejudicar os pobres para não precisar mais vê-los no aeroporto. Malvado. Feioso.

    É assim que se pode falar com criança (ou com quem se comporta de modo infantil, como faz boa parte do povo). Mas os adultos sabem que todo efeito tem uma causa e o que hoje é colhido foi plantado pela turma do condenado que colheu e desperdiçou o que outros plantaram.

    1. Temer fez a economia crescer? Não dá mais para rir de piadas como essa… Os piadistas agora estão se levando a sério.

    2. Política de transferência de dinheiro do erário para o banco não foi inventada pelo PT não. É mais velho que andar pra frente essa armadilha.

      Seu guru, efeagacê, era mestre em garantir que o que o governo tinha ou ganhava, a elite rica teria por preços camaradas: de títulos de dívidas públicas à especulação pela falsa paridade Real-Dólar.

  5. Infortunadamente,inda que concorde com a tese,meros VATICÍNIOS,quando alude as MASSAS AMORFAS em que se constitui o NOSSO POVO.As COLETIVIDADES,regra geral,são de uma burrice HOMÉRICA.

  6. Arnestinha Pederasta Passiva

    Você só escreve MERDAS, é merdas sem nexo.
    Sua candidata, a Bolsonara, já tomou no CU, há muito tempo. Só você e as suas comparsas não perceberam. Vocês são um bando de idiotas comandadas por outra.
    Vão dar muito cu esse final de semana? A SURUBA tá organizada ? Sua mãe e sua mulherzinha vão participar?
    Cadelinha vadia!
    Xibunguinha !
    Libélula !

  7. Arnestinha Pederasta Passiva

    Você só escreve MERDAS, é merdas sem nexo.
    Sua candidata, a Bolsonara, já tomou no CU, há muito tempo. Só você e as suas comparsas não perceberam. Vocês são um bando de idiotas comandadas por outra.
    Vão dar muito cu esse final de semana? A SURUBA tá organizada ? Sua mãe e sua mulherzinha vão participar?
    Cadelinha vadia!
    Xibunguinha !

  8. Alícia Kawarinha Lulinha Qualquer Porra

    Você só escreve MERDAS, é merdas sem nexo.
    Sua candidata, a Bolsonara, já tomou no CU, há muito tempo. Só você e as suas comparsas não perceberam. Vocês são um bando de idiotas comandadas por outra.
    Vão dar muito cu esse final de semana? A SURUBA tá organizada ? Sua mãe e sua mulherzinha vão participar?
    Cadelinha vadia!
    Xibunguinha !
    Libélula

  9. Brasil fechou 1,5 milhão de vagas formais em 2015, o pior resultado desde 1992
    Um terço das vagas foram fechadas apenas no mês de dezembro; resultado é bem diferente do de 2014, quando foram gerados 420,8 mil postos com carteira de trabalho
    Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo
    21 Janeiro 2016 | 11h50
    BRASÍLIA – O País fechou em 2015 um total de 1,542 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. O dado é o pior da série histórica, iniciada em 1992 pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social. No mês de dezembro – quando geralmente há mais demissões em função do desligamento de temporários -, foram fechadas 596,2 mil vagas.
    O saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do ano foi resultado de 17,7 milhões de admissões e 19,2 milhões de demissões.

    Se comparado com anos anteriores, o dado de 2015 mostra a profunda deterioração do mercado de trabalho brasileiro. Foram geradas 420,8 mil vagas formais em 2014 e 1,1 milhão em 2013, pela série com ajuste, que inclui dados entregues com atraso pelas empresas. O fechamento de postos em 2015, portanto, anula todo o avanço do emprego formal nos dois anos anteriores.

    Mesmo assim, o resultado de 2015 ficou um pouco melhor do que as expectativas de mercado. De acordo com pesquisa AE Projeções com 16 instituições, o saldo do Caged do ano passado ficaria entre um corte de 1,556 milhão a 1,785 milhão de vagas, com mediana negativa de 1,696 milhão.
    O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, admitiu que o dado de 2015 foi pior que o esperado pelo governo, mas disse que o fechamento recorde de vagas não foi suficiente para reverter as conquistas obtidas pelo trabalhador brasileiro no passado recente. “A crise não foi capaz de destruir as conquistas dos últimos anos.” Segundo ele, o governo tem trabalhado para retomar a atividade econômica e, por consequência, a geração de empregos.
    Em período de retração econômica e restrição do poder de compra das famílias, Rossetto afirmou que há espaço para a expansão do crédito no País, como motivador de ampliação da demanda.
    Como argumento para uma possível reversão no quadro negativo do emprego, o ministro disse ainda que o ajuste do câmbio começa a trazer resultados positivos, que há uma reversão da inflação e ampliação de investimentos. Ele ressaltou também que o governo tem tomado medidas necessárias para essa retomada, mesmo em meio a um ambiente internacional mais restritivo.
    Dentre os setores, a indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de vagas fechadas em 2015. No ano passado, o segmento encerrou 608.878 vagas com carteira assinada. Em dezembro, o saldo do emprego na indústria ficou negativo em 192.833. O único setor que apresentou abertura de vagas em 2015 foi a agricultura, com um saldo positivo de 9.821. Em dezembro, contudo, teve saldo negativo de 58.853 postos.
    Remuneração. A deterioração do mercado de trabalho também se refletiu na
    remuneração dos trabalhadores.
    Pela primeira vez desde 2003, ss salários de admissão registraram queda real em 2015, com recuo de 1,6% na comparação com 2014.
    Rossetto avaliou que o número mostra uma resistência na renda do País, ao argumentar que a queda na quantidade de empregos foi muito forte no ano, com o fechamento de 1,542 milhão de postos, ou uma redução de 3,74% no estoque do mercado formal de trabalho.

  10. Geração de novos empregos recua 64% em 2014, aponta Caged

    Resultado é pior desde 1998, quando foram abertas 387.207 mil vagas; Em 2014, foram geradas 396.933 vagas formais, ante 1,11 milhão em 2013, segundo dados do Ministério do Trabalho O Brasil gerou 396.933 novos empregos com carteira assinada em 2014, um recuo de 64,4% em relação às 1.117.717 vagas geradas em 2013. Este é o pior resultado desde 1998, quando o governo de Fernando Henrique Cardoso gerou 387.207 mil vagas.

    A última estimativa divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), antes das eleições, era de que o ano terminaria com cerca de um milhão de novos postos.
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    Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As quase 400 mil vagas geradas elevaram o estoque em quase 1%, de 2013 para 2014.
    Apenas em dezembro, foram fechadas 555 mil vagas, pior resultado no fechamento de vagas desde 2008. No mês os setores com pior desempenho foram a indústria, com 171 mil postos a menos, a construção civil, com 132 mil postos a menos e o serviços, com 148 mil postos a menos.
    O maior volume de demissões ocorreu em São Paulo, seguido de Minas Gerais e do Paraná. O resultado ainda tem forte impacto de questões sazonais, como por exemplo, a conclusão de obras na construção civil.
    Apesar dos números negativos, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, comemora, segundo informe publicado no site do ministério.
    “O Brasil vive o pleno emprego, com regiões onde a taxa de desemprego está abaixo dos 3%, caso do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. Em 2015, como os prognósticos da economia são mais positivos que em 2014, acreditamos que vamos continuar gerando empregos”, destaca.
    O balanço mostra que o salário de admissão teve aumento real na casa de 0,92%, se levado em consideração os valores médios e o INPC (ìndice oficial do IBGE que corrige os salários). As mulheres tiveram o melhor reajuste, na casa de 1,39% contra 0,84% dos homens.
    De 2009 até 2014, foram geradas 5.277.071 novos empregos.

    1. Bronco Capiau, se você fizer uma coleção de “notícias” negativas dos jornalões conservadores durante todo o período petista da economia brasileira, até o fim deste período, quando ela atingiu em 2014 o menor índice de desemprego de sua história, com 4,8% (http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/01/brasil-encerra-2014-com-menor-taxa-de-desemprego-ja-registrada.html), e com o PIB sendo o sexto do mundo, à frente do Reino Unido, você verá que elas jamais deixaram de atacar o governo do PT, usando toda espécie de subterfúgio e artifício, desde a superexposição de detalhes insignificantes até à mentira pura e simples. Desacelerar o avanço não significa deixar de avançar e muito menos recuar.

  11. A narrativa do déficit fiscal, quando se sabe de juízes,desembargadores,procuradores e assemelhados embolsando auxílios moradia,alimentação,educação para os filhos e subsídios que ultrapassam em muito o teto constitucional,soa como bofetada ao trabalhador comum da iniciativa privada,que moureja em fábricas insalubres por 35 anos para se aposentar com rendas que mal chegam a dois mínimos.

  12. Veja o que insinua a secretária do Tesouro disse ” que os restos a pagar – verbas de anos anteriores autorizadas para o exercício corrente – serão amplamente revisadas pela equipe econômica “. Vejam o diz o paragrafo único do art.92 da lei 4320/64 -“. O registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor distinguindo-se as despesas processadas das não processadas.”O que ela pretende como isso? revisar se essas despesas efetivamente se processaram ou consumaram? Se forem anuladas ou extintas às relativas ao periodo da Dilma, fariam desaparecer as supostas pedaladas fiscais? Alguns malabarismos estão em curso na execução orçamentária de 2017. O TCU compactuará com aberrações contábil/orçamentárias, para livrar a cara do bandido Temer? Vamos acompanhar essa artimanha pois exemplos de malfeitos não faltam nesse governo ilegitimo. Tudo vale…

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