O “se essa rua, se essa rua fosse minha”… do “garoto” Dória

Os meninos ricos e mimados são assim. Mesmo quando lhe dizem para para não fazer uma coisa, teimam, embirram e continuam tentando fazer, às escondidas.

Até que são pegos em plena traquinagem.

Foi assim o caso da rua que João Dória Jr, há 20 anos, tenta agregar à sua mansão em Campos do Jordão, pomposamente chamada de Villa Doria, com seus modestos 16 mil metros quadrados, ou dois campos de futebol dos maiores.

Ruazinha bucólica, à beira de um bosque que, assim, ficaria, digamos, integrado como “reserva ambiental” da mansão.

Primeiro, tomou a área “na mão grande”, como diz a gíria.

Dez anos depois, a rápida Justiça mandou devolvê-la.

Então, “trocou” por um gerador a “propriedade” da viela.

Anos e anos, de novo a barganha foi considerada ilegal.

Ilegal, e daí?

Continuou fechada, privê do Joãozinho, por sete anos.

Abriu-a à força do “pega mal”, depois que isso foi mostrado em 2016, na mesma Folha que o apanha hoje com a boca na botija.

Agora, fechou de novo, encampada nos melhores moldes tucanos, através da  “privatização” de espaços públicos feita pela prefeitura de Campos do Jordão, gerida por seu amigo Fred Guidoni, também do PSDB.

Compre, paguei (“em vezes”), é meu.

Tudo normal, como normal é comprar um jatinho com R$ 44 milhões subsidiados do BNDES, como este blog mostrou e a imprensa “nem tchun”.

Aos ricos, embora toscos e arrogantes como ele, tudo é permitido ou, quando não, tratado como um destes delizes a que qualquer um está sujeito.

Ainda se fosse um “pedalinho”, não é?

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19 respostas

  1. Nada a estranhar de nossas Marias Antonietas, duro é saber que o povo não se comporta como povo e não dá um fim a essa nova nobreza do dinheiro. Já temos nossa bastilha, já temos nossos juízes venais, já temos nossa plutocracia e nossos donos do poder só nos falta agora nossa revolução.

  2. Se alguém duvida que a justiça tem duas faces, a arrogância de Doria faz questão de reafirmar que sim: existe a justiça dos amigos, lenta e condescendente e a justiça do inimigo, ágil, cega às leis e caneta na mão de ferro, como a produzida pela 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba (Sérgio Moro) bem como por seu anexo, a Vara de Execuções Penais da mesma cidade (Carolina Lebbos) ou o TRF4 de Porto Alegre (Gebran & Flores), onde impera o “és inimigo, tais condenado”.

  3. Em que Dória se diferencia de Aécio? Dois playboys que se acham sabichões, que se acham no direito de extorquir “empresários” amigos. E de invadir propriedade pública, ou melhor, ruas públicas. Caso fosse alguém ligado a Lula ou ao PT estaria preso. Como é alguém da elite Paulista, tudo bem. Santa hipocrisia dos falsos moralistas!

  4. Enquanto isto
    1) Se o MST ou MTST ocupam uma propriedade sem função social, os “juízes” são rápidos em expedir mandados de desocupação;
    2) E como a classe média tradicional odeia pobre quando este se organiza e luta, nas redes sociais, seus militantes são chamados de bandidos ou vagabundos
    3) Enquanto isto, os paulistas vão eleger o Dória governador

  5. O MP DO RIO TINHA QUE INTERVIR NESSA QUESTÃO JA QUE O DE SÃO PAULO ESTÁ NAS MÃOS DOS DESGRAÇADOS TUCANOS.

  6. Ontem peguei um táxi e, em determinado momento, o motorista começou a falar mal de Lula. Interrompi de forma brusca e mudei o assunto para futebol. Felizmente ele não insistiu, do contrário eu mandaria ele parar o carro. Minha vontade era dar-lhe um soco. As coisas estão assim, o Brasil se tornou uma Iugoslávia, existe uma divisão que nunca mais será reparada. Metade do Brasil é composto de gente preconceituosa, reacionária, alienada, imbecil, escravagista, canalha mesmo. Somos um povo dividido para sempre, só falta concretizar geograficamente. E acho que seria ótimo, porque eu não me sinto mais compatriota dessa gente.

    1. Aconteceu comigo, em Porto Alegre. O motorista, um mulato, defensor de moro e dos Três Patetas do TRF4, por aqueles dias da pantomima dos canalhas golpistas de toga, se exaltou quando eu lhe chamei a atenção para as consequências dos crimes dessa gente, não para Lula, necessariamente, mas, para seus filhos e netos, que, como lhe disse, serão escravos em sua própria terra. Disse-lhe lamentar o fato de um mulato defender interesses de canalhas, corruptos, vendedores de sentenças, ladrões e racistas. Continuou exaltado. Mandei-o parar o carro e desembarquei.

    2. Já pequei dois táxis assim. Levei uma discussão acalorada e calei-os quando disse que Jesus havia dito que, para conhecer uma árvore, é preciso conhecer seus frutos. E perguntei quais os frutos que os golpistas tinham dado ao povo, e comparei com os que Lula tinha dado. Eles não tiveram mais palavras e sairam coçando a cabeça.

    3. Já peguei dois táxis assim. Levei uma discussão acalorada, é mentira, não é mentira, então ambos chegaram ao ponto em que disseram que é muito difícil saber quem está dizendo a verdade. Calei-os quando falei que Jesus havia dito que, para conhecer uma árvore, é preciso conhecer seus frutos. Percebi que eram evangélicos. E perguntei quais os frutos que os golpistas tinham dado ao povo. Falei sobre eles e os comparei com aqueles que a árvore Lula tinha dado. Eles não tiveram mais palavras e saíram de boca aberta e coçando a cabeça.

  7. Como se comportou a Câmara de Vereadores de Campos do Jordão nessa história.
    A transferência de patrimônio público, seja por venda ou qualquer outra forma, deve ter autorização legislativa (Lei) no processo de desafetação.

  8. “ANS age como órgão de defesa das seguradoras de saúde!
    Os problemas com a assistência à saúde superam até a falta de segurança, entre as preocupações da população demonstradas em algumas das pesquisas recentes. A resposta dada a essa constatação pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) foi a estapafúrdia e suspeita imposição de maiores gastos aos pagadores de plano de saúde.
    A resposta à resposta da agência será em dois tempos. A suspensão do pagamento de 40% nos atendimentos está feita pelo Supremo, por iniciativa da OAB. E virá, afinal, um projeto no Congresso para novo sistema de direção em todas as agências —uma necessidade já cansada de tanto descaso.
    A ANS é o melhor exemplo do que se passa, com exceções apenas temporárias, nessas agências criadas para regular determinadas atividades e suas relações com o público. Encarregar o segurado de pagar 40% nos exames, e em outros procedimentos, e aumentar 10% em quase um quinto das mensalidades foram decisões tomadas por uma diretoria com dois lugares vagos, nos cinco exigidos.
    E, como complemento, sem presidente há mais de um ano. Assim é, no entanto, a agência que comanda a desdita dos que pagam 50 milhões de contratos de seguro-saúde, por forçosa alternativa à desgraça da assistência pública.
    Os percentuais da decisão da ANS referem-se aos ônus dos segurados. O ganho daí resultante para as seguradoras foi poupado de exposição ao povaréu. É, porém, um assunto cuja evidência compensa as carências numéricas: se as dificuldades do setor fossem reais, americanos e japoneses não fariam as compras, já realizadas e a realizar, de seguradoras brasileiras.
    Os “insatisfeitos com o seguro” têm números assombrosos: apenas 4 em cada 100 escapam da insatisfação, ao que a Associação Paulista de Medicina apurou em pesquisa.
    O comentário de um dos três diretores da ANS, Rodrigo Aguiar, permite entender a origem de tamanha queixa: “Não somos um órgão de defesa do consumidor”. Foi criticado, mas disse a verdade. A ANS age como um órgão de defesa, não do consumidor, mas das seguradoras de saúde.
    (…)”
    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2018/07/ans-age-como-orgao-de-defesa-das-seguradoras-de-saude.shtml

  9. Antes do imbecil criticar as invasões de prédio por desabrigados o mesmo já havia invadido espaço público…..é que Campos tem um público lixo….

  10. Ando dizendo aos amigos e proximos em geral que se os paulistas (nós) elegerem esse rico pobre de espirito e picareta de gravata para governar o Estado teremos algumas novidades.
    Vai privatarizar as águas (águas?
    ) do Tiete, a Sabesp, o Butantã, a USP e terceirizar a Secretaria da Fazenda .

  11. Ninguém vai contestar isso porque se trata de um tucaninho queridinho das justissas e quando um tucano se aproxima o ministério público vai caçar borboletas. Mas o que aconteceu é absolutamente ilegal. Uma negociação desse tipo tem que ser feita às claras, com a Câmara de Vereadores participando e com debate público. E ainda assim, envolve que o comprador do terreno público que ocupou ilegalmente compense a cidade com outro terreno ainda mais vantajoso que aquele, além de pagar multa pesada pelo que fez. No caso, acredito que não há margem para negociação. O bosque é área verde que deve ser contornada por via pública, como em qualquer loteamento. SE amanhã a cidade quiser fazer uma via de contorno do parque, terá que desapropriar novamente o terreno a peso de ouro. O princípio norteador de semelhante negociação é o do interesse público, nítido e incontestável. Embora possa haver casos excepcionais, quem deve julgar sobre eles é a cidade, e não alguém que está em sua administração. De regra, ruas e praças são inalienáveis, e para aliená-las, é preciso debate público e o aval dos edis. E que os cidadãos considerem a compensação sem qualquer contestação. As cidades têm leis e códigos, e eles são para serem cumpridos.

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