Onde está o Wally da Saúde?

O sr. Nélson Teich foi nomeado quinta-feira para o cargo de interventor no Ministério da Saúde.

Afora os discursos protocolares, insossos e sem conteúdo, e a não ser por declarações genéricas sobre reunir informações – e nem uma palavra sobra a necessidade de isolamento social, restrita a um artigo desatualizado de dias antes – nada mais disse.

Enquanto isso, por palavras e atos, o seu chefe, Jair Bolsonaro, repete os comportamentos inadequados, esfrega as mãos no nariz e repassa as gosmas infectantes para os fanáticos que se amontoam a seu lado.

Hoje, no meio do dia, viajou para o Rio e volta amanhã a Brasília para ficar calado, por falta absoluta do que dizer, numa teleconferência com ministros do G-20.

Escafedeu-se das tradicionais coletivas para balanço dos números e ações do Ministério na sexta e hoje.

Teich começa a demonstrar o que é o seu alinhamento total com Bolsonaro: ficar calado e deixar que a voz do Governo Federal ser a de nosso “Beato Salu” presidencial.

Numa guerra antiepidêmica parece que sua voz de comando será o silêncio.

E, portanto, o enfrentamento da crise está entregue, apenas, à linha de frente.

Não temos, mesmo, um governo de generais, mas de ajudantes-de-ordens.

E de criados-mudos.

 

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8 respostas

  1. Se o mundo vai mudar ou não com a pandemia, isto eu não sei. Mas que o Brasil jamais será o mesmo, tenho certeza. O que estamos vendo eu acho que não tem precedentes, em termos de desprezo da elite pelo povo e o próprio país. Com a ressalva parcial do congresso, o resto está TODO com Bolsonaro no essencial, isto é, no objetivo de NÃO permitir que forças populares voltem ao poder. Por este objetivo eles topam até, como estão fazendo, ficarem de quatro para um doente, um bandido, um indivíduo desprezado no mundo inteiro.
    Isso tudo não será esquecido e será cobrado no futuro próximo. Essa elite a que me referi está morta, vai terminar seus dias no ostracismo ou na cadeia. São eles ou o resto do país.

    1. Vs esta afirmando ou fazendo uma aposta ?
      Primeiro devo dizer que concordo qdo você diz que o BRASIL jamais será o mesmo, mas isso não é de agora, por causa da pandemia. Pra mim foi desde o GOLPE (aliás, até antes, com o 1o ano do 2o mandato de DILMA), passando por Temer, até chegarmos neste mundo bizarro, distópico, daí, distímico.
      Por outro lado digo que não concordo com sua assertiva, de que o julgo será implacável, isso se formos analisar pelo lado do ELEITORADO.
      É FATO que BOZO – o palhaço sociopata – ganhou a eleição se valendo do genérico coração de mãe qdo dizia : “Temos que acabar com tudo isso, talquei ?”, pronto!, e bastou isso pra que qq frustrado ou descontente, de direita, centro ou fake de esquerda, visse no “Messias” a tábua de salvação pras suas lamúrias.
      Hoje, por outro lado, depois dum começo titubeante, parece que o CAPETÃO acertou a mão ao passar a predizer que no futuro usará o famoso “eu te disse” pra explicar o estrago no emprego e na economia que haveremos, com certeza, de ver.
      DE CONCRETO sei que os ditos progressistas estão se apegando apenas a aspectos morais e se esquecendo do pragmatismo que ao final pesa muito mais na hora no voto, isso ao ficarem defendendo um ideal que NEM DE LONGE responde aos anseios e duvidas de boa parte da população formada por informais, micros, pequenos e médios empresários, eles que ficaram de fora tanto da proteção do “deus mercado”, como do “estado provedor”.
      Do que lembro, é justamente essa turma que é quem vai pra rua e que além de influenciável, é das que mais influencia os extratos que com ela tem contato (qual seja, os de baixo e os de cima).
      Daí que arrisco dizer que os progressistas ao se fundarem apenas no isolamento social, SEM ao menos defenderem qq tipo de abrandamento razoável, não conseguirão obter nenhum tipo de bônus eleitoral que, ao meu ver, tende a cair no colo do BOZO, justamente por ele defender um raciocínio muito mais simples e tosco do tipo, “todos que estamos vivos um dia haveremos de morrer, e antes de mim, que seja você”, talquei ?

  2. Teich é só mais um imbecil acrescentado ao conglomerado de imbecis que é o ministério e o governo do Cachorro Louco, o Imbecil-mor. Não acho que podemos esperar outra coisa senão imbecilidades de sua parte.

  3. Bolsonaro já esclareceu sua posição diante da pandemia: 70% da população vai se contaminar, muita gente vai morrer, mas não deve haver isolamento social. O país deve estar preparado para os enterros, e não para a salvação de vidas.

    Não há como não associar esta posição com a iniciativa do Exército de fazer um levantamento da capacidade funerária de cada município do país. Devemos nos preparar para um cenário em que dentro das lojas comemoram o dia das mães, e lá fora desfilam pela rua os caminhões militares levando pilhas de cadáveres para as valas comuns, como em New York.

  4. Desculpe Fernando mas você está falando pras pedras. Hoje já torço para que morra ao menos uns 10.000 caso contrário servirá para ele dizer que estava certo em ser ‘apenas uma gripezinha’, e também caso morramuitas pessoas ele dirá que o isolamento não funcionou e serviu para destruir a economia, enquanto isso este ser do inferno não assume nenhuma posição oficial, não tem coragem de assinar um decreto propondo o fim do isolamento ou tomar alguma atitude em que possa ser cobrado posteriormente então que seu gado e seus seguidores façam o que ele diz, infelizmente neste meio morrerá inocentes. De tanto o chamarem de burro ele terminou dando um xeque na oposição.

  5. Quem disse que esse não e um governo de milicos, é sendo a prova disso o desprezo pelo povo. As forças armadas são a elite brasileira estúpida e com armas.

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